04 maio 2010

A tal da afinidade

No dicionário existe definições como: coincidência, semelhança, proximidade. E todo mundo sabe que afinidade é algo que não se compra, nem se obriga, simplesmente surge sem explicações e é algo bom de ter.
Não é todo mundo que "se encaixa" com nosso jeitinho. Tem gente que faz tudo para nos agradar e" não desce pela garganta." Outras tantas é como passe de mágica. Hoje com esta história de internet, temos afinidades virtuais também. Me surpreendo com algumas pessoas que conheci em outras épocas e tinha mil afinidades, e de repente, descubro que não tem nada mais a ver. E outras parece que o tempo não passou. Afinidade é algo da alma, espiritual. Transcende o entendimento racional. E como diz Arthur de Távola: "Ter afinidade é muito raro"

Comigo o negócio funciona bem ao pé da letra, não rola se for obrigação. E tem uma pessoa de meu convívio diário que realmente me cansa. Vejo e admiro o esforço que essa pessoa faz para se dar bem comigo, mas têm inúmeras coisas nessa pessoa que eu desaprovo, que não parece comigo. Talvez isso seja egoísmo ou qualquer outro sentimento ruim de minha parte, realmente não sei.

Então proponho uma discussão sobre o tema:
A afinidade se forma ou é reconhecida? É construída ou nasce naturalmente? Como ter afinidades se somos únicos?

12 comentários:

Leticia disse...

Rosi,
Afinidade é uma coisa espiritual mesmo... mas também acho que conforme mudamos, a afinidade também muda. Tem a questão da sintonia fina, que às vezes não vai acontecendo com o tempo... quantas vezes não perdemos amigos queridos por mudanças???
Mas eu tenho uma coisa de "bater o santo", sabe? Se já não bateu de cara, não rola... poucas vezes me enganei.
Beijos
lelê

Cláudia Ramalho disse...

Acordaste filosofando hoje, bichinha???
Acho que isso é natural, Rosi. Não se força. Tem a ver com semelhanças, mas também com respeito às diferenças. Não é preciso ser igual pra ter afiinidades, porque às vezes é justamento no complemento que falta que aquela pessoa nos completa. Tem mais a ver com o prazer que sentimos ao estar ao lado de certas pessoas. Se não dá prazer, é porque nosso radar está ligado nos avisando de que algo não vai bem...
Senti uma saudade besta daqui, viu?
Bjks.

Karla disse...

Como sou espírita, acredito muito que quando vemos uma pessoa pela primeira vez e temos uma afinidade de cara, é porque somos espíritos ligados, de muitas vidas. Ou quando se conhece e a amizade cresce e a afinidade junto, ao ponto da pessoa se tornar da família. O mesmo ocorre quando há uma antipatia com algumas pessoas sem nem mesmo conhecermos... acredito que isso seja de longa data (lê-se 400 anos, 1000 anos, etc). Algo precisa ser resolvido.

Eu e Luiza nascemos juntas, temos uma afinidade muito grande e em 28 e nove meses de amizade, nunca brigamos. Acho que temos uma missão juntas, acho que somos almas gêmeas. (além de rmãs gêmeas, rs)

E é nesse caminho do espiritismo que comecei a entender mais que devemos respeitar o próximo, aceitar as diferenças e é quando não gostamos de uma pessoa que devemos tratá-la bem. Primeiro porque conversar com pessoas "afins" é fácil e conversar com uma pessoa "difícil" é uma caridade. Segundo que viemos nesse mundo de provas para evoluir e por isso devemos dar a outra face e tentar criar laços com as pessoas para um bom convívio e que para a próxima (se tivermos oportunidade) encarnação, a gente venha melhor.

Somos únicos mas nossa liberdade acaba quando começa a do outro.

Beijos!

Amanda Zanqui disse...

Acho que a afinidade é algo difícil de explicar. Às vezes se conhece uma pessoa e descobre de cara que tem várias afinidades, outras vc vai descobrindo com o tempo. Já outras achava-se que tinha afinidade, mas o tempo vai mostrando o contrário.
Acho que ela nasce naturalmente, tbm não gosto de nada forçado.
E apesar de sermos realmente únicos ainda sim temos que amar uns aos outros e respeitar as diferenças.
Rosi, tem um selinho pra vc lá no meu blog.
Bjs

Elaine disse...

Rosi,
Domingo rascunhei um texto que publicarei amanhã onde falo disso, au passant.
Acho que afinidade até pode ser construída, mas para ser afinidade mesmo é algo que rola ou não. Tem muita gente, por exemplo, que comenta no blog e pede visitas. Até vou, mas se não rolar afinidade nãso viro freguês. E tem blog e blogueira que a afinidade é imediata. Aconteceu assim com algumas pessoas e é uma delícia! A gente constrói relações, mas a afinidade é essencialmente espontânea.
Né não? Veja nóis rsrsrsr
Beijossss

Cassia disse...

Rosi, muito interessante essa questão da afinidade. Pra mim essa frase que afinidade é coisa rara, caiu como uma luva uma vez que sou timida e então, fica bem dificil criar afinidades. Mesmo que muitas vezes pareça o contrario, já que me esforço pra vencer a timidez, fazendo algumas coisas contrarias de um timido tipico, ter afinidade é essencial pra mim, o que me deixa mais a vontade com quem estiver me relacionando.
Mas, acho que acontece espontaneamente e em pouco tempo podemos perceber afinidades, e qdo isso acontece nos sentimos a vontade. Ter afinidade com alguém é não se sentir preso em formalidades ou outras amarras das relações pessoais.
Um abraço!!

Beta disse...

Não dá Rosi, a faminidade acontece na hora. É algo além do físico...

bj

Priscila disse...

Oi, Rosi
Acho que afinidade vem naturalmente. Não dá pra forçar. Somos únicos, sim, e vários ao mesmo tempo. Por isso podemos ter afinidades com pessoas totalmente diferentes. Parte de nós se dá com uma pessoa e outra parte se dá com outra, completamente diferente da primeira.
Se podemos deixar de ter afinidade com alguém? Acho que sim, afinal, mudamos diariamente, nem que seja um pouquinho. E podemos perder aquele laço que nos ligava a alguém, passando a não ter mais nada em comum.
Bom tema!
Bjs.

Carmem Tristão disse...

ah, eu acredito em afinidade, sim. E se é forçado, um dos interlocutores vai estar deixando de ser ele mesmo. Coomo viveríamos bem em sociedade se não houvesse afinidade? Nos tornaríamos uma ilha...

Marta disse...

Eu penso que é algo natural.. e que acontece! Muitas vezes temos afinidade com pessoas que acabamos de conhecer, mas que de alguma forma nos são próximas!
Beijocas

Katia Bonfadini disse...

Oi Rosi, querida!!!! Muito obrigada pelo comentário no blog!!!! Ainda estou devagar nas minhas visitas, mas adorei sua proposta de hoje. Que saudades do seu cantinho!!!! Vamos lá: eu sempre me dei muito bem com duas das minhas primas, ficamos meses e meses sem contato e quando nos encontramos, parece que nos vimos no dia anterior. Viajamos juntas para a Patagônia e nos demos super bem, temos mil afinidades e gostos parecidos. Elas são realmente especiais. Com outras pessoas, tenho somente afinidades estéticas ou de interesses comuns ou de aspectos de pesonalidade. E hoje em dia não acredito mais no ditado "a primeira impressão é a que fica". Ih... como eu me enganei com as pessoas ao longo da vida!!!!! Pessoas aparentemente meigas e gentis se revelaram autoritárias e vingativas. E outras nem tão simpáticas e afetuosas a princípio, se mostraram grandes e generosos seres humanos. Acho que a afinidade vai sendo descoberta com o tempo. Uma das amigas com quem mais tenho afinidades, é muito parecida comigo em vários aspectos e, como ela era namorada de um amigo e não tínhamos muito contato quando nos conhecemos, fazia uma imagem completamente diferente dela! A cada dia parece que descobrimos mais coisas em comum... e também te entendo quando vc diz que hoje em dia não tem afinidade com quem tinha no passado. Acredito que isso acontece porque todos nós mudamos com o tempo, vamos amadurecendo e agregando novos valores à vida. É isso! Espero que tenha um ótimo dia, adoro seus textos e suas propostas de discussão!!!!! Bjs!

Lidiane Vasconcelos disse...

Rosi, afinidade é um "trosso" muito difícil de explicar. Ou sente-se ou não. Pronto! E nem adianta forçar a barra, sabe?

Eu também sinto que algumas pessoas procuram "forçar a amizade". Eu permito o coleguismo, mas amizade mesmo, não. A quem eu iria querer enganar, não é? ;)