A exemplo do post que fiz sobre o
Balanço da Metade, segue um breve relato das mudanças desse final(zinho) de gestação:
- Meu sono modificou-se: O que antes eram noites isoladas de insônias, principalmente quando ficava preocupada, hoje sou quase um zumbi. No início da gravidez tive muito sono, agora com a barriga grande, a insônia é minha companheira de todas as noites. Comemoro as noites que consigo dormir sem grandes intervalos.
- Tenho uma nova silueta: Eu tinha uma barriga de cerveja cultivada por anos a fio. Aos quatros meses de gravidez, já não era confundida com gorda. Aos sete meses minha barriga deslanchou: tenho um senhor barrigão, o que me rendeu, com 37 semanas, algumas estrias (ô tristeza). Minhas canelas que eram finas se juntaram aos tornezelos em extrema harmonia e se tornaram um só. Não sei mais o definir o que é o que. Confesso que não lembro o formato dos meus pés antes do inchaço. Minhas axilas e virilhas ganharam tonalidades escuras, feias de doer. Já meus seios, que sempre foram grandes, continuam firmes e fortes do mesmo tamanho, sem estria alguma.
- Me tornei uma rainha: Sou a rainha das ultrassons (11 até o momento) e da ansiedade (mesmo escutando conselhos e palavras amigas, a "bicha" me domina).
- Meu paladar ficou estranho: Posso até dividi-lo em fases: se no começo devorei frutas, iogurtes e sucos, agora meus olhos saltam com bolo, sorvete e refrigerante (pecado). A grande vitória foi me aliar à água. Tomo muito toda hora, a sensação que tenho é de ter comido um pedação de jabá a todo momento e preciso de água para socorrer meu corpo.
- Adoro meu cartão de crédito: Sou super controlada com gastos, embora sempre gosto de comprar uma coisinha. Aliás, me arrependo de não ter começando a preparar o enxoval antes, o marido era contra e só comecei a comprar os itens quando descobri o sexo do bebê, o que rendeu alguns transtornos com entregas, prazos e modelos em falta. E o meu companheiro foi o querido e idolatrado salve salve cartão de crédito. Usei muito e sempre.
- Fiquei monotemática: Só penso, falo e escrevo sobre o meu bebê. É incontrolável, nada mais me importa se não estiver ligado ao serzinho que chegará em breve. Passo horas na net pesquisando e conversando sobre tudo o que envolve o mundo dos bebês. Até o coitado do blog que era de variedades virou um blog de mãe.
- Sou uma pessoa mais agradável: Sempre fui meio ácida, mas como grávidas atraem olhares e aproximação de muita gente, me esforço para ser agradável com as pessoas constantemente, por exemplo: respondendo mil vez às mesmas perguntas (é um só? quando nasce? qual é o nome? é seu primeiro filho?) e achando normal as pessoas tocarem na minha barriga.
- Planejo minha vida dependendo (exclusivamente) de alguém: Agora tudo é calculado para que comporte da melhor forma o meu bebê. Se antes ir para a praia era só pegar o biquíni e duas peças de roupas, agora viajar requer um planejamento antecipado e elaborado. Além disso, meus planos pessoais tomaram um novo formato e grau de importância, aquele projeto de fazer um mestrado continuará engavetado por um tempo.
- Ter um olhar diferente para as pessoas que cercam: Sem muitos detalhes, meu marido e minha mãe são meus alvos preferidos. Me pego olhando para eles e pensando mil coisas várias vezes.
- Me sinto completa: Hoje posso dizer que consegui tudo: amadureci, tenho amigos e uma família linda, estudei, viajei e baladei bastante, comprei uma casa e um carro, conquistei um amor e vou ter um filho. Não desejo mais nada.