16 outubro 2009

Da série: Gente que faz

FILHA DO CORAÇÃO

Há quem diga que família é aquela que a gente escolhe. Já quando falamos de amor essa regra cai por terra. E quando nosso amor é dedicado para uma criança ele toma uma forma muito mais suave, mais verdadeira. Talvez seja pelo fato que aquele ser depende de nós, o que nos torna responsáveis por ele. Assim é a relação da Alethéa Casal com sua afilhada. No mês da criança, convidei essa querida amiga para contar um pouco desse nobre sentimento.

* Então você tem uma afilhada, conte pra gente como ela é.
A Natália é a menina mais doce que eu conheço. Mas ao mesmo tempo muito forte, firme naquilo que acredita, sabe? Desde bem pequena ela tem aquelas tiradas inteligentes, aquelas coisas que a gente fala "como é que ela, com esta idade, está falando isso?!" Não somos parentes, ela é filha de uma das minhas melhores amigas, amiga da época de escola. Esta minha amiga sempre falava que, quando tivesse um filho, eu seria a madrinha. Sempre fiquei muito lisonjeada com isso, pois a família dela é muito grande e, mesmo assim, ela me queria como madrinha de um filho dela! Mesmo não sendo parentes, a gente se parece demais. Às vezes me vejo nela, quando criança. Nas atitudes, no modo de agir, de encarar as coisas, é uma ligação muito profunda.


Alê e sua afilhada (a daminha) no dia de seu casamento



* A palavra AFILHADO deriva do significado de afiliar, TOMAR COMO FILHO. Para você sua afilhada tem essa representação?
Tem sim. Mesmo morando longe de mim, eu e a Nat (maneira carinhosa como a chamamos) temos uma ligação incrível. Já falei para a mãe dela que eu tenho certeza que isso é coisa de outras vidas - eu acredito nisso. Pode apostar que, se preciso fosse, eu cuidaria dela para o resto da vida, como uma filha. Ela mora no Espírito Santo e eu em Minas Gerais. Já avisei para os pais dela que, se um dia ela quiser vir estudar por aqui, que ela fica na minha casa, sem problemas. É uma relação totalmente diferente da que tive com a minha madrinha que, mesmo sendo irmã do meu pai, nunca se fez presente na minha vida. Meu padrinho, então, este eu nem sei por onde anda!

* Quais os valores que você acredita ser de sua responsabilidade?
Acho isso uma coisa muito séria, pois percebo que ela se espelha muito em mim. Outro dia, ela até disse para a mãe dela que queria ser jornalista, como a "Dinda". Procuro sempre agir da melhor forma, em todos os momentos da minha vida; mas, quando estou perto dela, procuro mesmo dar exemplos - ser educada com as pessoas, tratar meus pais e irmãs com carinho. Isso me fez lembrar uma situação: da última vez que ela esteve em Minas, saímos para tomar um sorvete e o rapaz da sorveteria deu o troco errado para mim. Na mesma hora, devolvi o dinheiro ao rapaz e ela soltou um "tá certo, né, Dinda! Pode ser que depois falte dinheiro para ele levar comida para a casa dele, né?" Acho, então, que todos os valores que procuro passar para ela são através do exemplo.

* Nos momentos que estão juntas, o que gostam de fazer?
Ah, muita coisa! Nós duas gostamos de trabalhos manuais. Recortamos, colamos, desenhamos, colorimos, pintamos, gostamos também de escrever. Gosto de começar uma estória e passar para ela continuar, para estimular este lado nela. Também assistimos clipes e dançamos! Ah, e não se espante: conversamos muito. Uma menina de 8 anos tem muito e nos ensinar. Fico lembrando de quando eu tinha a mesma idade e como tudo o que aprendi naquela época reflete na minha vida até hoje.

* Deixe um recado para quem ainda não teve essa oportunidade de ser madrinha.
Já ouvi uma pessoa dizer, certa vez, que não aceitaria ser madrinha de ninguém pois a responsabilidade é muito grande. E realmente é. Não pense que é só fazer aquele cursinho na paróquia, pegar a criança no colo para o padre jogar a água benta e pronto. Você será sempre um exemplo para aquela pessoa. Mas isso só será verdade se você realmente for uma pessoa presente na vida do seu afilhado. Não adianta sumir e aparecer com um presente no aniversário que, inevitavelmente, você não representará nada para esta pessoa. E vale a pena: o amor que a gente dá e recebe é muito bom!

Alê está passando por um momento único: está esperando seu primeiro herdeiro. Em seu blog ela conta detalhes dessa nova fase. Passe lá.

20 comentários:

Fabiana disse...

Oi Rosi, que legal a entrevista e a Alethea, já conhecia há algum tempo.

É muito importante esse papel de madrinha, e é como a Alethea falou, tem que estar presente.

Eu tenho uma afilhada, a Liz, minha sobrinha, mas sempre que posso estou colada nela. Ligo sempre, converso no MSN, e sinto o carinho dela, quando nos abraçamos. É muito legal, como se fossemos a segunda mãe mesmo, rs.

Bj flor!

Alethéa Casal disse...

Ai, a grávida chorona aqui se emocionou... rs...

Obrigada pelo carinho, Rosi! Ah! O novo visual do blog está demais e o conteúdo, excelente, como sempre!

Casa de Catarina - lelê disse...

Rosi
Como sempre a entrevista foi linda, sensível!
Não sou madrinha, mas se fosse, gostaria de ser como Alethea. Os meus padrinhos cairam no mundo e nunca mais soube deles... dizia-se antigamente, que na falta dos pais os padrinhos eram responsáveis pela criança. Pobre de mim! rsss.
Parabéns pela Alethea!
Beijos
lelê

Luci Cardinelli disse...

Gosto muito da Alethéa e amei a entrevista!!
Também sempre levei a sério esse papel na vida de um afilhado. É sim muita responsabilidade, mas também é muito gratificante :)

Rosi, que ótima escolha!!!

Parabéns para as duas!

beijoss e um ótimo final de semana!!

Rosi, coloquei o Vida no ar novamente, dá uma passadinha por lá!

Janice disse...

Adorei a entrevista!
Sou suspeita pois, apesar de conhecê-la apenas virtualmente, gosto muito dela.
Beijo:)

Fla disse...

Que entrevista linda Rosi.
Parabéns as duas!

Um lindo final de semana.
Beijos
Fla

Elaine disse...

Filha do Coração! Que lindo!
Não tenho afilhados ainda, mas tenho um prometido a ser, rsrsrs.
Entendo como padrinho/madrinha aquele que vai cuidar de nossos filhos na nossa falta, portanto acredito que escolha deve se basear nisso, nas afinidades, no jeito que a criança será educada e principalmente no sentimento que existe entre a criança e aquela pessoa.
Parabéns à Alethéa pela afilhada e pelo bebê que está por vir. E parabéns pela amiga que escolheu tão bem a madrinha para sua filha!
Bjs, Elaine

Fabi Carvalhos disse...

Oi, Rosi e Alethéa! Realmente é muito difícil ver uma madrinha assim. Qd estão distantes, então, nem se fala. Parabéns! Beijão, Fabi.

Priscila disse...

Oi, Rosi!
Que legal a entrevista de hoje. Eu não conhecia a Alethea, mas vou passar no blog dela pra saber mais.
Acho a escolha dos padrinhos muito importante. Os padrinhos do Gui são uma amigona e o primo do meu marido, mas os dois como padrinhos, até agora, não são o que eu esperava. Tudo bem que a madrinha mora em outra cidade, mas custa viajar 200 km pro aniversário do afilhado? Ela faltou aos dois últimos! Eu nem faço questão de presente caro... mas uma lembrancinha simples (gente, criança fica feliz com qualquer coisa!!) no natal, no dia das crianças, na páscoa qualquer um pode dar, né? O padrinho mora na mesma cidade e acho que faz mais de dois anos que veio fazer uma visita. A gente só se encontra por acaso... Agora, na escolha dos padrinhos da Duda eu quero pensar bem, ver quem realmente tem afinidade com ela...
Bjs.

Raquel Machado disse...

Oi vim avisar que está aberta as inscrições para o concurso "Contador de Histórias" no kriativa o tema do mês escolhido é: "Dia das Bruxas" e a data para postagem será dia 31/10. Dá uma passadinha lá e se gostar se inscreve, Bjos

Lucia Laureano disse...

Aléthea é mesmo uma gracinha!
Não sei se vc sabe, mas a Verônica é madrinha do Gui e minha irmã Fê será madrinha da Duda, anbas são super presentes e carinhosas.

beijos e bom final de semana

Uma Mulher de Fases disse...

Oi Rosi, tá vendo, hoje você nem precisou avisar da entrevista, rs, sexta pra mim é lei, vir ver você e ir ver a Verônica!
Eu sempre quis ser madrinha, sempre, pra mim tem um significado especial, minha madrinha não é aquelas que me encheu de presentes caros, mas cada vez que eu a vejo ainda sinto um abraço de dar inveja!
Fico feliz em saber que existem pessoas como a minha Dinda, que amam os afilhados como filhos!
Rosi, tô meio na loucura, mas não te perco de vista!!
Beijos

Manu Demonti... disse...

Flor começou o Sorteio de Natal lá no Blog! Passa lá!
Beijão
Manu

Ci disse...

Muito legal a entrevista amiga!!!!

padrinho tem que amar! isso é fato!


beijao

Juh disse...

Eu fiquei tão feliz quando soube que ela estava grávida :)

Katia Bonfadini disse...

Alethea, parabéns!!!! Eu queria uma madrinha como você!!!! Meus padrinhos nem se lembram mais da minha existência! Acho que a partir do momento em que a pessoa assume essa responsabilidade, tem que cuidar e estar presente. Sempre. Beijos!

Ana Carolina Peixoto disse...

Adoro essa série... rs! Muito legal conhecer umm pouquinho da Alethéa! Eu não sou batizada pq não sou católica, mas sinto falta de uma dinda. Tb não batizei a Malu... Talvez quando ela estiver maiorzinha, ela mesmo escolha uma dinda... só que sem batizado. rs!
Bjs,

Lidiane Vasconcelos disse...

Ah! Que lindo!
Também sou madrinha, mas de uma moça. Ela está em Pernambuco, e eu aqui, desgarrada em São Paulo. Sempre estamos nos falando pelo MSN, e é muito gostoso lê-la escrever "madrinha" quando fala comigo... :)

Raida Fernanda disse...

Adorei a entrevista, a Alethea é um doce de pessoa.

calma que estou com pressa disse...

oi rosi! parabéns pela entrevista- ótima ideia!
e alethea - foi lindo te depoimento - madrinha de ma linda menina- e saber da responsabilidade de ser madrinha é outra coisa- não é só dar presente- adorei tuas palavras carinhosas- com certeza vai ser uma ótima mãe tb!
bjs