08 setembro 2009

Mudar de profissão

Diante da situação atual, muito profissionais se veem diante de um impasse: devo ou não mudar de profissão?

São tantas dúvidas, tantas desiluções com a profissão escolhida ainda na fase pré-adulta, bate aquele receio da mudança e do fracasso, será que é rentável? Pesquisas apontam que esse descontentamento ocorre por voltas dos 30 anos, idade que geralmente estamos maduros e sabemos o que nos desagrada.

Mas como mudar à essa altura? Tem o fator idade que pode prejudicar, tem o medo do que pode acontecer, e a estabilidade como fica?

Antes de se decidir pelo novo desafio, vale seguir as seguintes dicas:

Exercício mental: Até mudar efetivamente de profissão, é interessante fazer o exercício mental de se imaginar na possível profissão. Quantas vezes em criança, mudamos de "desejo de profissão"? Você provalvemente já quis ser desenhista e no dia seguinte quis ser astronauta, é assim que você se torna consistente na escolha.

Informe-se: Ninguém tem medo de mudar, o que nos causa medo é o desconhecido. Então quanto mais informações sobre a possível nova profissão, melhor. Só tome cuidado para diferenciar as informações relevantes das fofocas e comentários negativos, fique atento aos fatos e opiniões de pessoas confiáveis.

Rede de contatos: Cuide dela, faça seu network. Você conhece diversas pessoas que podem lhe abrir novas oportunidades. Vale aquele amigo da faculdade, o seu médico, seu vizinho, o amigo do amigo. Aproveite aquela conversa casual e pergunte, peça orientações a quem está na carreira que almeja. Vá atrás do que as pessoas podem fazer por você.

Generosidade: Seja generoso com seus conhecimentos. Você tem muito a oferecer às pessoas, afinal você estudou e sabe todas as facetas da profissão atual, isso sem contar com as informações de mercado e as experiências que viveu. Compartilhe seus conhecimentos, tenha certeza que há muita gente interessada em você.

Sem exigências: Por que queremos sempre ser grandes na profissão que imaginamos a ter? Será que já não basta fazer todo um esforço de mudança de profissão para sermos medianamente competentes? Eu creio que sim. Vai me dizer que ao deparar com alguém que mudou de profissão e se deu bem você não o vê como alguém no mínimo corajoso?

Celebre a imperfeição: Se as pessoas erram é porque estão aprendendo. E isso cabe à você. Não tenha receio de tentar, perguntar, errar e não se penalize por isso. Não tenha a pretensão de ser perfeito. Se o seu Plano B não era aquilo que pensava, que tal o Plano C?

Sonhe: Se você não sonhar, não terá um objetivo a alcançar e poderá ficar estagnado na carreira e na vida pessoal. Todos têm esse direito e nunca é tarde demais para isso.

Saiba que quando mudamos podemos ser mais competentes e alcançar uma maior satisfação profissional, do que na comodidade de uma profissão que não mais nos agrada. É uma questão de atitude, de mudarmos a nossa forma de vivermos a profissão, de a rentabilizarmos e de retirarmos mais proveito dela. Pode ser arriscado, mas quem disse que viver não é arriscado?

11 comentários:

Estúdio de Design disse...

Rosi,
Nossa, já tive várias crises... mesmo gostando do que faço. Foi muito difícil me estabilizar profissionalmente, por isso pensei em várias outras alternativas. Ainda, de tempos em tempos tenho outras idéias, mas que funcionam paralelamente com o que faço... quem sabe virem a "profissão de verdade" um dia, mas não agora!
Acho que somos muito jovens quando escolhemos a profissão (entrei na faculdade aos 16!!!). Como podemos ter alguma certeza, não?
Beijos!
Leticia

Fabiana disse...

Nossa, três dias sem ler uma postagem sua? Dá saudade!!!
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Esse assunto é meio complicado, eu estava (estou) justamente com esse problema martelando em minha cabecinha.
Na verdade nem trabalho realmente em minha profissão, sou contabilista, mas a vida toma certos rumos que vc acaba nao podendo avançar em certas áreas. Como me casei muito nova e tive minhas filhas quando eu ainda era muito jovem, fui obrigada a rumar caminhos opostos à minha vontade. Certas decisões que tomei na minha imaturidade, me deixaram a deriva!
Como não adianta chorar pelo leite derramado, e nunca chorei, pois sempre trabalhei em outras áreas e sempre gostei do que fiz. Desde o ano passado, ápos 07 anos trabalhando em um único lugar, comecei a colocar na cabeça que precisava resolver minha vida. Já dei os primeiros passos, mas o meu medo de mudar está me deixando fraquejar. Vou tentar mudar isso aos poucos, já que o tempo passa muito rápido.
Obrigada pelas dicas e pela ajuda!

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Ah seu niver é em novembro é? Se bolo pudesse ser enviado por sedex...

Bjs!

Priscila disse...

Rosi,
Eu acho super corajoso mudar de profissão. Porque nao é fácil tomar esse tipo de atitude. Mas ficar a vida toda fazendo o que não se gosta não dá, né?
Bjs.

Uma Mulher de Fases disse...

Rosi, já quis ser tanta coisa...Arquiteta,Advogada, Aeromoça, tudo com "A"...acabei de reparar nisso, mas fiz: Administração e hoje sou Analista!!
Hahaha, as dicas são ótimas!
Beijos

Nana disse...

Eu já tentei mudar de profissão, mas eu sou várias em cadinho só de gente!
Esse final de ano vou lutar por um desejo!
Bjss

Alethéa Casal disse...

Rosi, adorei quando vc diz "quando mudamos podemos ser mais competentes e alcançar uma maior satisfação profissional, do que na comodidade de uma profissão que não mais nos agrada". Completamente certo!

Abraços, boa semana!

Elaine disse...

Penso que quando vamos fazer qualquer mudança neste sentido, bate sim um medão, principalmente quando temos filhos, ficamos com mais medo de arriscar sabendo que existem pessoas que dependem de nós. Percebo que quando éramos somente eu e meu marido, encarávamos estes desafios com menos preocupações.
Uma dica que deixo é fazer a mudança com planejamento. Um exemplo: quando decidi que deixaria de trabalhar fora, isso implicaria em uma tremenda queda de poder aquisitivo e nos preocupávamos se somente o salário dele seria suficiente para nos manter no dia-a-dia. Durante um ano, eu e meu marido fizemos assim, todo o salário que eu recebia, guardávamos fazendo de conta que ele não existia. E durante este ano fomos avaliando como seria viver somente do salário dele. A experiência deu certo, além de comprovar que dava pra viver de um modo legal com o salário dele, no final ainda ficamos com uma reserva de emergência. Acho que daria para aplicar este exemplo tb no caso de uma mudança de profissão.
Bjs, Elaine

Jane Murback disse...

É muito difícil mudar né, qualquer coisa, até o número do celular, fala sério.
Eu acho que mudar de profissão é um passo muito sério e até arriscado demais pra se fazer sem absoluta certeza do que se quer, ou pelo menos do que NÃO se quer mais fazer.
Eu nunca pensei em mudar de profissão, mas já pensei em agregar algo novo, tenho mil idéias... mas adoro o que eu faço. Bom né?
Bjo

Ana Carolina Peixoto disse...

Ai meu Deus... Esse assunto só por e-mail. rs! Tô amadurecendo algumas coisitas... Bom, não briga comigo não. deixei um coment para vc lá no último post. Depois q li achei engraçado! Mas é um elogio! Arrisque que vai dar certo!

Bjs,
Carol

Fla disse...

Definitivamente esse assunto é confuso pra mim... óh eu já pensei em ser veterinária, economista, professora, publicitária e virei analista de sistema...hahaha.
Bjs

Santinha disse...

Ops! Mudar porque não??

Comecei trabalhando na indústria, anos mais tarde fui para a área comercial, depois resolvi investir em arquitetura, artes plásticas... Fiz faculdade de hotelaria...

Passei alguns anos so cuidando da casa, dos filhos...
Não me arrependo de ter arriscado ou mesmo parado – Reconhe;o que muitas vezes a gente simplesmente não tem coragem para mudar - seja porque investiu muito tempo ou dinheiro na opção, ou porque tem medo das conseqüências, ou porque a sociedade vai te olhar torto se você fizer uma opção diferente...

No entanto,olha que ja se vao anos, continuo tentando perceber qualquer excitação, e na duvida que quase sempre apareça, tento reavaliar meus projetos e expectativas e penso que ninguém deveria viver conformado em aceitar sonhos e expectativas alheias. Tem que viver as suas!

Se a ideia é essa: questione e tenha coragem para mudar, se for o caso.

Uma pessoa muito querida, conversando comigo certa ocasião, me deu uma opinião (ou melhor, um conselho) quando eu disse estar em dúvida sobre uma decisão que tinha que tomar que acho ilustrar um pouco o que tento colocar em palavras agora. “Siga o caminho menos trilhado”.
Na hora, me pareceu uma resposta estranha, mas me ajudou muito depois. Relembrou-me a importância de questionarmos os caminhos seguros que em geral tendemos a escolher.
Bjks e boa semana de chuva