13 agosto 2009

No trânsito

Queridinho enche o peito para falar que dirige bem. Eu realmente concordo que ele faz isso com louvor, mas ele é bem exigente com pessoas no volante. Talvez seja por esse motivo que ainda não me aventurei a tirar definitivamente minha carteira de habilitação.

Há alguns anos atrás entrei na auto-escola. Na teoria me saí bem. Na prática foi complicadíssimo. A cada aula eu suava feito uma louca e fica irritada e decepcionada quando não conseguia fazer tal manobra ou a bendida baliza. No dia do exame simplesmente não fui, tive dor de cabeça, dor de barriga e suadeira tudo junto naquela manhã, talvez essa era a desculpa que me corpo dava influenciado pelo meu cérebro, enfim eu estava com um medão de ser avaliada e fazer feio. Muitas amigas confessaram que sofreram também no tal exame prático, mas realmente não quis me juntar a elas nessa estatística. Simplesmente desisti assim como fiz com o inglês (até já escrevi um post a respeito - esse aqui), sei que isso é covardia.

De qualquer forma, posso não dirigir um carro mas sei muito bem guiar um motorista, sou uma excelente co-piloto, pois sou observadora mesmo andando muito de ônibus conheço ruas contramão, sentidos obrigatórios, etc. Teve uma época que uma amiga que trabalhava comigo mudou para o bairro que eu morava. A bichinha não conhecia nada por lá e gentilmente me pediu ajuda em troca de caronas. Ir e voltar com ela do trabalho era quase um filme no estilo 'Vivendo Perigosamente' ou 'O carro Desgovernado'. A coitada era ruim de volante e nunca acertava o caminho mesmo enfrentando a Marginal Tietê diariamente.

Quando me livrei dessa amiga (coitada, adoro-a até hoje), ganhei uma prima maluca que acha que sabe dirigir. Ela é uma coisa de doido no volante. Seu primeiro carro era um Ford Ká roxo (feio de danar) que nos levou na primeira (e última) vez para o litoral. Para quem não conhece a Estrada Mogi Bertioga é a estrada das curvas e a cada uma delas, eu e o Queridinho no banco de trás, suávamos frio. A coitada depois de tanto levar bronca nunca mais dirigiu com o Queridinho dentro do carro. Ficou traumatizada. Porém, temos uma amiga em comum que dirige como homem. Talvez seja pelos anos de estrada (...). Para ela, Queridinho já emprestou o carro e cedeu o volante várias vezes.

Férias 2008 - Florianópolis

Rosaninha no volante é mesmo uma pessoa de confiança.

16 comentários:

Alethéa Casal disse...

Oi! Obrigado pela visita no meu blog, que ainda é um filhotinho... hehehe...
Eu tb ainda não tirei carteira; ando com meu marido para cima e para baixo. Trabalhamos perto e vou e volto com ele, graças a Deus! rs
Ele mesmo me chama de uma excelente co-piloto; eu que digo, "vira aqui", "entra aí não que é contramão", etc.
Gostei muito dos seus textos!
Grande abraço!

Fabiana Correia disse...

Rosi, muito legal seu texto, estou me recordando quando tirei minha carteira. Primeiro fiz igual a vc, fiz as aulas e tudo mais, mas a finalização não saiu e depois disso não peqguei em nenhum carro, o meu marido não deixava (ainda não deixa), rs.


Daí ano passado tomei coragem e tentei novamente, Dessa vez foi mais relax, afinal não deve ser tão dificil assim. Bom, lá vai eu, várias aulas, etc, etc.

Fiz o primeiro teste prático, errei na baliza, perdi e fiquei bem chateada. Mas enquanto existisse tentativas faria!

Pronto, marquei de novo, foi para depois de um mês, não tive mais nenhuma aula (estava sem dinheiro já), fiz e passei. Nossa! fiquei tão feliz, rs.

Mas daí vem a parte mais dificil: pegar o carro de verdade, no trânsito é dificil, ai é que o bicho pega.

Meu marido aind anão deixa eu pegar o carro sozinha, sempre dirijo com ele do lado. Ele já acostumou com minhas barberices, mas eu acho que vou aprender bem mais quando andar sozinha, com ele ali, tenho toda a assistência, não me preocupo em pensar muito, mas que é dificil é, oh se é!

Bj

Claudia de Paula disse...

Oi Rosi !

Muito obrigada pelas dicas do blog. Ja aderi a quase todas as suas sugestoes (nao deu pra trocar a cor do cabecalho).
Sinta-se sempre bem-vinda no meu cantinho,como me sinto no seu.
E Rosi, sobre o seu post de hoje...nunca e' tarde demais para tirar a carteira. Minha mae conseguiu aos trinta e poucos anos, depois da quinta tentativa (mesmo problema que o seu, ficava super nervosa no teste de direcao).Mas hoje adora tirigir e e' a "taxista" da familia.

Bjs !

Elaine disse...

Rosi, eu tirei minha carta quando tinha 28 anos e o motivo de eu não tirar a bendita é que o marido me levava e buscava em tudo quanto é lugar, ou seja, pura preguiça.
Mas do momento que decidi, fui atrás com tudo, fiquei ansiosa logicamente também passei pelos suor frio etc, mas consegui.
Eu sempre fui muito determinada e 2 meses depois de tirar carta, fui a trabalho para uma cidade vizinha, peguei estrada com chuva.
Seis meses depois, fui a trabalho para os EUA e lá estava eu, na I-95, sozinha guiando o carro e rezando pra chegar onde pretendia. Cheguei, minhas pernas tremiam, chorei de nervoso ao chegar, rsrsrs, agora que me lembro dou risada.
Sem contar que quando tirei a carta nosso carro era na verdade uma pick up enorme, que eu mal alcançava os pedais, pq sou baixinha...
Hoje adoro dirigir, já dirigi todo tipo de carro: alto, baixo, automático, pequeno, grande e médio, com direção hidraulica e sem...enfim, vá lá amiga, coragem!! Depois será só alegria!
Bjs, Elaine

Nana disse...

hehehe eu tb fugi das aulas de volantes, na verdade falei que só faria quando pudesse comprar um carro, até hoje eu não posso, então eu fujo.
Bjss

Leticia disse...

Rosi,

eu não tive problemas pra tirar a carteira (quer dizer, fiz umas 200 aulas e repeti o teste 2x), mas assim que consegui, com um mês de carro novo, bati! Ai, foi um perereco... não conseguia pegar no volante, ficava com a mão molhada, a camisa ficava uma sopa (de tanto suor). Com uns 23 anos, comprei um carrinho pra mim... um corsinha verde calcinha (do primeiro modelo)... um horror, né? Mas comprei! E comecei a dirigir, do nada... suava em bicas. Mas foi ficando natural e hoje não vivo mais sem carro (não é mais o verdinho... agora tenho um fiestinha vermelho novo, agora sim é bonitinho).
Também fui co-pilota muito tempo, então hoje sou muito boa em caminhos. Tanto que brinco que o meu GPS (interno) é muito melhor do que o do meu namorado... rs.
Se decidir tirar a carta... vá em frente. Porque tudo é uma questão de prática. Se não tb... relaxa, tem horas que o trânsito me dá saudades da época que eu não dirigia.
Beijo

Anônimo disse...

Tá bom! Eu confesso que sou a prima que dirige mal a beça. Mas dá pra se virar! hehehehehe...
Um dia eu juro que convenço o Ronaldo a me emprestar o carro dele! kkkkkkkkk!
Larga a mão de ser medrosa e tira essa carta logo!!! rsrs

Beijos! Amarílis

Cláudia Ramalho disse...

Rosi,
Tem até terapia pra quem tem medo de dirigir, super rápida e com efeitos instantâneos.

Só não gostei do preconceito: "dirige feito homem". Tenho 15 anos de carteira, nenhum acidente ou multa. E modéstia à parte, adoro dirigir e acho que o faço muito bem.

Quando aprendi com meu pai, ouvia tantos gritos e insultos nesse mundo! Daí, paguei uma auto-escola e pronto! Santo remédio. Minha auto-estima e ouvidos agradecem até hoje.

Érikinha disse...

Rô, que bom que os comentários do nosso blog voltou a funcionar!

Eu diria que estamos em sincronicidade total.

Muito obrigada pela dica do blog, já tinha visto ele entre os seus e gostei bastante!

Um grande beijo!

Érikinha disse...

Rô, que bom que os comentários do nosso blog voltou a funcionar!

Eu diria que estamos em sincronicidade total.

Muito obrigada pela dica do blog, já tinha visto ele entre os seus e gostei bastante!

Um grande beijo!

Uma Mulher de Fases disse...

Como mulher de instrutor, me vi na obrigação de ser boa motorista, não me gabo não, mas controle bem o meu volante.
Tinha medo, suava frio e tinha até cólicas, mesmo depois de habilitada.
O marido sempre dizia que isso era falta de prática e que com o tempo eu pegaria confiança e depois disso não iria a padaria sem o carro. Duvidei, lógico.
Quando ele fez a vasectomia, não podia dirigir, voltei guiando, não é que vim numa boa? Dois anos se passaram, não vou na padaria sem meu carro e agora rezo pra comprar um só pra mim, pra não ter que esperar ele chegar pra sair de casa! rs.
Conselho de amiga: Tire sua habilitação e depois faça aulas particulares com um profissional experiente, isso vai ajudá-la a ganhar confiança.
Maridos, pais e primos são família e mesmo sendo pacientes não conseguem às vezes transmitir tudo o que precisamos, pra você ver, nem o meu marido sendo especializado nisso eu colocava uma fé, dependeu mais da minha vontade e da necessidade do que do apoio. Agora que ele me ensinou muito bem, não posso negar, e pior: ele estava certo, com um pouco de prática eu "dirigiria como uma ótima mulher", pois pra ele nem sempre dirigir como homem é um elogio! Tive que casar com este homem, rs!!
Beijos!

Lua disse...

Vou tirar minha carta esse ano, esperar não ter um treco!
=*

ps.Curti mto o seu blog! =]

Verônica Cobas disse...

Oi, Rosi,

Se é assim, minha querida, então dirijo como homem. Engraçado que no post de hoje até falo disso. Vamos combinar: se ela dirige bem - e eu sei que também dirijo - dirigimos como mulheres. Porque somos capazes de tudo, não é mesmo?
Mas, sim, concordo com você que estar no carro com alguém em cujo talento de direção você não confia, é tarefa desesperadora. Principalmente para quem dirige. Impossível ficar relaxada, impossível não ter vontade de palpitar. Imagina como foi para mim quando os meus filhos aprenderam a dirigir. Queria ser a mãe legal, que dá força, que diz que o filho está dirigindo super bem, mas que nada. Acabei por fazer com os dois a mesma coisa: depois dos primeiros passeios juntos, pedia para não me chamar mais até que estivessem bem à vontade com o carro. Hoje já entro no carro dos dois e nem me preocupo.
Enfim...coisas para se aprender na vida.
Ah..gosto de suas visitas no orkut também. Beijo grande, querida. Vê

Patrícia Pirota disse...

Oi Rosi,

Agora até me senti menos excluída por não saber dirigir. Mas fui mais covarde que você. Nem tentar, eu tentei. Nunca tive coragem pra ligar um carro, quanto mais pra freqüentar auto-escola.
E na minha família, isso é vergonhoso. Porque meu pai foi caminhoneiro por 20 anos. E minha mãe também dirige caminhão. Até minha irmã mais nova dirige. Só eu que envergonho o nome da família.
Mas como boa nerd, sempre uso a desculpa de que sou muito evoluída pra dirigir. Afinal de contas, Einstein também não tinha carteira de motorista xD

Pois é menina! É tão bom ter gente comentando assim, sem preguiça... Igual a você, a Lidi, a Claudinha, a Fabi... Dá até gosto de escrever =)

Ah! Eu adoro essa música da Ana Carolina, a Ana, Rita, Joana, Iracema e Carolina! Aliás, adoro Ana Carolina =)

Beijão pra você!

Luci disse...

Rosi, eu quis muito aprender a dirigir, mas fui adiando, adiando e nada. Hoje optei pelo táxi mesmo, pois me dá menos despesa do que um carro daria.
Mas mesmo não sabendo dirigir, sempre me considerei uma ótima co-pilota :D

bjusss

Fla disse...

Olha eu confesso que também tenho minhas limitações no volante. Mas saber dirigir é uma mão na roda, porque depender de ônibus e de carona não dá não.

E eu nem faço tão feio assim...rs... o problema é que realmente não gosto de dirigir.

Beijos,
fla