20 junho 2011

Sobre o fim da licença maternidade

Não tem como negar que esse assunto tem me tirado a tranquilidade e fez dos meus últimos dias uma loucura. Volto à labuta em 11.07, justamente no dia que meu pequeno completa 5 meses de vida, e os planos de contratar minha irmã (que é babá) não deram certo, pois eu não conseguia cobrir o valor de seu salário atual.

A única alternativa era colocar o Dudu numa escolinha, e mesmo contra minha vontade, fui à procura. Esclareço que gosto de escolinha e todo seu planejamento de cuidados com os pequenos, mas acho meu filho muito novinho para essa rotina. Acredito que o melhor para ele seria ficar aos cuidados da mãe ou alguém da família pelo menos até completar 1 ano e meio ou 2 anos, essa fase éimportante para manter os vínculos afetivos.

Com o início das férias do maridão, colocamos como meta resolver essa pendência e visitamos muitas escolinhas. Moro atualmente num bairro bem localizado e próximo de estações do metrô, o que encarece absurdamente os valores, principalmente de escolinhas. Aqui permanecer na escolinha por período integral beira tranquilamente mil reais, valor que impacta muito em meu orçamento, é claro que aqui você encontra escolas boas que oferecem até monitoramento para tranquilidade dos pais. Procuramos também escolinhas próximas ao bairro, e a média de valor era a mesma. Porém, encontramos uma bela escola, tradicional, com ótima estrutura e forma de trabalho, e com um valor mais atrativo devido ao desconto que meu sogro tem já que faz parte de uma categoria de classe (isso não quer dizer que era barata). Essa foi nossa escolha.

O próximo passo era o ajuste dos horários, deixar o Dudu na escola é possível para mim e meu marido, porém buscá-lo é que é o problema. Trabalho distante de casa e o trânsito de Sampa é caótico e imprevisível, marido trabalha mais próximo, mas não é todos os dias que consegue sair no mesmo horário. E por que não procurar numa escolinha próxima ao trabalho? Porque além de ser um bairro nobre, o que encareceria muito mais as mensalidades, é distante, e como não dirijo transportá-lo todos os dias em ônibus ou metrô é muita judiação. Uma alternativa era uma possível troca de horário de trabalho, mas como já estou afastada há quase 5 meses, fica inviável (e muita cara de pau) voltar ao trabalho já pedindo algo. 

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe que comprei uma apartamento na planta que será entregue até outubro desse ano, e como o apartamento fica próximo à casa da minha mãe, sempre foi de nosso desejo se mudar para o bairro como forma de ir se acostumando com a nova rotina. Além disso, morar perto da minha família me ajudaria muito nos cuidados com o Dudu, sinto muita falta disso, simplesmente não tenho ninguém para contar numa olhadinha nele nem mesmo para ir à padaria.

Decidimos, portanto, nos mudar para o bairro onde minha mãe mora e assim ficar próximos de minha família. Pesquisamos escolinhas na região e ficamos muito satisfeitos com os valores e estrutura, mas se antes eu não conseguiria chegar a tempo de buscar o pequeno, agora num bairro muito mais distante do meu trabalho (tenho que atravessar a cidade), ficará impossível.

Mas como acredito que às vezes o universo conspira a nosso favor, infelizmente uma doença de meu sobrinho veio à calhar. Gustavo pegou uma pneumonia brava, até porque o clima tá super seco e poluído, obrigando minha irmã rever sua decisão de continuar no trabalho atual. Ficando com o Dudu, mesmo que isso signifique uma diminuição de seu salário, ela faria isso em casa, já que irei morar no prédio que ela e minha mãe mora, e poderia cuidar melhor de seus filhos (ela tem quatro adolescentes) e sua casa.

Problema resolvido: mudaremos no próximo sábado e contratarei minha irmã para cuidar do Dudu. Será um esforço e uma mudança em nossa rotina, afinal gastaremos muito mais tempo para ir e voltar do trabalho e teremos um custo adicional para alugar um apê, mas nada como ter tranquilidade de saber que meu filho está em boas mãos (tia e madrinha) e no aconchego de sua família.Volto a trabalhar há duas semanas e mudaremos antes para que ambos (meu filho e minha irmã) possam se acostumar um com o outro.

Confesso que tirei um peso enorme das minhas costas. Marido utilizou seus vinte dias de férias nessa questão, mas sabemos que tomamos a decisão certa.


Nota: Claro que encontramos escolinhas ruins também que cobravam mensalidades nos mesmos valores que as demais. Ambiente escuro, professoras, tias ou cuidadoras despreparadas, estruturas improvisadas (salas de dormir onde crianças dormiam no chão). Mas numa delas fiquei bem assustada: duas tias faziam os bebês dormir com os famosos tapinhas na bunda, porém aquilo pra mim e meu marido eram verdadeiras palmadas. Juro que segurei minha língua para não reclamar. Saímos de lá correndo.

20 comentários:

Marcia Pergameni disse...

Oi Flor. Que bom que vc conseguiu resolver tudo. bj

Fabiana disse...

Rosi, que bom que no fim das contas deu tudo certo. REalmente essa é uma questão bem complicada de se resolver. Colocando Deus no caminho tudo se resolve da melhor forma não é? Agora seu coração já está mais tranquilo. Bjs

Maura disse...

Oi Rosi...
Que bom que chegaram a uma ótima solução. O melhor é saber que teu pequeno estará aos cuidados de uma pessoa de inteira confiança, né?!
Uma boa semana e bom retorno ao trabalho.
Bj

Funny Paper disse...

Rosi, quantas mudanças! É uma fase preocupante essa do fim da licença e tb concordo que o Dudu ficar com sua irmã é o melhor! Vc é bem decidida, hein?! Já resolveu se mudar e pronto!
Boa sorte para vcs!!

Bjs

Sil

Bruna disse...

Oi Rosi,
Não acredito que Deus mande as coisas ruins como doenças, isso é coisa do mundo, mas acredito sim que ele se utiliza das coisas ruins que nos acontecem (como a pneumonia do seu sobrinho) para tirar só coisas boas... e foi o que aconteceu com sua família.. tome a decisão que chegaram como um milagre mesmo viu... imagino o seu desespero ao ver a licença terminando e uma solução que não existia... agora está tudo ótimo!

Eu trabalhei por 6 anos em Sampa (morava em SBC e trabalhava na ZS) e não me imagino criando um filho em escolinha e tendo que pegar transito todo dia, eram 2 horas. Para fazer isso em São Paulo só contando com a família mesmo.

Esse é um dos motivos pelo qual não quero mesmo largar meu emprego, só me mudei pra Itu devido a uma oportunidade de emprego, além de ser o que eu gosto e ter uma remuneração que vale a pena, eu demoro 15 minutos pra ir e voltar do trabalho, nunca saio depois das 17:30. Consigo ir na escolinha na hora do almoço... Eu conheço SP e sei que seria muito difícil ter essas condições aí, embora SP tenha sim oportunidades ótimas que Itu não tem (aqui por ex não tem nenhuma escolinha com monitoramento em internet).
Quanto ao preço, é isso mesmo, é isso o que eu estou pagando na escola do Pepe... facaaaada... mas não sei o tamanho da empresa que vc trabalha, mas a minha empresa vai pagar metade da escola dele, o que alivia bastante! Além disso temos direito a uma hora por dia para amamentação heim...
Sobre o afastamento inicial com os bebes, estou passando por isso agora, você sabe, e olha, chorei muito antes, mas se voce tem segurança em com quem vai deixar o bebe dói muito menos! Chegar na escolinha e ver o Pe feliz, limpinho, sorrindo, alimentado afasta muito os temores... e vai ser ainda mais facil com sua irmã!
Estou feliz por você, por mim, pela Tati, e por todas as meninas (que trabalham) e que estão conseguindo se arranjar! ótimo!!!

Sobre os gastos e trabalho com deslocamento que teraõ, é assim mesmo ter filho né! Muda muito, abrimos mão de muita coisa... aí vem um sorriso banguela que mostra que vale muito a pena todo o esforço e gasto do mundo...

Dá pra ser muito feliz nessa nova realidade!!! E bola pra frente minha linda!

beijos
Bru

Katia Bonfadini disse...

Oi, Rosi! Obrigadíssima pela mensagem no FB! Fiquei super feliz e estava com saudades! Desculpe o sumiço também, é muito trabalho e pouco lazer, mas precsio mudar isso!!!!! A Manu é muito fofa e sou a tia mais coruja do mundo nesse momento!!!!! Seu filhote também é fofíssimo e, apesar de não ter a vocação materna, estou completamente envolvida com o mundo dos bebês e chorei rios de lágrimas ao ver a minha sobrinha linda no berçário! É muita emoção pra uma tia, imagina pras mamães! Um beijo enorme!!!!

Alethéa disse...

Tá vendo?!

No final, tudo dá certo!

Que tudo fique cada vesz melhor.

Abraços!

Fá, Mãe da Ana Luiza e do Gustavo! disse...

Nossa, que bom que as coisas se ajeitaram da melhor maneira possível! Ufa!!!

Beijokas e boa semana!

Nave Mamãe disse...

Que bom Rosi! Isso é muito importante mesmo, que bom que conseguiste deixá-lo com alguém tão de confiança e num ambiente confortável.

Patrícia Boudakian disse...

Posso falar? Fico aliviada por você. Deve ser péssimo ter que deixar em uma escolinha tão pitico assim. E você tomou a melhor decisão, deixa-lo com sua irmã.

um beijo!

Sandra Hellen disse...

Melhor cuidadora que a tia e madrinha só a mamãe mesmo! Que bom Rosi!!!

Fiquei pensando nessa escolhinha que vc viu dando os "tapinhas" no bumbum do bebê...deu uma tristeza em pensar que isso é realidade...tristeza por esses bebês e por essas mães que confiam que seus bebês estão sendo bem cuidados.

Bjus

Jαqυє ∂α Júℓiα *•.✿ disse...

Nossa Rosi que legal...
graças a Deus vc conseguiu resolver tudo da melhor forma possivel!
... Dudu vai ficar muitíssimo bem
com a titia/ Dinda dele \o/!!!
fico feliz por vc's!

beijo's meu e da Jú

Van mãe do Lorenzo disse...

Ai que dor no coração de pensar nos bebes tão pequenos e indefesos levando palmas de verdade no bumbum pra dormir... e essas maes que não tem outra escolha alem de confiar nessas pessoas...
Que bom que deu tudo certo com sua irmã e ela é a madrinha, segunda mãe do seu filhote, quer melhor que isso??
bjinhos

*Lissandra* disse...

Nossa Rose que Bom que vc conseguiu resolver essa situação! nossa eu estour no mesmo barco mais a minha esta complicada nao conseguir resolver ainda!! mais Deus ajude que consiga resolver logo! Bjs

Milla Muglia disse...

Que bom que voltará pro trabalho com as coisas resolvidas! Ninguem merece pendencia martelando na cabeça, ainda mais se tratando de filho!
Boa mudança pra vcs!
Bjkas!

Ana Claudia de Moura Becker disse...

Benza a Deus sua história! Que ótimo que as coisas se acertaram e estou torcendo para sua volta ao trabalho ser o mais tranquila possivel.
bjss

Tati Carmo e Melo disse...

Que bom, Rosi que conseguiu resolver a questão! vai dar tudo certo, com certeza.

Eu sou paulistana e sei bem o qto é difícil a correria por aí. Mas vai valer a pena.

Qto aos valores de escola, tb pago o mesmo que vc viu nas pesquisas. As escolas que cobravam menos não me agradaram.

Que bom que as coisas estão se ajeitando. Dia 11 está chegando, mas vamos (TEMOS!!!) trabalhar com o coração tranquilo.

Beijosss

Lilian Dacorso disse...

É realmente uma grande agonia este momento, quando chegou este momento aqui em casa, acabei conseguindo dar entrada em seguro doença, e fiquei em casa direto com a minha filha. Depois de 6 meses de auxilio, ele foi negado, não retornei para meu anigo emprego, fui demitida, e resolvi ficar com minha pequena até ela completar 2 anos.
Sei lá, fui ter filha mais velha, e acho que por isto acabo ficando mais coruja.
Lilian
maelher.blogspot.com

Karin Petermann disse...

Rosi, que coisa mais boa, nada melhor que tomar uma decisão tão importante e ficar tranquila com ela, isso é realmente ótimo...

Boa mudança!!!

Beijos

Karin
www.mamaeecia.com.br

Priscila disse...

Perfeito!!!
Saudades desse mindinho, viu?
Bjs.