22 fevereiro 2010

Vai um concurso aí?

Faço parte da grande parcela da população que sonha em passar em concurso público e ter enfim uma carreira mais segura. Para uns o salário é o mais atrativo, mas para mim o mais importante é a estabilidade. Esse negócio de sempre estar às voltas com procura de vagas, enviar currículo, enfrentar entrevistas e tudo mais, realmente me desanima.

No último domingo fiz a prova de concurso que prestei em outra cidade. Apesar de não ter estudado muito, acredito que me saí bem. Estou na torcida para que eu tenha uma bela notícia.

Além de atingir a pontuação mínima para passar nas provas objetivas de um concurso público, há uma série de detalhes que o candidato precisa se preocupar para não ser eliminado durante a prova. Seguem alguns deles:

- Boné, chapéu ou óculos de sol: O uso desses acessórios é proibido, pois dificulta a visualização do fiscal da sala de um possível aparelho eletrônico que possa estar no ouvido de um candidato. Lembrando que fraudar um concurso público é crime e o candidato é penalizado perante à lei.

- Aparelhos eletrônicos: Todos os aparelhos eletrônicos não são permitidos. Esquecer o celular ligado dentro da bolsa ou bolso pode ser um item para que o candidato seja eliminado do processo seletivo. Cuidado!

- Documentos: Antes de fazer a prova é exigido que todo candidato apresente documento original com foto e demais documentos exigidos no edital, se houver. Cópias não são permitidas.

- Desrespeitar os fiscais e demais candidatos: Isso inclui provocar barulho de qualquer forma (ruídos, rezas em voz alta, etc), incomodando os demais candidatos. Fumar também se enquadra nesse quesito, aliás em algumas cidades como São Paulo o fumo é proibido em lugares fechados.

- Treine o tempo da prova: Tente resolver as questões no mesmo tempo que terá para isso no dia do exame.

- Comece pelas questões mais fáceis: Depois, vá para as difíceis. Vai chutar? Leia bem: a resposta pode estar na pergunta. Outra dica: a maioria dos concursos colocam o mesmo número (ou aproximado) de respostas certas para todas as alternativas. Portanto, verifique se você marcou muitas questões de letra 'd' ou 'e', por exemplo.

- Não zere uma disciplina: Pretende caprichar na prova de português para compensar o desastre na de matemática, disciplina que você odeia? Não caia nessa furada: os editais costumam determinar uma nota mínima para cada matéria. Acerte pelo menos uma questão.

É claro que não podemos esquecer que colar e/ou passar cola ou chegar atrasado também são critérios de eliminação. O ideal é, portanto, relaxar, se concentrar na prova e torcer para que o resultado seja positivo.

E se tiver uma redação para fazer?

- Embora esteja em vigor, a Revisão Ortográfica não é obrigatória ainda. Mas o ideal é conhecer e se adequar às novas regras. As palavras ideias, colmeia, assembleia perderam o acento, assim como tranquilo, sequência e linguiça perderam o trema. Aliás, exceto em nomes próprios há trema (Birigüi, por exemplo), as demais palavras perderam;

- Fique atenta aos assuntos que estão na mídia. Tente se informar sobre as chuvas/tragédias, o caso da menina da minissaia na universidade, como o Brasil saiu da crise, são alguns exemplos;

O título é muito importante, portanto, capriche. É claro que você pode deixar para elaborar no final da redação. Antes de iniciar a redação devemos:
1.Ter um objetivo em mente
2.Colocar-se no lugar do receptor.
3.Ter informações suficientes sobre o fato.
4.Dominar todas as palavras necessárias.
5.Selecionar fatos e evitar opiniões.
6.Usar linguagem de fácil compreensão.
7.Prestar informações precisas e exatas.
8.Responder todas as perguntas possíveis.

Introdução: O primeiro parágrafo deve conter a informação do que será argumentado e/ou discutido no desenvolvimento. A introdução deve ser elaborada em um parágrafo de aproximadamente cinco linhas, nunca mais do que um parágrafo.

Desenvolvimento: É a redação propriamente dita. É onde os argumentos devem ser discutidos. Cada argumento deve ser discutido em apenas um parágrafo. Um argumento nunca deve ultrapassar um parágrafo só e, em um mesmo parágrafo, não se devem discutir dois argumentos. Os assuntos a serem inclusos no desenvolvimento devem ser importantes para a sociedade de um modo geral. Os assuntos pessoais, ou os muito próximos dos acontecimentos cotidianos, devem ser evitados. Deve ser elaborado em três parágrafos de aproximadamente cinco linhas cada um, ou em dois parágrafos de aproximadamente oito linhas cada um.

Conclusão: A conclusão é o encerramento, portanto nunca apresente informações novas nela; se ainda há argumentos a serem discutidos, não inicie a conclusão.
Procure terminar a redação com conclusões consistentes, e não com evasivas. Este parágrafo deve concluir toda a redação e não apenas o argumento do último parágrafo do desenvolvimento. A conclusão deve ser elaborada em apenas um parágrafo de cinco linhas.

Obs.: Apesar de a conclusão ser o encerramento da redação, ela já deve estar praticamente preparada no momento de escrevê-la. Quando fizer o planejamento, antes de começar a redação, pergunte-se: A que conclusão quero chegar com os argumentos que apresentarei?

10 comentários:

Leticia disse...

Menina
Nunca prestei concurso público... a minha mãe era funcionária concursada no estado e na prefeitura (professora) e sonha que eu tb fosse trilhar os seus passos... claro que na minha área. A vontade nunca pintou, mesmo ela e meu pai me trazendo editais, inscrições e tudo mais. Olha que não foi por falta de estímulo! rsss.
Mas boa sorte!
Beijos
lelê

:: Nanda :: disse...

Eu não sei se gostaria de prestar concurso, justamente pela estabilidade. Claro que é bacana você ter emprego garantido, mas eu enjoo das pessoas e das tarefas e sinto necessidade de mudança.
Mas eu estou torcendo muito pra você ter sucesso neste ou em outros.
Sobre as dicas, é muito legal se atentar a todas!
Modestia a parte, eu sempre saio bem na redação. Adoro escrever.

beijos e boa semana

Alethéa disse...

Boa sorte!!!!!!!!! Eu, realmente, não animo de fazer concursos... não tenho como me dedicar, sabe?! Quem sabe um dia... abraços.

Katia Bonfadini disse...

Rosi, tô torcendo por você. Sério mesmo, espero que você consiga a estabilidade que almeja. Eu cresci numa família onde praticamente todos os meus tios são funcionários públicos. O mesmo acontece com meus primos e eu sou considerada meio "ovelha negra" por ter escolhido ser profissional liberal. Também me sinto muito insegura com relação à questão da estabilidade... é difícil estar sempre mudando de emprego, começando do zero. Eu te entendo perfeitamente!!!!! Muito pensamento positivo! E suas dicas foram ótimas pra quem deseja prestar concurso! Beijão!

Elaine disse...

Rosi, boa sorte! Tomara que dê certo! Hoje em dia, a estabilidade é sim um valor a ser considerado, muitas vezes mais do que o salário em si.
Ultimamente tenho notado que para manter-se empregado na iniciativa privada, não adianta ser um funcionário exemplar, dedicado, competente e interessado, hoje não é mais assim. Parece-me que fatores externos (como crises financeiras) hoje determinam muito mais o destino das pessoas do que qualquer outra coisa. Sendo assim, vc acaba por não ter muito controle sobre sua própria vida profissional. Há tb o exagero por parte das empresas que abusam, sobrecarregam os funcionários com trabalho excessivo pagando pouco em contrapartida; há tb limitação de idade no mercado, ditado sei lá por quem.
Analisando por esta ótica, a estabilidade do emprego público é um bem valioso.

Bjs, Elaine

Priscila disse...

Oi, Rosi
Realmente, concurso público tem sido o grande sonho de muita gente atualmente. Eu posso testemunhar que a "estabilidade" é algo tranquilizador. Mas traz um certo sentimento de prisão. Explico: é praticamente inconcebível pra mim pedir demissão. Sou muito pé no chão. Não arriscaria o certo pelo duvidoso. Nem me vejo estudando pra outro concurso agora. Me sinto presa até a aposentadoria...
Bjs.

Fabiana disse...

Rosi, que ótimas dicas vc nos deu!

Te desejo muita sorte e que vc alcança seu desejo de passar no concurso!

Também gostaria muito de estabilidade!

Bjs!

Fla disse...

Meu marido também fez um concurso esse final de semana mas ele não está muito confiante.
Mas como ele só fez para tentar trocar de cargo ele não está muito preocupado. Afinal eram 10 mil pessoas para 30 vagas...rs.
Bjs

Cláudia Ramalho disse...

Rosi, uma das coisas que eu mais gosto no meu trabalho é a estabilidade. Sempre soube que seria servidora pública. Meu perfil é esse. Não gosto de muitas mudanças nem da insegurança que o setor privado nos dá.
Acho que vc está certa em perseguir seu sonho. Só lamento que a imagem dos servidores públicos esteja tão manchada. Pensam que somos preguiçosos e marajás, graças ao discursos dos últimos presidentes. O que não é verdade. Ao menos, não totalmente. Como em toda carreria, há os que não prestam. Mas não é a regra.
Boa sorte.

Santinha disse...

Cargos publicos são estáveis...mas eu nunca poderia prestar um.
Sou rebelde, tenho problemas para levantar, adoro as noites para escrever e criar, alma de artista mesmo. Jamais teria liberdade para fazer tudo o que fiz, se fosse funcionária pública.
Mas, eu penso que se desejar mesmo não há o que temer...Estuda e vai a luta - Torcerei por vc. caso resolva...A gente tem que fazer o que gosta.
bjk e linda semana