Nasci numa família alvi-negra, graças a Deus! Nasci Corinthiana. E adoro futebol. Assisto, ouço no rádio, acompanho torneios, resultado das investidas de meu pai que sempre amou o Corinthians.
Casei com um Palmeirense, para minha infelicidade. Marido vem de uma família verde e fanática. Enfim, casei com um rival no quesito futebol.
Aí fiquei grávida e torci muito para ter uma menina, assim ela seria (provavelmente) Corinthiana. Mas tive o Dudu, e fiz um trato com o Marido para que nada sobre times fosse comprado para o bebê, visto nossas diferenças. Claro que a gente fica tentado a comprar uma mini camisa, mas é dar margem à briga, eu compraria uma preta e branca e marido, claro, compraria aquela verde hor-ro-ro-sa.
Dudu ama bola e essa foi a primeira palavra que falou. Quando vê um jogo de futebol na TV, presta muita atenção e sorri quando vê o gol, logo conclui-se que ele gostará de futebol.
Juro que torço muito para que o Dudu tenha personalidade para escolher seu time de futebol, que ele não sofra a influência irritante do pai dele. Vou ter que ter muito amor para aceitar vê-lo com uma camisa que não seja preta e branca...
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17 março 2012
24 fevereiro 2012
Até quando?
Se alguém tiver a resposta, mas por favor uma resposta concreta, com dados reais, me avise: Até quando meu filho acordará durante a noite?
Estou farta das respostas vagas e desculpas como: é assim mesmo, também passo por isso, e blábláblá. Da mesma forma que me sugerir soluções que são quase impossíveis não rola, cansei de ouvir da vizinha: você tem que tirar a mamadeira da madrugada! Pois é, mas alguém me explica como faz com uma criança que só acorda pra mamar? Deixo-a chorar até cansar? Pra mim isso é desumano, já não tolero choro durante o dia quando estou na ativa, imaginem a noite quando luto para manter os olhos abertos...
Pois é, Dudu é um malandro! Geralmente acorda uma vez na noite, mama e volta a dormir, mas tem que ser no colo. Isso se repete pela manhã, por volta das 06h. Ok, com esse cenário sobrevivo lindamente. Mas basta qualquer mudança em sua rotina, por menor que seja, tuuuuudo muda. Se faz calor, ele acorda três vezes na noite; se esfria, outras três vezes; se não toma banho antes de dormir, a coisa se repete; se dorme em local diferente, não deixa ninguém dormir; se, se, se.
Juro que rezei muito para que tudo isso mudasse com a chegada de seu primeiro aniversário. Fantasiei que essa “fase bebê” ia ficar pra trás. Mas não aconteceu. Tire outros quinze dias de férias pra preparar sua festa e passamos noites boas (na média de 1 ou 2 acordadas), mas bastou eu voltar a trabalhar, logo depois do Carnaval, que houve um regresso. Acordei três vezes na noite passada.
Já li a respeito, já conversei com outras mamães, com pessoas mais experientes, e nada. Contabilizo (porque isso não é motivo de comemoração) quase 1 ano e 2 meses sem dormir uma noite inteira espontaneamente. Por duas noites nesse tempo, ele dormiu quase uma noite inteira, e em uma outra, o Papai se encarregou de cuidar do pequeno.
Amo meu filho, seu cheiro, seu sorriso, suas gracinhas e descobertas, mas às vezes queria tirar férias do meu papel de mãe! E não é porque sou uma mãe de primeira viagem, vejo muitas mães reclamando disso.
Eduardo é meu sonho realizado, disso eu não tenho dúvidas, mas sou humana, sou normal, e ainda acumulo outras funções: tenho que ser esposa, profissional, dona de casa, filha, amiga....tenho uma rotina louca durante a semana e me desdobro nos finais de semana para dar contar de tudo.
Eu só queria dormir, dormir noites inteiras, dormir sem ficar sob alerta para qualquer movimentação ou som do quarto ao lado. Queria dar o banho, mamá, carinho, colocá-lo no berço e só vê-lo novamente com o dia claro. Não me importa de dormir tarde, só quero uma noite sem interrupções de 2 ou 3 horas...
Desculpem o meu desabafo, mas estou tão cansada disso tudo!
Estou farta das respostas vagas e desculpas como: é assim mesmo, também passo por isso, e blábláblá. Da mesma forma que me sugerir soluções que são quase impossíveis não rola, cansei de ouvir da vizinha: você tem que tirar a mamadeira da madrugada! Pois é, mas alguém me explica como faz com uma criança que só acorda pra mamar? Deixo-a chorar até cansar? Pra mim isso é desumano, já não tolero choro durante o dia quando estou na ativa, imaginem a noite quando luto para manter os olhos abertos...
Pois é, Dudu é um malandro! Geralmente acorda uma vez na noite, mama e volta a dormir, mas tem que ser no colo. Isso se repete pela manhã, por volta das 06h. Ok, com esse cenário sobrevivo lindamente. Mas basta qualquer mudança em sua rotina, por menor que seja, tuuuuudo muda. Se faz calor, ele acorda três vezes na noite; se esfria, outras três vezes; se não toma banho antes de dormir, a coisa se repete; se dorme em local diferente, não deixa ninguém dormir; se, se, se.
Juro que rezei muito para que tudo isso mudasse com a chegada de seu primeiro aniversário. Fantasiei que essa “fase bebê” ia ficar pra trás. Mas não aconteceu. Tire outros quinze dias de férias pra preparar sua festa e passamos noites boas (na média de 1 ou 2 acordadas), mas bastou eu voltar a trabalhar, logo depois do Carnaval, que houve um regresso. Acordei três vezes na noite passada.
Já li a respeito, já conversei com outras mamães, com pessoas mais experientes, e nada. Contabilizo (porque isso não é motivo de comemoração) quase 1 ano e 2 meses sem dormir uma noite inteira espontaneamente. Por duas noites nesse tempo, ele dormiu quase uma noite inteira, e em uma outra, o Papai se encarregou de cuidar do pequeno.
Amo meu filho, seu cheiro, seu sorriso, suas gracinhas e descobertas, mas às vezes queria tirar férias do meu papel de mãe! E não é porque sou uma mãe de primeira viagem, vejo muitas mães reclamando disso.
Eduardo é meu sonho realizado, disso eu não tenho dúvidas, mas sou humana, sou normal, e ainda acumulo outras funções: tenho que ser esposa, profissional, dona de casa, filha, amiga....tenho uma rotina louca durante a semana e me desdobro nos finais de semana para dar contar de tudo.
Eu só queria dormir, dormir noites inteiras, dormir sem ficar sob alerta para qualquer movimentação ou som do quarto ao lado. Queria dar o banho, mamá, carinho, colocá-lo no berço e só vê-lo novamente com o dia claro. Não me importa de dormir tarde, só quero uma noite sem interrupções de 2 ou 3 horas...
Desculpem o meu desabafo, mas estou tão cansada disso tudo!
20 dezembro 2011
Carta ao Noel
Apesar de toda a correria habitual de dezembro, e nesse ano a coisa pirou bastante, consegui uma folguinha para escrever para ti.
Na verdade, essa será uma cartinha de agradecimento porque esse ano foi muito bom para nós.
A estreia do Dudu nesse mundão de meu Deus foi um capítulo à parte. A barrigona me fez sofrer bastante com o calorzão de Janeiro, mas em Fevereiro nasceu o amor da minha vida, num lindo dia típico de verão (sol à pino durante o dia com uma chuva de alagar a cidade inteira no final da tarde). E o meu tão querido Carnaval foi comemorado com um recém-nascido no colo que acordava a cada três horas e nem me deixava dormir, nem acompanhar os desfiles das Escolas de Samba pela TV. Mas posso dizer que, mesmo todos esses contratempos, Fevereiro nunca mais será apenas um mês pequeno curtido ao som dos tambores.
Março, Abril e Maio foram meses de profundo aprendizado, de muitas concessões e da percepção do quanto a maternidade me mudou. Sou uma pessoa mais sensível e apaixonada pelo meu filho.
Em Junho mudamos de casa, de bairro, de vida. Tudo pelo bem do nosso pequeno que precisa de cuidados de alguém de confiança e que lhe dê muito amor: a escolhida a Tia Dinda Joia. Julho foi um mês da expectativa e da insegurança da volta ao trabalho, chorei bastante quando deixei meu pequeno aos cuidados de outra pessoa, mas me senti “de volta” quando resgatei esse lado social que tanto me completa.
Marido comemorou o novo emprego em Setembro, depois de muitos perrengues no anterior. Eu continuo no mesmo emprego, passando as mesmas raivas e comemorando outras coisas boas.
Enfim, pisamos pela primeira vez no nosso tão esperado (e suado) apartamento em Novembro, e tudo isso bem no dia do meu aniversário. Aff, os 34 aninhos não precisavam chegar tão rápido.
E Dezembro chegou com a promessa de tantas compras, tantas comemorações e tantas alegrias. Tenho certeza que o Natal e o Reveillon serão muito especiais para minha família que agora tem seu mais especial e amado membro.
Para 2012 eu quero (porque colocar a palavra “espero” não dá, tem que ser concreta): quero terminar de montar meu cantinho, quero terminar algumas coisinhas inacabadas por aqui, quero ter paz na minha família, quero que meu filho se desenvolva bem, quero, quero muito, ser feliz!
Na verdade, essa será uma cartinha de agradecimento porque esse ano foi muito bom para nós.
A estreia do Dudu nesse mundão de meu Deus foi um capítulo à parte. A barrigona me fez sofrer bastante com o calorzão de Janeiro, mas em Fevereiro nasceu o amor da minha vida, num lindo dia típico de verão (sol à pino durante o dia com uma chuva de alagar a cidade inteira no final da tarde). E o meu tão querido Carnaval foi comemorado com um recém-nascido no colo que acordava a cada três horas e nem me deixava dormir, nem acompanhar os desfiles das Escolas de Samba pela TV. Mas posso dizer que, mesmo todos esses contratempos, Fevereiro nunca mais será apenas um mês pequeno curtido ao som dos tambores.
Março, Abril e Maio foram meses de profundo aprendizado, de muitas concessões e da percepção do quanto a maternidade me mudou. Sou uma pessoa mais sensível e apaixonada pelo meu filho.
Em Junho mudamos de casa, de bairro, de vida. Tudo pelo bem do nosso pequeno que precisa de cuidados de alguém de confiança e que lhe dê muito amor: a escolhida a Tia Dinda Joia. Julho foi um mês da expectativa e da insegurança da volta ao trabalho, chorei bastante quando deixei meu pequeno aos cuidados de outra pessoa, mas me senti “de volta” quando resgatei esse lado social que tanto me completa.
Marido comemorou o novo emprego em Setembro, depois de muitos perrengues no anterior. Eu continuo no mesmo emprego, passando as mesmas raivas e comemorando outras coisas boas.
Enfim, pisamos pela primeira vez no nosso tão esperado (e suado) apartamento em Novembro, e tudo isso bem no dia do meu aniversário. Aff, os 34 aninhos não precisavam chegar tão rápido.
E Dezembro chegou com a promessa de tantas compras, tantas comemorações e tantas alegrias. Tenho certeza que o Natal e o Reveillon serão muito especiais para minha família que agora tem seu mais especial e amado membro.
Para 2012 eu quero (porque colocar a palavra “espero” não dá, tem que ser concreta): quero terminar de montar meu cantinho, quero terminar algumas coisinhas inacabadas por aqui, quero ter paz na minha família, quero que meu filho se desenvolva bem, quero, quero muito, ser feliz!
12 dezembro 2011
Do respeito à opinião alheia
Dia desses, uma mãe conhecida postou no Facebook uma cena que presenciou, no qual uma outra mãe oferecia refrigerante para um bebê. Na ocasião, ela comentou o quanto se sentia indignada com aquele ato, já que só oferece ao seu filho alimentos naturais.
Apoio sua decisão, uma vez que também tenho essa preocupação com a alimentação do Dudu, mas o que me deixou bastante incomodada foi a postura dessa mãe perante os comentários das demais pessoas discordando em partes de sua decisão. A pessoa em questão se sentiu injustiçada, soltou farpas pra todos, esbravejou, postou fotos sem noção, enfim, fez o maior “furdunço” porque discordaram dela, excluindo de seu roll de amigos todos aqueles que foram “do contra”.
Dudu tem apenas 10 meses. Come basicamente legumes, frutas e verduras. Preparo suas refeições em casa, corto, cozinho, evitando sal ao máximo. Quando saímos, levo sua papinha, mas se o tempo estiver muito quente ou iremos demorar muito, ofereço papinha pronta. Toma leite em pó com complemento (Ninho + Mucillon). Toma suco natural, mas também suco de soja quando estamos fora de casa. Evitamos ao máximo porcarias em geral, mas já experimentou borda de pizza, pão, bolo de aniversário e uma batata frita do Mc Donald’s, claro que tudo isso foi um pedacinho de nada, apenas para não fica com vontade.
Não sou xiita, sou uma mãe normal que evita o que é desnecessário, mesmo sabendo que ele comerá tudo quando estiver maiorzinho. Respeito quem faz ao contrário, cada cabeça, uma sentença. Todas as mães (de verdade) sabem o que é bom para o seu filho, e do meu filho eu sei. E respeito, respeito muito, de verdade.
Acredito que participar de redes sociais tem como premissa se expor e aceitar que as pessoas têm opinião contrária à sua. É uma democracia. Geralmente exponho pouco de minhas opiniões quando não quero criar polêmica. E como sou uma das administradoras do Encontro entre Comadres, projeto que lida com mamães, tento ao máximo, me preservar e respeitar.
Tudo tem limites, cada pessoa deve conhecer o seu.
Apoio sua decisão, uma vez que também tenho essa preocupação com a alimentação do Dudu, mas o que me deixou bastante incomodada foi a postura dessa mãe perante os comentários das demais pessoas discordando em partes de sua decisão. A pessoa em questão se sentiu injustiçada, soltou farpas pra todos, esbravejou, postou fotos sem noção, enfim, fez o maior “furdunço” porque discordaram dela, excluindo de seu roll de amigos todos aqueles que foram “do contra”.
Dudu tem apenas 10 meses. Come basicamente legumes, frutas e verduras. Preparo suas refeições em casa, corto, cozinho, evitando sal ao máximo. Quando saímos, levo sua papinha, mas se o tempo estiver muito quente ou iremos demorar muito, ofereço papinha pronta. Toma leite em pó com complemento (Ninho + Mucillon). Toma suco natural, mas também suco de soja quando estamos fora de casa. Evitamos ao máximo porcarias em geral, mas já experimentou borda de pizza, pão, bolo de aniversário e uma batata frita do Mc Donald’s, claro que tudo isso foi um pedacinho de nada, apenas para não fica com vontade.
Não sou xiita, sou uma mãe normal que evita o que é desnecessário, mesmo sabendo que ele comerá tudo quando estiver maiorzinho. Respeito quem faz ao contrário, cada cabeça, uma sentença. Todas as mães (de verdade) sabem o que é bom para o seu filho, e do meu filho eu sei. E respeito, respeito muito, de verdade.
Acredito que participar de redes sociais tem como premissa se expor e aceitar que as pessoas têm opinião contrária à sua. É uma democracia. Geralmente exponho pouco de minhas opiniões quando não quero criar polêmica. E como sou uma das administradoras do Encontro entre Comadres, projeto que lida com mamães, tento ao máximo, me preservar e respeitar.
Tudo tem limites, cada pessoa deve conhecer o seu.
30 novembro 2011
Pertinho de um sonho
Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que comprei um apartamento na planta. E depois de longos 03 anos, se aproxima o momento da entrega. Só quem passou por isso sabe da expectativa que toda essa fase envolve.
Fomos convocados para a primeira vistoria do apê que foi realizada bem no dia do meu aniversário, um belo presente. Mesmo trabalhando com condomínios, sabia o que iria enfrentar, mas fiquei ansiosíssima para ver como ficou aquilo que comprei baseado na imaginação, afinal nesse projeto não foi feito o apartamento decorado.
Levei uma lista e alguns acessórios para a tal vistoria. Pesquisei com um profissional da empresa que trabalho quais os pontos que mereciam nossa atenção, pois caso passassem desapercebidos, poderiam causar grandes transtornos posteriores. Era uma “senhora lista” e me preparei para não ficar entusiasmada e esquecer de olhar tudo com muito critério. Nesse dia trabalhei apenas meio período e fomos recebidos pelo engenheiro da construtora. Recebi uma ficha para preencher com as irregularidades que notava. Nos munimos de “olhos bem críticos” e percorremos cada cômodo.
Ficamos satisfeitos com o resultado da cozinha, sacada, quartos e sala, mas o banheiro nos deixou decepcionados. Onde já se viu instalar revestimentos apenas em meia parede? Sim, sei que essa é uma tendência, como já disse trabalho com condomínios e leio muito a respeito, o revestimento é instalado apenas na parte molhada do ambiente, mas para nós isso não funciona, minha gente! Trata-se de um ambiente bastante pequeno, que com o uso, surgirá umidade nos locais onde não há revestimento. Além disso, a instalação foi extremamente mal feita, até mesmo um leigo no assunto percebe isso. E nem adianta pedir que consertem, isso consta do contrato. Resultado: teremos que reformar o banheiro, custo que não estávamos contando.
Além do banheiro, teremos que arcar com o custo do contra-piso nos quartos e sala, jurávamos que o imóvel seria entregue com ele, mas consta apenas a laje, ó céus! Como a área é pequena, acreditamos que o custo não será tão alto.
Já havíamos planejado comprar alguns móveis e eletrodomésticos novos, mas ao que tudo indica teremos que rever. Estamos conversando com profissionais da área e constatamos que estávamos enganados, tudo é bem caro. Numa das primeiras conversas, quase saí chorando de lá ao receber o orçamento, morro de medo de ter que abrir mão de algumas coisas para executar essa reforma, as festas de final de ano estão aí, assim como o aniversário do Dudu. Os valores que dispomos só é suficiente para realizar uma delas, não quero sacrificar um momento tão importante como o 1º ano do meu filho. Sei que há pessoas que pensam diferente, que eu deveria priorizar nossa casa, mas ambos têm seu grau de importância para mim.
Enfim, estamos num dilema, porém temos que resolver tudo bem rápido. A construtora acredita que as chaves serão entregues em 20 dias, ocasião que o documento Habite-se já tenha sido expedido, e portanto, o prédio esteja liberado para morar. Nesse momento temos que estar com os materiais comprados para iniciarmos as obras, temos urgência, pois moramos de aluguel e somar todas as despesas ficará inviável no orçamento. Torçam por nós!
Fomos convocados para a primeira vistoria do apê que foi realizada bem no dia do meu aniversário, um belo presente. Mesmo trabalhando com condomínios, sabia o que iria enfrentar, mas fiquei ansiosíssima para ver como ficou aquilo que comprei baseado na imaginação, afinal nesse projeto não foi feito o apartamento decorado.
Levei uma lista e alguns acessórios para a tal vistoria. Pesquisei com um profissional da empresa que trabalho quais os pontos que mereciam nossa atenção, pois caso passassem desapercebidos, poderiam causar grandes transtornos posteriores. Era uma “senhora lista” e me preparei para não ficar entusiasmada e esquecer de olhar tudo com muito critério. Nesse dia trabalhei apenas meio período e fomos recebidos pelo engenheiro da construtora. Recebi uma ficha para preencher com as irregularidades que notava. Nos munimos de “olhos bem críticos” e percorremos cada cômodo.
Ficamos satisfeitos com o resultado da cozinha, sacada, quartos e sala, mas o banheiro nos deixou decepcionados. Onde já se viu instalar revestimentos apenas em meia parede? Sim, sei que essa é uma tendência, como já disse trabalho com condomínios e leio muito a respeito, o revestimento é instalado apenas na parte molhada do ambiente, mas para nós isso não funciona, minha gente! Trata-se de um ambiente bastante pequeno, que com o uso, surgirá umidade nos locais onde não há revestimento. Além disso, a instalação foi extremamente mal feita, até mesmo um leigo no assunto percebe isso. E nem adianta pedir que consertem, isso consta do contrato. Resultado: teremos que reformar o banheiro, custo que não estávamos contando.
Além do banheiro, teremos que arcar com o custo do contra-piso nos quartos e sala, jurávamos que o imóvel seria entregue com ele, mas consta apenas a laje, ó céus! Como a área é pequena, acreditamos que o custo não será tão alto.
Já havíamos planejado comprar alguns móveis e eletrodomésticos novos, mas ao que tudo indica teremos que rever. Estamos conversando com profissionais da área e constatamos que estávamos enganados, tudo é bem caro. Numa das primeiras conversas, quase saí chorando de lá ao receber o orçamento, morro de medo de ter que abrir mão de algumas coisas para executar essa reforma, as festas de final de ano estão aí, assim como o aniversário do Dudu. Os valores que dispomos só é suficiente para realizar uma delas, não quero sacrificar um momento tão importante como o 1º ano do meu filho. Sei que há pessoas que pensam diferente, que eu deveria priorizar nossa casa, mas ambos têm seu grau de importância para mim.
Enfim, estamos num dilema, porém temos que resolver tudo bem rápido. A construtora acredita que as chaves serão entregues em 20 dias, ocasião que o documento Habite-se já tenha sido expedido, e portanto, o prédio esteja liberado para morar. Nesse momento temos que estar com os materiais comprados para iniciarmos as obras, temos urgência, pois moramos de aluguel e somar todas as despesas ficará inviável no orçamento. Torçam por nós!
13 outubro 2011
Festa de 1 ano: o grande dilema
Sempre sonhei com a festa do primeiro aniversário do meu filho. Juro que em minha cabeça já tinha idealizado o tema, as cores e até mesmo a música do vídeo de retrospectiva. Mãe idealiza mesmo!
Mas sempre há aquelas questões:
- Festa de um ano é para os pais e o aniversariante não curte porque nem entende direito;
- O aniversariante nem anda, então ficará muito no colo;
- Festa infantil é cara, portanto tem que restringir o número de convidados;
- Em festa de um ano, todos da família e amigos se sentem no direito de ser convidado, e a festa fica cara. (E como deixar de fora pessoas próximas?);
- Buffet infantil é lindo e prático, mas tem um custo considerável pelos serviços que oferece;
- Festa organizada em casa é mais barata, porém dá um trabalho imenso para organizar;
- No buffet infantil tem brinquedos para as crianças se divertirem, mas o aniversariante só tem um ano;
- O aniversariante pode ficar assustado e manhoso com toda aquela agitação de cores, músicas e pessoas.
Enfim, são vários pontos contra o que me leva a pensar se realmente vale a pena organizar uma festa que demanda tempo e dinheiro.
Há ainda as alternativas de comemorar a data de forma diferente:
- Investir numa viagem em família (praia ou hotel fazenda/ressort);
- Fazer um passeio para o aniversariante realmente curtir (circo, parque, etc);
- Fazer uma comemoração simples para as pessoas mais íntimas em casa;
- Investir em algo que seja importante para o bebê (um brinquedo caro, trocar o quartinho, comprar aquele carrinho de passeio chique);
- Deixar todos os planos e sonhos de mãe para a festa de dois anos, quando o aniversariante já está entendendo e interagindo.
E como ficam meus sonhos de mãe?
Ficam entre a cruz e a espada. Penso e repenso se realmente isso vale a pena. Claro, tudo para o meu filho vale, mas vale realmente se ele desfrutar, se for para o seu bem-estar.
Tenho ainda outro ponto importante a ser considerado: estou às voltas da entrega de meu apartamento. Comprei-o há quatro anos na planta e com a proximidade de sua entrega, há os custos com escritura, chaves, pequenas reformas, aquisição de alguns objetos novos. E sem falar nas festas de final de ano que demanda tempo e dinheiro.
Realmente, terei que decidir, e muito rápido, já que ele já completou 8 meses, portanto tenho apenas 4 meses para organizar tudo.
30 agosto 2011
Tenho agora um menininho
Frequentemente me pego olhando para o Dudu a procura daquele bebê que trouxe pra casa. E constato que não sei onde ele foi parar.
Dudu está bem diferente. Percebe-se sua evolução em seu comportamento, mas principalmente em sua fisionomia, realmente tem a cara de um menininho. E menininhos usam camisa de time, bermuda xadrez, boné e outros acessórios que ainda estavam à sua espera na gaveta e no armário. Eis que nesse tempo maluco de Sampa, nos dias de sol, ele sempre estreia uma peça, confesso que é um misto de orgulho e tristeza ver isso, é como se eu estivesse perdendo tantos momentos importantes de sua vidinha enquanto trabalho e fico longe dele por 13h diárias.
O cabelo do Dudu é um caso à parte. Nasceu ralinho e liso, caiu quase que por completo, e os fios que resistiram estão longos e ondulados, porém concentrados no topo da cabeça. Juntado a sua carinha redonda e bochechuda, tenho um clone do personagem Cascão da Turma da Mônica em casa. Se gosto? Acho lindo! Existe personagem mais fofo para que meu filho parecer? Definitivamente não. As fotos comprovam.
Dudu está bem diferente. Percebe-se sua evolução em seu comportamento, mas principalmente em sua fisionomia, realmente tem a cara de um menininho. E menininhos usam camisa de time, bermuda xadrez, boné e outros acessórios que ainda estavam à sua espera na gaveta e no armário. Eis que nesse tempo maluco de Sampa, nos dias de sol, ele sempre estreia uma peça, confesso que é um misto de orgulho e tristeza ver isso, é como se eu estivesse perdendo tantos momentos importantes de sua vidinha enquanto trabalho e fico longe dele por 13h diárias.
O cabelo do Dudu é um caso à parte. Nasceu ralinho e liso, caiu quase que por completo, e os fios que resistiram estão longos e ondulados, porém concentrados no topo da cabeça. Juntado a sua carinha redonda e bochechuda, tenho um clone do personagem Cascão da Turma da Mônica em casa. Se gosto? Acho lindo! Existe personagem mais fofo para que meu filho parecer? Definitivamente não. As fotos comprovam.
03 agosto 2011
Tudo ao mesmo tempo, agora!
Durante a semana, acordo às 5h40 e às 6h já estou na rua, tendo que chegar ao trabalho que fica do outro lado da cidade às 08h. Marido acorda às 7h, se prepara para sair, não sem antes deixar o Dudu na casa da minha irmã. Saio às 17h correndo do trabalho para enfrentar três conduções e chegar em casa às 19h20 aproximadamente. Marido que sai do trabalho uma hora depois de mim, chega no mesmo horário (às vezes até antes) porque trabalha na região central.
Aí começa meu segundo turno, tenho que organizar a casa (o que for possível), fazer o jantar, preparar alguma refeição do Dudu para o dia posterior, preparar as mamadeiras da noite, dar um pouco de atenção a ele, fazê-lo dormir, acessar à net, ler meus e-mails e atualizar as redes sociais, organizar a cozinha, cuidar de mim, conversar com o marido e ainda arrumar um tempinho pra namorar. E durante a madrugada ainda levanto para dar de mamar ao pequeno, ainda pode acontecer de algumas vezes a chupeta cair e ter que socorrer o choro. Ufa!
Ainda fico com aquela sensação que deveria ter feito mais. A impressão que tenho é que eu deveria ser duas para poder dar conta de tudo. Parece que a todo momento travo uma luta com o tempo, ele se tornou meu inimigo, o que me deixa muito desconfortável. Me culpo frequentemente. Me culpo por deixar meu filho aos cuidados de outra pessoa, por não ter visto ele experimentar um novo alimento, pela casa que fica em desordem, quando no final do dia estou um bagaço, quando digo ao marido que estou cansada pra namorar, quando prometo ligar pra uma amiga e não consigo, quando vejo aquele livro à espera de leitura e aquele filme sem ter sido visto... Sou um eterna culpada!
Meus finais de semana são cheios de tarefas que tento cumprir no menor espaço de tempo. No domingo anterior, tentando acabar com uma dor de cabeça persistente, adormeci. No último sábado, fui a um bar com uns amigos me divertir. Em ambas situações me atrasei com as tarefas e fiquei até tarde executando-as para não sobrecarregar a semana...
Sei que crianças têm alto poder de adaptação. Dudu está bem, dá para perceber sua alegria em me ver chegar, tento dar o melhor de mim quando estamos juntos. Mas queria muito estar junto a ele, assim como quero (e preciso) trabalhar. É um paradoxo. Mães deveriam ter expediente de trabalho reduzido! Mães não deveriam se cobrar tanto.
08 julho 2011
Cortando (definitivamente) o cordão umbilical
Na próxima semana, minha rotina até então dedicada ao meu pequeno, vai mudar. Infelizmente minha licença maternidade chega ao fim na próxima segunda-feira depois de 5 meses cuidando do meu bem mais precioso.
Se estou triste? Sim, de coração partido.
Ainda mais porque meu retorno coincide com o dia que comemoramos 5 meses de vida do pequeno.
Tenho tentado ficar o máximo de tempo com o Dudu que tem me pedido mais colo, mais aconchego, e dou sem culpa. Sei que vou sentir muito a falta dos nossos momentos, assim como sei que ele ficará em boas mãos. Fico tranquila por ter conseguido deixá-lo no conforto de casa aos cuidados de minha irmão, e não ter que expor meu pequeno ao frio intenso que tem feito.
Também fico tranquila porque o Dudu tem se dado bem com a alimentação, as papinhas doces, frutas e sucos continuam em alta, as salgadas dão um pouco mais de trabalho, mas nada que a tia/madrinha do Dudu não tire de letra.
O retorno ao trabalho foi algo muito pensado. Não tenho o melhor trabalho e nem trabalho na melhor empresa, mas trabalhar é necessário para a saúde financeira da minha família e da minha sanidade mental. Definitvamente gosto de ter um atividade fora de casa, acho importante voltar a ter contato com o meio empresarial, conversar com pessoas sobre outros assuntos (que não seja a maternidade), desenvolver e realizar. Claro que se me propusessem um home office, modelo de trabalho que minha atividade permite, eu ia comemorar, mas sei que isso é um sonho distante...infelizmente! É um grande desafio. Sei que muitas coisas mudaram na equipe que trabalho, principalmente os gestores, então estou apreensiva com esse retorno, mas sofrer por antecedência é bobagem.
Torçam por mim para que essa adaptação seja tranquila e eu aguente firme...
Amo-te, meu filho!
Se estou triste? Sim, de coração partido.
Ainda mais porque meu retorno coincide com o dia que comemoramos 5 meses de vida do pequeno.
Tenho tentado ficar o máximo de tempo com o Dudu que tem me pedido mais colo, mais aconchego, e dou sem culpa. Sei que vou sentir muito a falta dos nossos momentos, assim como sei que ele ficará em boas mãos. Fico tranquila por ter conseguido deixá-lo no conforto de casa aos cuidados de minha irmão, e não ter que expor meu pequeno ao frio intenso que tem feito.
Também fico tranquila porque o Dudu tem se dado bem com a alimentação, as papinhas doces, frutas e sucos continuam em alta, as salgadas dão um pouco mais de trabalho, mas nada que a tia/madrinha do Dudu não tire de letra.
O retorno ao trabalho foi algo muito pensado. Não tenho o melhor trabalho e nem trabalho na melhor empresa, mas trabalhar é necessário para a saúde financeira da minha família e da minha sanidade mental. Definitvamente gosto de ter um atividade fora de casa, acho importante voltar a ter contato com o meio empresarial, conversar com pessoas sobre outros assuntos (que não seja a maternidade), desenvolver e realizar. Claro que se me propusessem um home office, modelo de trabalho que minha atividade permite, eu ia comemorar, mas sei que isso é um sonho distante...infelizmente! É um grande desafio. Sei que muitas coisas mudaram na equipe que trabalho, principalmente os gestores, então estou apreensiva com esse retorno, mas sofrer por antecedência é bobagem.
Torçam por mim para que essa adaptação seja tranquila e eu aguente firme...
26 junho 2011
Como sobreviver a uma mudança
Essa vida de nômade me cansa. E eu que pensava que era craque em embalar, encaixotar e transportar tralhas de casa, acrescento ao meu currículo a inesquecível experiência de fazer uma mudança com um bebê de 4 meses.
Louca, insana? Tudo junto. Porque foi uma doideira, minha gente. A fase da preparação rolou em etapas, mas na hora que o caminhão chega, o négocio pega e todos os móveis e caixas devem ser transportados. E onde colocar o bebê? No berço? Não, ele já foi desmontado. Etão na cama? É preciso desmontá-la.
Pois é, foi uma loucura minha mudança. Marido ainda teve que trabalhar e só ajudou para carregar o caminhão. Para descarregar, contei com a ajuda do primo, prima, sobrinhos, aff. A gente só percebe que tem tanta tralha em casa quando resolve juntá-la.
Agora entando no apê novo, a maioria das coisas já estão no lugar, exceto os armários dos quartos que estão desmontados e as roupas em caixas. Mas resolverem isso ainda nessa semana. Ah, e o Dudu, sobreviveu e não teve que vir no caminhão. A Dinda dele fez a boa ação de trazê-lo confortavelmente de carro e nada sofreu, apenas ficou no colo de um e de outro durante todo o dia até a louca da mãe dele conseguir respirar e lhe dar atenção.
Louca, insana? Tudo junto. Porque foi uma doideira, minha gente. A fase da preparação rolou em etapas, mas na hora que o caminhão chega, o négocio pega e todos os móveis e caixas devem ser transportados. E onde colocar o bebê? No berço? Não, ele já foi desmontado. Etão na cama? É preciso desmontá-la.
Pois é, foi uma loucura minha mudança. Marido ainda teve que trabalhar e só ajudou para carregar o caminhão. Para descarregar, contei com a ajuda do primo, prima, sobrinhos, aff. A gente só percebe que tem tanta tralha em casa quando resolve juntá-la.
Agora entando no apê novo, a maioria das coisas já estão no lugar, exceto os armários dos quartos que estão desmontados e as roupas em caixas. Mas resolverem isso ainda nessa semana. Ah, e o Dudu, sobreviveu e não teve que vir no caminhão. A Dinda dele fez a boa ação de trazê-lo confortavelmente de carro e nada sofreu, apenas ficou no colo de um e de outro durante todo o dia até a louca da mãe dele conseguir respirar e lhe dar atenção.
20 junho 2011
Sobre o fim da licença maternidade
Não tem como negar que esse assunto tem me tirado a tranquilidade e fez dos meus últimos dias uma loucura. Volto à labuta em 11.07, justamente no dia que meu pequeno completa 5 meses de vida, e os planos de contratar minha irmã (que é babá) não deram certo, pois eu não conseguia cobrir o valor de seu salário atual.
A única alternativa era colocar o Dudu numa escolinha, e mesmo contra minha vontade, fui à procura. Esclareço que gosto de escolinha e todo seu planejamento de cuidados com os pequenos, mas acho meu filho muito novinho para essa rotina. Acredito que o melhor para ele seria ficar aos cuidados da mãe ou alguém da família pelo menos até completar 1 ano e meio ou 2 anos, essa fase éimportante para manter os vínculos afetivos.
Com o início das férias do maridão, colocamos como meta resolver essa pendência e visitamos muitas escolinhas. Moro atualmente num bairro bem localizado e próximo de estações do metrô, o que encarece absurdamente os valores, principalmente de escolinhas. Aqui permanecer na escolinha por período integral beira tranquilamente mil reais, valor que impacta muito em meu orçamento, é claro que aqui você encontra escolas boas que oferecem até monitoramento para tranquilidade dos pais. Procuramos também escolinhas próximas ao bairro, e a média de valor era a mesma. Porém, encontramos uma bela escola, tradicional, com ótima estrutura e forma de trabalho, e com um valor mais atrativo devido ao desconto que meu sogro tem já que faz parte de uma categoria de classe (isso não quer dizer que era barata). Essa foi nossa escolha.
O próximo passo era o ajuste dos horários, deixar o Dudu na escola é possível para mim e meu marido, porém buscá-lo é que é o problema. Trabalho distante de casa e o trânsito de Sampa é caótico e imprevisível, marido trabalha mais próximo, mas não é todos os dias que consegue sair no mesmo horário. E por que não procurar numa escolinha próxima ao trabalho? Porque além de ser um bairro nobre, o que encareceria muito mais as mensalidades, é distante, e como não dirijo transportá-lo todos os dias em ônibus ou metrô é muita judiação. Uma alternativa era uma possível troca de horário de trabalho, mas como já estou afastada há quase 5 meses, fica inviável (e muita cara de pau) voltar ao trabalho já pedindo algo.
Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que comprei uma apartamento na planta que será entregue até outubro desse ano, e como o apartamento fica próximo à casa da minha mãe, sempre foi de nosso desejo se mudar para o bairro como forma de ir se acostumando com a nova rotina. Além disso, morar perto da minha família me ajudaria muito nos cuidados com o Dudu, sinto muita falta disso, simplesmente não tenho ninguém para contar numa olhadinha nele nem mesmo para ir à padaria.
Decidimos, portanto, nos mudar para o bairro onde minha mãe mora e assim ficar próximos de minha família. Pesquisamos escolinhas na região e ficamos muito satisfeitos com os valores e estrutura, mas se antes eu não conseguiria chegar a tempo de buscar o pequeno, agora num bairro muito mais distante do meu trabalho (tenho que atravessar a cidade), ficará impossível.
Mas como acredito que às vezes o universo conspira a nosso favor, infelizmente uma doença de meu sobrinho veio à calhar. Gustavo pegou uma pneumonia brava, até porque o clima tá super seco e poluído, obrigando minha irmã rever sua decisão de continuar no trabalho atual. Ficando com o Dudu, mesmo que isso signifique uma diminuição de seu salário, ela faria isso em casa, já que irei morar no prédio que ela e minha mãe mora, e poderia cuidar melhor de seus filhos (ela tem quatro adolescentes) e sua casa.
Problema resolvido: mudaremos no próximo sábado e contratarei minha irmã para cuidar do Dudu. Será um esforço e uma mudança em nossa rotina, afinal gastaremos muito mais tempo para ir e voltar do trabalho e teremos um custo adicional para alugar um apê, mas nada como ter tranquilidade de saber que meu filho está em boas mãos (tia e madrinha) e no aconchego de sua família.Volto a trabalhar há duas semanas e mudaremos antes para que ambos (meu filho e minha irmã) possam se acostumar um com o outro.
Confesso que tirei um peso enorme das minhas costas. Marido utilizou seus vinte dias de férias nessa questão, mas sabemos que tomamos a decisão certa.
Nota: Claro que encontramos escolinhas ruins também que cobravam mensalidades nos mesmos valores que as demais. Ambiente escuro, professoras, tias ou cuidadoras despreparadas, estruturas improvisadas (salas de dormir onde crianças dormiam no chão). Mas numa delas fiquei bem assustada: duas tias faziam os bebês dormir com os famosos tapinhas na bunda, porém aquilo pra mim e meu marido eram verdadeiras palmadas. Juro que segurei minha língua para não reclamar. Saímos de lá correndo.
A única alternativa era colocar o Dudu numa escolinha, e mesmo contra minha vontade, fui à procura. Esclareço que gosto de escolinha e todo seu planejamento de cuidados com os pequenos, mas acho meu filho muito novinho para essa rotina. Acredito que o melhor para ele seria ficar aos cuidados da mãe ou alguém da família pelo menos até completar 1 ano e meio ou 2 anos, essa fase éimportante para manter os vínculos afetivos.
Com o início das férias do maridão, colocamos como meta resolver essa pendência e visitamos muitas escolinhas. Moro atualmente num bairro bem localizado e próximo de estações do metrô, o que encarece absurdamente os valores, principalmente de escolinhas. Aqui permanecer na escolinha por período integral beira tranquilamente mil reais, valor que impacta muito em meu orçamento, é claro que aqui você encontra escolas boas que oferecem até monitoramento para tranquilidade dos pais. Procuramos também escolinhas próximas ao bairro, e a média de valor era a mesma. Porém, encontramos uma bela escola, tradicional, com ótima estrutura e forma de trabalho, e com um valor mais atrativo devido ao desconto que meu sogro tem já que faz parte de uma categoria de classe (isso não quer dizer que era barata). Essa foi nossa escolha.
O próximo passo era o ajuste dos horários, deixar o Dudu na escola é possível para mim e meu marido, porém buscá-lo é que é o problema. Trabalho distante de casa e o trânsito de Sampa é caótico e imprevisível, marido trabalha mais próximo, mas não é todos os dias que consegue sair no mesmo horário. E por que não procurar numa escolinha próxima ao trabalho? Porque além de ser um bairro nobre, o que encareceria muito mais as mensalidades, é distante, e como não dirijo transportá-lo todos os dias em ônibus ou metrô é muita judiação. Uma alternativa era uma possível troca de horário de trabalho, mas como já estou afastada há quase 5 meses, fica inviável (e muita cara de pau) voltar ao trabalho já pedindo algo.
Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que comprei uma apartamento na planta que será entregue até outubro desse ano, e como o apartamento fica próximo à casa da minha mãe, sempre foi de nosso desejo se mudar para o bairro como forma de ir se acostumando com a nova rotina. Além disso, morar perto da minha família me ajudaria muito nos cuidados com o Dudu, sinto muita falta disso, simplesmente não tenho ninguém para contar numa olhadinha nele nem mesmo para ir à padaria.
Decidimos, portanto, nos mudar para o bairro onde minha mãe mora e assim ficar próximos de minha família. Pesquisamos escolinhas na região e ficamos muito satisfeitos com os valores e estrutura, mas se antes eu não conseguiria chegar a tempo de buscar o pequeno, agora num bairro muito mais distante do meu trabalho (tenho que atravessar a cidade), ficará impossível.
Mas como acredito que às vezes o universo conspira a nosso favor, infelizmente uma doença de meu sobrinho veio à calhar. Gustavo pegou uma pneumonia brava, até porque o clima tá super seco e poluído, obrigando minha irmã rever sua decisão de continuar no trabalho atual. Ficando com o Dudu, mesmo que isso signifique uma diminuição de seu salário, ela faria isso em casa, já que irei morar no prédio que ela e minha mãe mora, e poderia cuidar melhor de seus filhos (ela tem quatro adolescentes) e sua casa.
Problema resolvido: mudaremos no próximo sábado e contratarei minha irmã para cuidar do Dudu. Será um esforço e uma mudança em nossa rotina, afinal gastaremos muito mais tempo para ir e voltar do trabalho e teremos um custo adicional para alugar um apê, mas nada como ter tranquilidade de saber que meu filho está em boas mãos (tia e madrinha) e no aconchego de sua família.Volto a trabalhar há duas semanas e mudaremos antes para que ambos (meu filho e minha irmã) possam se acostumar um com o outro.
Confesso que tirei um peso enorme das minhas costas. Marido utilizou seus vinte dias de férias nessa questão, mas sabemos que tomamos a decisão certa.
Nota: Claro que encontramos escolinhas ruins também que cobravam mensalidades nos mesmos valores que as demais. Ambiente escuro, professoras, tias ou cuidadoras despreparadas, estruturas improvisadas (salas de dormir onde crianças dormiam no chão). Mas numa delas fiquei bem assustada: duas tias faziam os bebês dormir com os famosos tapinhas na bunda, porém aquilo pra mim e meu marido eram verdadeiras palmadas. Juro que segurei minha língua para não reclamar. Saímos de lá correndo.
25 maio 2011
Da saudade que sinto
Eu já me peguei pensando várias vezes em como era minha vida antes do bebê chegar
E quer saber, já desejei muito tê-la de volta..
É só olhar no espelho que desejo ir ao cabeleireiro e dar um jeito nessa cara de recém-parida, unhas, depilação, sapatos novos, enfim, tudo está pendente. As prioridades mudaram, os dias também.
Desenvolvi técnicas (não muito saudáveis) para tentar driblar a exigência de um bebê que chora e quer atenção. Meu almoço é uma verdadeira gororoba, mistura requentada do jantar da noite anterior, devorada em rápidos minutos. Meu xixi também está educado, se antes havia aquela urgência, hoje o coitado só dá sinal quando o bebê está dormindo. Banho? Geralmente tem que ter mais alguém em casa. E aquela sonequinha de "mais 5 minutos" que eu me permitia, não existe mais nem nos finais de semana. Atualmente, luxo é tempo.
No primeiro mês de vida do Dudu, eu chorei todos os dias. Chorei porque me sentia sozinha, porque ele chorava e eu não entendia o que queria, porque não conseguia amamentar direito, porque eu me sentia feia e flácida... quantas lágrimas! Confesso que me sinto cansada, a rotina é muito repetitiva e estressante. Queria muito dividir essa responsabilidade com alguém. Queria que Dudu tivesse outros braços para niná-lo quando eu tivesse preparando o jantar ou tomando um banho. Ah, como eu queria! Mas quando isso acontece, sei lá, sinto um ciúmes... é como se a tia, vó ou mesmo o pai não soubessem fazer direito.
Na última sexta-feira deixei de ir num casamento porque a cerimônia era bem no horário que o Dudu dorme, e ficaríamos até tarde, e estava frio, e blábláblá. Se fiquei triste por ter faltando ao casamento de uma amiga dos tempos da faculdade e não dividir com ela essa alegria? Sim, fiquei. Mas ficaria com a consciência pesada se meu filho pegasse um resfriado ou ficasse enjoado por não ter dormido direito.
Minha licença maternidade está quase no final. Tô louca para ter aqueles compromissos de volta, e-mails, reuniões, textos para entregar...mas e o bebê? Como vou conseguir ficar longe dele? Será que ele ficará bem? Será que vão atender suas necessidades direitinho?
Voltarei a trabalhar no início de julho para o bem da saúde financeira da minha família e minha sanidade mental. Ainda não decidi com quem o Dudu irá ficar (assunto que tem me deixado de cabelo em pé), mas resolverei nos próximos dias. E maridão sairá de férias nas próximas semanas para me dar uma mão com o pequeno e fazer companhia.
E para fugir desse conflito que tanto me aflige, me permiti dar um trato no cabelo no último sábado. Vocês não imaginam o poder de um corte e uma escova? Fiquei tão feliz....
E quer saber, já desejei muito tê-la de volta..
É só olhar no espelho que desejo ir ao cabeleireiro e dar um jeito nessa cara de recém-parida, unhas, depilação, sapatos novos, enfim, tudo está pendente. As prioridades mudaram, os dias também.
Desenvolvi técnicas (não muito saudáveis) para tentar driblar a exigência de um bebê que chora e quer atenção. Meu almoço é uma verdadeira gororoba, mistura requentada do jantar da noite anterior, devorada em rápidos minutos. Meu xixi também está educado, se antes havia aquela urgência, hoje o coitado só dá sinal quando o bebê está dormindo. Banho? Geralmente tem que ter mais alguém em casa. E aquela sonequinha de "mais 5 minutos" que eu me permitia, não existe mais nem nos finais de semana. Atualmente, luxo é tempo.
No primeiro mês de vida do Dudu, eu chorei todos os dias. Chorei porque me sentia sozinha, porque ele chorava e eu não entendia o que queria, porque não conseguia amamentar direito, porque eu me sentia feia e flácida... quantas lágrimas! Confesso que me sinto cansada, a rotina é muito repetitiva e estressante. Queria muito dividir essa responsabilidade com alguém. Queria que Dudu tivesse outros braços para niná-lo quando eu tivesse preparando o jantar ou tomando um banho. Ah, como eu queria! Mas quando isso acontece, sei lá, sinto um ciúmes... é como se a tia, vó ou mesmo o pai não soubessem fazer direito.
Na última sexta-feira deixei de ir num casamento porque a cerimônia era bem no horário que o Dudu dorme, e ficaríamos até tarde, e estava frio, e blábláblá. Se fiquei triste por ter faltando ao casamento de uma amiga dos tempos da faculdade e não dividir com ela essa alegria? Sim, fiquei. Mas ficaria com a consciência pesada se meu filho pegasse um resfriado ou ficasse enjoado por não ter dormido direito.
Minha licença maternidade está quase no final. Tô louca para ter aqueles compromissos de volta, e-mails, reuniões, textos para entregar...mas e o bebê? Como vou conseguir ficar longe dele? Será que ele ficará bem? Será que vão atender suas necessidades direitinho?
Voltarei a trabalhar no início de julho para o bem da saúde financeira da minha família e minha sanidade mental. Ainda não decidi com quem o Dudu irá ficar (assunto que tem me deixado de cabelo em pé), mas resolverei nos próximos dias. E maridão sairá de férias nas próximas semanas para me dar uma mão com o pequeno e fazer companhia.
E para fugir desse conflito que tanto me aflige, me permiti dar um trato no cabelo no último sábado. Vocês não imaginam o poder de um corte e uma escova? Fiquei tão feliz....
28 abril 2011
Abandono de bebês
Você, como eu, deve estar perplexa com as inúmeras notícias sobre abandono de bebês, não é mesmo?
Entre decidir ter um filho e engravidar, passei por um processo de dúvidas, sempre me questionei se teria condições financeiras, se meu companheiro seria um pai, um era o meu momento, enfim foi uma decisão muito bem pensada, construída e aceita. E tudo isso me fez aceitar as mudanças (físicas, psicológicas e financeiras), curtir cada fase e amar muito aquele ser que estava em meu ventre.
Entendo que nem todas mulheres passam por isso, muitas abreviam suas histórias e engravidam sem pensar por vários motivos. Aí é um passo para um filho não esperado e querido. Sei das diferenças sociais de nossa sociedade, sei das diferenças culturais e educacionais. Sim, não estou alheia a tudo. O que não consigo compreender, e confesso que já tentei por inúmeras vezes, o que leva alguém a preferir abandonar do que entregar um filho para adoção. Por que descartar esse pequeno ser como um objeto que não se quer mais e impor o risco da morte?
Todas essas notícias me fazem chorar muito e tenho certeza que magoam muita gente que tem um coração.Olho para meu filho e vejo em seus olhos toda sua inocência e incapacidade de se virar sozinho. Todos sabem que é trabalhoso cuidar de uma criança, o choro contínuo realmente irrita, mas nada nesse mundo justifica rejeitá-la tal forma que coloque sua vida em risco.
E essas crianças já nascem rejeitadas, e sabemos o quanto isso dói. O que nos consola é que há inúmeras famílias que anseiam por um filho e qualquer uma dessas fariam um lar feliz. Que poderiam dar a elas carinho, afeto, aconchego e proporcionando assim a essas crianças um patrimônio afetivo para toda a vida. Então por que escolher proporcionar felicidade?
Talvez vergonha da família, dos vizinhos, talvez. Talvez por que nessa pessoa não nasceu o sentimento gostoso de acalentar e proteger que toda mãe tem. Talvez porque o processo de adoção não é de conhecimento de todos e muitos não sabem que essa é uma escolha sem grandes questionamentos para quem o faz. Porém, muito mais vergonhoso é ser apontada na rua e nos meios de comunicação como deshumana, monstro ou qualquer adjetivo ruim.
Entre decidir ter um filho e engravidar, passei por um processo de dúvidas, sempre me questionei se teria condições financeiras, se meu companheiro seria um pai, um era o meu momento, enfim foi uma decisão muito bem pensada, construída e aceita. E tudo isso me fez aceitar as mudanças (físicas, psicológicas e financeiras), curtir cada fase e amar muito aquele ser que estava em meu ventre.
Entendo que nem todas mulheres passam por isso, muitas abreviam suas histórias e engravidam sem pensar por vários motivos. Aí é um passo para um filho não esperado e querido. Sei das diferenças sociais de nossa sociedade, sei das diferenças culturais e educacionais. Sim, não estou alheia a tudo. O que não consigo compreender, e confesso que já tentei por inúmeras vezes, o que leva alguém a preferir abandonar do que entregar um filho para adoção. Por que descartar esse pequeno ser como um objeto que não se quer mais e impor o risco da morte?
Todas essas notícias me fazem chorar muito e tenho certeza que magoam muita gente que tem um coração.Olho para meu filho e vejo em seus olhos toda sua inocência e incapacidade de se virar sozinho. Todos sabem que é trabalhoso cuidar de uma criança, o choro contínuo realmente irrita, mas nada nesse mundo justifica rejeitá-la tal forma que coloque sua vida em risco.
E essas crianças já nascem rejeitadas, e sabemos o quanto isso dói. O que nos consola é que há inúmeras famílias que anseiam por um filho e qualquer uma dessas fariam um lar feliz. Que poderiam dar a elas carinho, afeto, aconchego e proporcionando assim a essas crianças um patrimônio afetivo para toda a vida. Então por que escolher proporcionar felicidade?
Talvez vergonha da família, dos vizinhos, talvez. Talvez por que nessa pessoa não nasceu o sentimento gostoso de acalentar e proteger que toda mãe tem. Talvez porque o processo de adoção não é de conhecimento de todos e muitos não sabem que essa é uma escolha sem grandes questionamentos para quem o faz. Porém, muito mais vergonhoso é ser apontada na rua e nos meios de comunicação como deshumana, monstro ou qualquer adjetivo ruim.
25 abril 2011
Não tenho roupa
Se o marido já não aguentava mais ouvir a famosa frase: “Não tenho roupa!!!”, agora ele nem dá mais bola ou finalmente passou a acreditar em mim..
Desde que me descobri grávida adotei as famosas lingerie de algodão (grávidas apresentam maior sensibilidade e propensão a alergias de pele), e evitei calças apertadas. Já vestidos foram meus companheiros por toda minha gestação, muitos eram mais soltos, permitindo colocar uma faixa e até mesmo um cinto para um desenho no barrigão.
É claro que comprei peças específicas de grávidas e a época do ano (outono/inverno) favoreceu o uso de leggings e calças bailarinas para disfarçar as meias de compressão (hor-ro-ro-sas). Além do inchaço pós-parto, que fez com que continuasse usando roupas de gestante por um tempo, passei a ter que me preocupar com a segurança do meu bebê. Então, temporariamente, blusas com zíperes, tachas, botões estão fora de cogitação para não machucar o bebê quando o seguro no colo e no sling. Evito ainda brincos pendurados, colares (que os bebês adoram puxar), perfumes (nem preciso dizer porque) e saltos altos (esse item acho que até desacostumei).
Mas agora que o inchaço foi embora e a barriga que estou é essa mesma que me resta (céus!), constato que não tenho nada além das antigas roupas de grávida. E daqui há alguns meses voltarei a trabalhar, o que exige que providencie peças sociais. Enfim, novamente e mais uma vez: a frase da vez continua a mesma: “Não tenho roupa!!!”
Desde que me descobri grávida adotei as famosas lingerie de algodão (grávidas apresentam maior sensibilidade e propensão a alergias de pele), e evitei calças apertadas. Já vestidos foram meus companheiros por toda minha gestação, muitos eram mais soltos, permitindo colocar uma faixa e até mesmo um cinto para um desenho no barrigão.
É claro que comprei peças específicas de grávidas e a época do ano (outono/inverno) favoreceu o uso de leggings e calças bailarinas para disfarçar as meias de compressão (hor-ro-ro-sas). Além do inchaço pós-parto, que fez com que continuasse usando roupas de gestante por um tempo, passei a ter que me preocupar com a segurança do meu bebê. Então, temporariamente, blusas com zíperes, tachas, botões estão fora de cogitação para não machucar o bebê quando o seguro no colo e no sling. Evito ainda brincos pendurados, colares (que os bebês adoram puxar), perfumes (nem preciso dizer porque) e saltos altos (esse item acho que até desacostumei).
Mas agora que o inchaço foi embora e a barriga que estou é essa mesma que me resta (céus!), constato que não tenho nada além das antigas roupas de grávida. E daqui há alguns meses voltarei a trabalhar, o que exige que providencie peças sociais. Enfim, novamente e mais uma vez: a frase da vez continua a mesma: “Não tenho roupa!!!”
08 abril 2011
Blogagem coletiva: Maternidade Real
Frequentemente (e recentemente) recebo comentários aqui no blog de uma anônima que assina como mamífera me criticando o fato de eu não ter tido um parto normal e nem ter alimentado exclusivamente.
Se isso me incomoda? Não mesmo. Penso que essa pessoa que acredita ferir com cinismo deve ser uma xiita em conceitos, ou uma pessoa frustada que se preocupa apenas com a vida alheia, ou ainda que fantasia que seu mundo é perfeito e morre de culpa por ser o contrário.
A verdade é que somos humanos e temos vidas possíveis. Eu sou uma delas. Me tornei mãe depois de realizar muitas coisas em minha vida e sei que foi na hora certa. Amo meu filho, ele é a verdadeira tradução do que é o amor, como diz a música. Ele veio selar um relacionamento lindo que tenho e me sinto feliz por isso.
A gente tem que buscar um equilíbrio para tudo. Ser mãe é difícil. Você tem que passar pela aprovação da sociedade a cada etapa, desde a gravidez até seu filho tornar-se adulto, e se ele não se tornar uma pessoa de bem, a culpa será sempre da mãe.
Tive o chamado baby blues e me senti incapaz em alguns momentos. Aí depois de uma conversa vi que precisa dar a volta por cima. Nada em minha vida foi fácil e tornar-se mãe não seria diferente, é um aprendizado constante. E não tenho vergonha de dizer que:
- Meu parto foi cesáreo (porque teve que ser assim) e tive problemas com a amamentação;
- Não fiz hidroginástica e drenagem porque tive que economizar para o enxoval;
- Não fiz chá de bebê porque acho um saco aquelas brincadeiras e o gasto com a festa pode ser muito maior do que se ganha;
- Não sinto saudades da barriga de grávida porque os últimos meses de gestação foram tão desgastantes que talvez tenha ficado traumatizada;
- Não usei filtro solar e hidratante todos os dias, por isso nem devo reclamar das estrias que ficaram de herança.
O real é bem diferente do ideal e cada mãe sabe o que é melhor pra seu filho, de acordo com a sua realidade...
Meu filho tomará gelado, andará de pé no chão e comerá papinhas prontas quando for necessário. Jogará vídeo game e comerá industrializados de vez em quando. E tudo isso não me tornará uma mãe pior porque eu estarei fazendo tudo o que achar melhor, sempre zelarei pelo seu bem-estar sem me preocupar com o que dizem as revistas, os mais velhos e os pediatras radicais. Já diz o ditado que intuição de mãe não falha, não é mesmo?! E é assim que será, seguindo a intuição. E desses radicalismos ocos, e muitas vezes cruéis, já tô cheia!
---------------------------------------------------------------------------------------
Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva promovida pelo blog da Carol. Passe por lá e veja os demais blogs participantes.
Se isso me incomoda? Não mesmo. Penso que essa pessoa que acredita ferir com cinismo deve ser uma xiita em conceitos, ou uma pessoa frustada que se preocupa apenas com a vida alheia, ou ainda que fantasia que seu mundo é perfeito e morre de culpa por ser o contrário.
A verdade é que somos humanos e temos vidas possíveis. Eu sou uma delas. Me tornei mãe depois de realizar muitas coisas em minha vida e sei que foi na hora certa. Amo meu filho, ele é a verdadeira tradução do que é o amor, como diz a música. Ele veio selar um relacionamento lindo que tenho e me sinto feliz por isso.
A gente tem que buscar um equilíbrio para tudo. Ser mãe é difícil. Você tem que passar pela aprovação da sociedade a cada etapa, desde a gravidez até seu filho tornar-se adulto, e se ele não se tornar uma pessoa de bem, a culpa será sempre da mãe.
Tive o chamado baby blues e me senti incapaz em alguns momentos. Aí depois de uma conversa vi que precisa dar a volta por cima. Nada em minha vida foi fácil e tornar-se mãe não seria diferente, é um aprendizado constante. E não tenho vergonha de dizer que:
- Meu parto foi cesáreo (porque teve que ser assim) e tive problemas com a amamentação;
- Não fiz hidroginástica e drenagem porque tive que economizar para o enxoval;
- Não fiz chá de bebê porque acho um saco aquelas brincadeiras e o gasto com a festa pode ser muito maior do que se ganha;
- Não sinto saudades da barriga de grávida porque os últimos meses de gestação foram tão desgastantes que talvez tenha ficado traumatizada;
- Não usei filtro solar e hidratante todos os dias, por isso nem devo reclamar das estrias que ficaram de herança.
O real é bem diferente do ideal e cada mãe sabe o que é melhor pra seu filho, de acordo com a sua realidade...
Meu filho tomará gelado, andará de pé no chão e comerá papinhas prontas quando for necessário. Jogará vídeo game e comerá industrializados de vez em quando. E tudo isso não me tornará uma mãe pior porque eu estarei fazendo tudo o que achar melhor, sempre zelarei pelo seu bem-estar sem me preocupar com o que dizem as revistas, os mais velhos e os pediatras radicais. Já diz o ditado que intuição de mãe não falha, não é mesmo?! E é assim que será, seguindo a intuição. E desses radicalismos ocos, e muitas vezes cruéis, já tô cheia!
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Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva promovida pelo blog da Carol. Passe por lá e veja os demais blogs participantes.
24 março 2011
Do corpo pós-parido
Daí que durante nove meses (ou cerca de 40 semanas) você carregou uma barriga imensa e linda. Suas preocupações com ela era se o bebê tava mexendo e no máximo se as malditas estrias iriam aparecer.
Aí veio o parto, aquele momento lindo, você enfim conheceu seu filhote, perfeitinho, tudo certo. Mas e o que fica no seu corpo? Como faz?
Então eu me pego olhando para baixo e constato uma pochete generosa, flácida e feia. E penso em milhares de coisas que podem ser feitas para que ela seja disfarçada, porque sumir com a coisa só entrando na faca, e definitivamente é caro e dolorido o processo. Mas como não podia deixar de ser, a cirurugia que fui submetida, além de não ser um episódio fácil, ainda deixou uma cicatriz hor-ro-ro-sa, já que a bunita aqui tem um pele complicada e deu quelóide no local.
Meu pensamento mais frequente é que se antes o biquíni não era muito íntimo, agora as relações com ele foram cortadas para sempre. E para ir para a praia o jeito é adotar a canga amiga e fazer cara de paisagem, mesmo que o sol esteja rachando tua cabeça.
Isso é justo? Não, não é. Justo seria se na mesa de cirurgia, o obstetra fosse bem camarada e tirasse o excesso de banha da barrigona ou toda gestante tivesse direito a uma lipo pós parto. É pedir muito?
P.S: Nem vou comentar sobre o estado dos seios e dos cabelos. Mãe sofre!
Aí veio o parto, aquele momento lindo, você enfim conheceu seu filhote, perfeitinho, tudo certo. Mas e o que fica no seu corpo? Como faz?
Então eu me pego olhando para baixo e constato uma pochete generosa, flácida e feia. E penso em milhares de coisas que podem ser feitas para que ela seja disfarçada, porque sumir com a coisa só entrando na faca, e definitivamente é caro e dolorido o processo. Mas como não podia deixar de ser, a cirurugia que fui submetida, além de não ser um episódio fácil, ainda deixou uma cicatriz hor-ro-ro-sa, já que a bunita aqui tem um pele complicada e deu quelóide no local.
Meu pensamento mais frequente é que se antes o biquíni não era muito íntimo, agora as relações com ele foram cortadas para sempre. E para ir para a praia o jeito é adotar a canga amiga e fazer cara de paisagem, mesmo que o sol esteja rachando tua cabeça.
Isso é justo? Não, não é. Justo seria se na mesa de cirurgia, o obstetra fosse bem camarada e tirasse o excesso de banha da barrigona ou toda gestante tivesse direito a uma lipo pós parto. É pedir muito?
P.S: Nem vou comentar sobre o estado dos seios e dos cabelos. Mãe sofre!
17 março 2011
Maternidade: só vivendo para sentir
Minha gestação foi tranquila, curti cada momento, consegui segurar a ansiedade na boa. A partir do oitavo mês, a coisa mudou radicalmente. Além do peso da barriga, o clima estava quente demais, o que me deixava irritada e ansiosa.
A verdade é que o Dudu é um bebê bonzinho, só chora com fome e fralda molhada, mas é exigente, não gosta de ficar sozinho, quer atenção. E juntando com as noites mal dormidas, virei um farrapo humano, quase incapaz de tirar o pijama ou de dar um pulinho no mercado. É inevitável que já me perguntei se sou a única a ficar tão desorientada com a nova vida. A resposta é não. Li que isso acontece com quase todo mundo.
O pós parto não foi fácil, afinal tinha acabado de passar por uma experiência exaustiva, em termos físicos e emocionais, que foi dar à luz. e estar me recuperando de uma cirurgia, com pontos por cicatrizar e com cólicas e nauseas. Ao mesmo tempo, estava tentando amamentar e os seios doloridos e todo o dilema da amamamentação foi uma barra pra mim.
Cheguei à conclusão que estava estressada. Estava tão cansada, não consigo me achar bonita porque toda vez que abro o armário para decidir que roupa cabe em mim, vejo um corpo semi-grávido. Banho, então, nem pensar, só quando o marido tá em casa. Além disso me preocupo com os horários das mamadas, do banho, etc, etc, etc... Sem falar na chorona que me tornei, choro por tudo, fico emocionada, uma loucura. Coitado do marido que aguenta minhas crises.
Uma das saídas foi dar um tempo na rotina, aproveitei o feirado do Carnaval e final de semana posterior para viajar, ver gente, conversar. Claro que ainda não pude ir no cabelereiro dar um trato no visual, mas vou ao shopping nos próximos dias, quero aproveitar e levar o Dudu para sua estreia, afinal paulistano que se preze, ama shoppings. Também voltei a ler minhas queridas revistas e não abandono o blog, aliás o blog fez aniversário e nem lembrei. Relapsa!
O que me dói é ver o duelo na internet travado por mães que se sentem melhores que as outras porque tiveram a experiência do parto natural e da amamentação exclusiva por muitos meses. Gerou-se uma expectativa em torno de seu papel, de ser perfeito...Cansativo. Eu não tive um parto normal porque a natureza não permitiu que a dilatação acontecesse, que as dores viessem, eu não amamentei tanto quanto e da maneira que gostaria, mas dei a luz a um filho lindo que amarei pra sempre e educarei da melhor forma (e não a imposta pela legião de mães xiitas).
Sou 100% a favor da licença maternidade. Todas (e todos os pais também) temos o direito de ficar com nossas crias nesse momento que é tão especial. Ao mesmo tempo que apoio aquelas que optam por deixar de trabalhar para se dedicar exclusivamente aos pequenos. Aí eu me dou conta que essa fase vai passar e deixar saudades. E mesmo ficando estressada às vezes, vou me sentir culpada como toda (boa) mãe quando precisa deixar seu filho em casa para fazer hora extra ou ir naquele happy hour com as amigas. Isso não quer dizer que não vou querer fazer programas sozinha, mas sei que vou ficar naquele dilema de estar fazendo a coisa certa.
A verdade é que o Dudu é um bebê bonzinho, só chora com fome e fralda molhada, mas é exigente, não gosta de ficar sozinho, quer atenção. E juntando com as noites mal dormidas, virei um farrapo humano, quase incapaz de tirar o pijama ou de dar um pulinho no mercado. É inevitável que já me perguntei se sou a única a ficar tão desorientada com a nova vida. A resposta é não. Li que isso acontece com quase todo mundo.
O pós parto não foi fácil, afinal tinha acabado de passar por uma experiência exaustiva, em termos físicos e emocionais, que foi dar à luz. e estar me recuperando de uma cirurgia, com pontos por cicatrizar e com cólicas e nauseas. Ao mesmo tempo, estava tentando amamentar e os seios doloridos e todo o dilema da amamamentação foi uma barra pra mim.
Cheguei à conclusão que estava estressada. Estava tão cansada, não consigo me achar bonita porque toda vez que abro o armário para decidir que roupa cabe em mim, vejo um corpo semi-grávido. Banho, então, nem pensar, só quando o marido tá em casa. Além disso me preocupo com os horários das mamadas, do banho, etc, etc, etc... Sem falar na chorona que me tornei, choro por tudo, fico emocionada, uma loucura. Coitado do marido que aguenta minhas crises.
Uma das saídas foi dar um tempo na rotina, aproveitei o feirado do Carnaval e final de semana posterior para viajar, ver gente, conversar. Claro que ainda não pude ir no cabelereiro dar um trato no visual, mas vou ao shopping nos próximos dias, quero aproveitar e levar o Dudu para sua estreia, afinal paulistano que se preze, ama shoppings. Também voltei a ler minhas queridas revistas e não abandono o blog, aliás o blog fez aniversário e nem lembrei. Relapsa!
O que me dói é ver o duelo na internet travado por mães que se sentem melhores que as outras porque tiveram a experiência do parto natural e da amamentação exclusiva por muitos meses. Gerou-se uma expectativa em torno de seu papel, de ser perfeito...Cansativo. Eu não tive um parto normal porque a natureza não permitiu que a dilatação acontecesse, que as dores viessem, eu não amamentei tanto quanto e da maneira que gostaria, mas dei a luz a um filho lindo que amarei pra sempre e educarei da melhor forma (e não a imposta pela legião de mães xiitas).
Sou 100% a favor da licença maternidade. Todas (e todos os pais também) temos o direito de ficar com nossas crias nesse momento que é tão especial. Ao mesmo tempo que apoio aquelas que optam por deixar de trabalhar para se dedicar exclusivamente aos pequenos. Aí eu me dou conta que essa fase vai passar e deixar saudades. E mesmo ficando estressada às vezes, vou me sentir culpada como toda (boa) mãe quando precisa deixar seu filho em casa para fazer hora extra ou ir naquele happy hour com as amigas. Isso não quer dizer que não vou querer fazer programas sozinha, mas sei que vou ficar naquele dilema de estar fazendo a coisa certa.
03 março 2011
Os dez mandamentos da maternidade
1. Renunciarás a uma casa limpa
2. Possivelmente, nunca mais terás uma conversa sem ser interrompida
3. Aprenderás a fazer compras às pressas
4. Não cobiçarás a vida social da próxima
5. Agora deverás realmente honrar tua mãe e teu pai
6. Não terás todas as respostas
7. Não mais precisarás de um relógio com alarme
8. Deverás fazer cinco tentativas frustradas até conseguir sair de casa
9. Perguntarás a ti mesma o que fazias com teu tempo
10. Saberás que tudo isso vale a pena
2. Possivelmente, nunca mais terás uma conversa sem ser interrompida
3. Aprenderás a fazer compras às pressas
4. Não cobiçarás a vida social da próxima
5. Agora deverás realmente honrar tua mãe e teu pai
6. Não terás todas as respostas
7. Não mais precisarás de um relógio com alarme
8. Deverás fazer cinco tentativas frustradas até conseguir sair de casa
9. Perguntarás a ti mesma o que fazias com teu tempo
10. Saberás que tudo isso vale a pena
24 fevereiro 2011
Pensamento do dia
Mãe é mesmo um bicho contraditório.
Por um lado, uma felicidade intensa de ver meu pequeno usando fraldas descartáveis, implorar pelo meu colo e ser tão pequenininho.
Por outro lado dá aquele apertozinho no peito, de amor, saudade, orgulho e a sensação de que, quando eu menos esperar, meu filhote estará aí, crescido, caminhando e curtindo as dores e as delícias da vida.
Podemos dizer que a Maternidade é uma vivência agridoce? Acho que sim.
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Por um lado, uma felicidade intensa de ver meu pequeno usando fraldas descartáveis, implorar pelo meu colo e ser tão pequenininho.
Por outro lado dá aquele apertozinho no peito, de amor, saudade, orgulho e a sensação de que, quando eu menos esperar, meu filhote estará aí, crescido, caminhando e curtindo as dores e as delícias da vida.
Podemos dizer que a Maternidade é uma vivência agridoce? Acho que sim.
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20 fevereiro 2011
Sobre pediatra e amamentação
‘Embora seja um processo natural, embora pareça fácil, embora ame o teu filho mais que tudo no mundo.’ Amamentar não é fácil... É com essas palavras, emprestadas da amiga Thaline (querida) que venho registrar o que tem sido amamentar para mim:
Dudu foi para o quarto logo nas primeiras horas de vida e fui incentivada a oferecer o peito pela enfermeira, sem receios ofereci, ele pegou de uma maneira um tanto quanto desesperada e mamou o pouco colostro que tinha. Foi assim durante toda a primeira noite e nos dias que estivemos na maternidade. Confesso que não tinha me ligado ao fato de arrotar, acredito que tenha sido por causa de tantas informações e emoções que vivi.
Quando tivemos alta, a cada vez que eu ofereci o peito a ele era um sofrimento, percebi que ele sugava muito mais a parte de cima do bico do que a inferior, resultando numa fissura nos dois peitos. No dia seguinte eu já não conseguia dar de mamar sem dor, os bicos ficaram em "carne viva" e sangravam mesmo aplicando pomada (Lanidrat) após cada mamada.
Marquei consulta com uma pediatra próximo de casa até pelo fato que eu iria sozinha com o pequeno, escolhia aleatoriamente, para minha tristeza. Já de cara não gostei muito da médica, acredito que a primeira impressão é importantíssima e a minha não foi das melhores, eu estava certa. A primeira bronca foi por causa da chupeta, oras, todas sabemos que chupeta tem malefícios, mas se usada com moderação, ela acalma o bebê. Eu sou à favor da chupeta, percebo que o Dudu fica bem calmo com ela, consigo perceber quando ele a usa para se acalmar e as vezes "pegar no sono", então oferecerei sim chupeta a ele.
Mas o crucial foi o ponto "amamentar", disse à ela que estava com problemas, pois acreditava que a pega dele estava errada e meus peitos estavam bastante judiados. Além disso, percebi que ele ficava muito tempo mamando (de 30 a 40min.), o que parecia que não ficava saciado. Ela pediu que eu colocasse ele no peito, quase chorei na frente dela tamanha era a dor e nervosismo que estava. Quando ele terminou, ela pode ver o estado que estava meu peito e disse que meu leite não era suficiente e fraco; que ele mamava muito tempo, ficava exausto e dormia; que os períodos de sonos eram extensos demais, o que podia provocar uma hipotermia; que ele não estava engordando e podia ficar desnutrido; enfim que tava tudo errado. Gente, eu me senti A PIOR MÃE DO MUNDO. Não conseguia acreditar que mesmo me preparando, lendo a respeito, conversando com várias mamães, eu estivesse totalmente errada.
Acredito que ela pode ler minha mente, porque depois disso tentou mudar de discurso. Informou que era homeopata. Abre parênteses: na minha ignorância, eu não confio na homeopatia. Respeito que a escolhe para se cuidar e cuidar de sua família, mas para mim, ela não funciona. Fecha parênteses. E que passaria alguns remedinhos para ajudar a mim e ao bebê. Escutei o que ela disse, mas eu estava tão passada e até mesmo humilhada com a falta de tato daquela médica que queria que um buraco se abrisse para eu sumir dalí.
Saí de lá chorando e agradeci por estar com meus óculos escuros enormes. Liguei para meu marido que veio correndo para casa (tadinho) me socorrer. Juro que nunca agi assim, sou uma pessoa forte, quando choro é sempre escondido, não faço alardes, mas a maternidade definitavamente me mudou. Uma sugestão do marido foi ligar para minha GO e pedir um help, sábia decisão, ela me atendeu com todo carinho, me tranquilizou e receitou uns remedinhos (Plasil e Syntosinon) para aumentar a produção de leite. Sugeriu que eu comprasse um bico de silicone (já tinha visto essa sugestão no blog da Tati mãe do Miguel e nem dei muita importância), continuar com a pomada, mas só voltar a oferecer o peito livre do bico quando estivesse completamente cicatrizado. A ideia é ordenhar o leite com a bombinha e oferecer ao Dudu com conta-gotas ou colher para que ele não perca o ato de sugar. Também passo um leite complementar (NAN) para ser oferecido até a situação se normalizar (e ele ganhar peso), porém intercalando com meu leite.
Fiz tudo exatamente como ela receitou e para minha surpresa, o pequeno já demonstrou sinais de melhora: tem dormido menos (3 ~ 4 horas), mamado direitinho, arrotado, sorrindo de satisfação e feito cocô com frequência. Sobre a pega dele no peito, amanhã tenho consulta com minha GO para a retirada dos pontos da cirurgia e ela ensinará uma técnica para que a pega seja correta. Percebi que o Dudu tem um queixo pequeno e para dentro, como o pai, e talvez isso dificulte a pega. Volto para contar para vocês. Já marquei novo pediatra para ele, temos consulta na próxima quinta-feira. Logo que liguei para marcar, perguntei à secretária se era um homeopata (rsssssss).
Nunca fui radical quanto à amamentação. Adoraria dar de mamar por 4 meses integralmente, mas se isso não for possível, procurarei alternativas para dar ao meu filho uma alimentação equilibrada. Isso não quer dizer que não vou tentar, estou tomando todos os cuidados para que eu possa voltar a amamentar naturalmente. Confesso que cansa a pressão que sofremos para ter um parto normal e dar de mamar no peito, todo mundo adora fazer isso, mas na prática a coisa não é tão fácil e nem sempre saí como planejamos.
Talvez, você tenha uma opinião diferente da minha, que eu me desesperei à toa, que escutarei coisas desagradáveis de vários médicos, que sou sensível, blábláblá. Mas acredito que um pediatra, principalmente na primeira consulta de uma mãe de primeira viagem, tem que ter sensibilidade e tato acima de tudo. Vou sempre buscar o que é melhor para mim e para meu filho e sei que o melhor é ter um médico acolhedor e paciente.
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