05 fevereiro 2013

E foi-se a babá, veio a escolinha

Na adaptação da nova escola: amouuuu

O Dudu ficava com a minha irmã que é babá desde os 05 meses de idade. E sempre foi uma maravilha. Sim, minha irmã é babá profissional, contratada por mim, ama o Dudu e é sua madrinha. Sempre fiquei despreocupada quando o Dudu estava aos seus cuidados.

Podia contar com minha irmã para tudo, desde as 06h às 21h todos os dias da semana. Realmente era um período maravilhoso para quem trabalha longe e não tem horário para sair, mas principalmente, nos dias de rodízio de veículos. Além disso, Dudu ficava num ambiente familiar onde podia dormir quando sentia vontade e permanecer lá mesmo estando doentinho.

Há tempos eu e meu marido estamos conversando com o fato de colocá-lo na escola. Esse assunto sempre me assuntou, pois ele ficaria aos cuidados de pessoas desconhecidas. Além disso, pelo fato de trabalharmos distante de casa, levá-lo e buscá-lo na escola seria inviável. Por outro lado, sabemos da necessidade da convivência social. Dudu fica muito com adultos e interage muito bem com eles, ao contrário de crianças, sempre se afastava ou demorava muito para conseguir brincar com uma delas.

Pensamos numa escola em meio período, mas mesmo assim iria precisar ainda dos serviços da minha irmã para cuidar dele no outro período. Resolvemos então aguardar até o meio do ano para pensar novamente no assunto.

Eis que há duas semanas, um fato muito desagradável nos obrigou a optar pela escola. Meu sobrinho que tem problemas mentais teve um surto e adotou um comportamento inadequado. Infelizmente, esse é o segundo episódio desde que meu filho ficava na casa da minha irmã e meu marido decidiu que essa era a hora de colocá-lo na escola. Confesso que essa mudança brusca provocou insegurança e transtorno a todos os envolvidos. Eu particularmente não lido muito bem com mudanças...e como sempre ajudei minha irmã e recebia isso em troca, fiquei realmente insegurança e chateada com tudo isso. Meu marido foi taxativo em não deixá-lo lá, e fomos à caça de uma escola que nos atendesse.

Havia várias questões: tinha que ser perto do trabalho de um dos dois, atender em período integral, ser um ambiente agradável, sadio e que me demonstrasse confiança. Começamos a pesquisar nos bairros onde trabalhos, na Zona Sul de Sampa, um dos lugares mais caros e, pasmem, os valores faziam jus à fama. Encontramos escolas ótimas com preços exorbitantes...uma delas, que é realmente um sonho no que diz respeito à estrutura e proposta pedagógica, eles cobram a bagatela de R$ 2.000,00 de mensalidade. Muito distante do meu orçamento.

Levei em conta também o atendimento que recebi (acho importante os funcionários atenderem bem os pais com todas as informações da escola transmitindo segurança), o espaço físico (não acho que a escola tem que ser grande, mas tem que ter espaço para ele correr e gastar a energia) e a limpeza (fui numa escola de japoneses - nada contra - que amei a metodologia de ensino, mas o lugar era de assustar com tanta sujeira).

Percebi que colégio que possui boa estrutura cobra mensalidades na mesma medida. Em um deles, próximo ao trabalho de meu marido, a unidade infantil fica separada do restante do colégio, o que achei bem interessante, mas o valor da mensalidade estava um pouco fora do que eu esperava. Outro que visitei adorei o espaço para os pequenos com pátio interno e externo, tudo muito conservado e limpo, porém a lista de material escolar era digna de crianças de 07 anos além do material do sistema de ensino (um desses famosos) que custava R$ 350,00, ou seja, nos três primeiros meses ia gastar R$ 2.000,00 com mensalidade e material fora uniforme e alimentação.

Optamos pela primeira escola que meu marido visitou, revi meus conceitos quanto a espaço e equipamentos/mobiliário, uma criança de nem um metro de altura não precisa de muito, não é mesmo? E aos olhos dela, o espaço que a escola dispõe é muito mais do que eu vejo, a proporção é outra. O preço da mensalidade é alto, mas é justo. Trabalham com poucas crianças por turma (1 professora para quatro alunos), sala de dormir, jardim e horta, refeição no local (conseguimos um descontinho básico), tem cursos de férias (o que salva muitos pais que trabalham o dia inteiro, como nós), tem cuidadoras carinhosas e os pequenos são carinhosos com elas, brinquedos, refeitório limpinho e comida cheirosa, e o que é melhor de tudo: vi que as crianças que estavam lá, estavam felizes!

Fizemos dois dias de adaptação, o que quase foi desnecessário (é verdade). Nos dividimos em ficar com ele na escola por três horas e meia e o Tio Murilo o pegaria após. Com a empolgação das demais crianças,q ue aliás a maioria é meninos, ele adorou e nem queria ir embora. Confesso que fiquei muito aliviada em vê-lo dessa forma, tinha muito medo dele estranhar, sentir medo, enfim...fiquei insegura. No terceiro dia de adaptação resolvemos esquecer e deixá-lo lá o dia inteiro. Ligamos durante o dia e deu tudo certo: nenhuma lágrima, comeu super bem, riu, dormiu e participou de todas as atividades. Recebi um bilhetinho cheio de elogios. Um orgulho!

A escola fica próxima ao trabalho do marido, então ele fica responsável por deixar e buscar o Dudu todos os dias. Pelo fato da escola ficar do lado do metrô, numa emergência, consigo sair do trabalho e buscá-lo.

Decidimos que, dependendo de como caminhar as coisas nesse ano, acredito que em 2014 o Dudu vá para um colégio, onde tenha muito bem clara a proposta pedagógica. Até lá temos um ano inteiro para buscar as opções com calma.


Duduzinho no primeiro dia de aula

2 comentários:

Sandra Hellen Kautto disse...

Buscar uma creche já é algo que imagino dar um trabalhão (aqui todas as creches são iguais), imagino buscar assim tão rápido! Mas que bom que vcs encontraram uma creche que o Dudu gostou e vcs tb!

Sucesso pra vcs!
Beijos

Edna Fernandes disse...

Que bom que você conseguiu achar um lugar bom pra vocês, o Pedro começa na escola dia 18, ele vai ficar lá só o período da manhã e eu to super ansiosa pra ver como ele vai se adaptar.
bjs