11 setembro 2009

Da série: Gente que faz

ETERNA APRENDIZ

Poucos se lembram de ter tido um pensamento positivo a respeito do dever de casa, mas a maioria reconhece que ele ensinou muito. A maioria reconhece também o papel de um educador para a formação do cidadão e da sociedade como um todo. Patrícia Pirota quis se tornar uma contribuinte, tornou-se educadora, um desejo seu e de seus pais. Ela não para, está sempre envolvida com novos projetos novos. Convidei-a para nos contar um pouco de sua vida acadêmica.


* Então você é uma amante das Letras. Conta pra gente como isso começou.
Desde criança, quando perguntada sobre o que seria quando crescesse, dizia que queria ser professora. Sempre fui uma das mais nerds da escola, porque era muito tímida, e tinha dificuldade de me relacionar com os outros (imagina isso?!), o que me fazia recorrer aos livros como amigos. Aos 12 anos eu era auxiliar dos professores na escola em que estudava. Aos 14 comecei a dar aulas particulares. E aos 16 comecei a lecionar Inglês para alunos de Supletivo, que foi a primeira vez que dei aula de verdade. A única coisa que quase me desvirtuou da faculdade foi o futebol [sou são paulina até o último fio de cabelo!]. Joguei futebol dos 12 aos 20, e se não fossem meus pais, eu teria ido pra São Paulo jogar como profissional. Mas eles me fizeram entender que meu lugar nesse mundo era dentro das salas de aula, e essa é uma das tantas coisas pelas quais lhes devo gratidão. Na inscrição do vestibular, fiquei em dúvida entre Física e Letras, porque sou daquele tipo de gente esquisita que ama tanto exatas quanto humanas. Mas o meu histórico de leitora, e aspirante à escritora não me deixou outra opção. Além disso, não posso negar a influência que o filme "Sociedade dos Poetas Mortos" exerceu sobre mim. Entrei pra faculdade de Letras e confirmei que aquele era o meu lugar. Minha paixão por Literatura aumentou, e descobri uma nova paixão, o Latim. Fui monitora de Latim por 4 anos, e cheguei a dar aula de reforço na faculdade. O início como professora foi muito difícil, mas fui, devagarinho, conquistando meu espaço. Não foram poucas as vezes em que os inspetores brigaram comigo, quando me viam no corredor, pois achavam que eu era aluna. Até expulsa de banheiro dos professores já fui! Ah sim! E teve uma vez que tive que pular o portão da escola pra dar aula, já que o guarda não queria me deixar entrar de jeito nenhum, porque o estrupício jurava que eu era aluna! Tive que vencer o preconceito dos professores mais velhos, e dos próprios alunos. Mas como sou turrona, não desisti. E quando vi, já era uma professora "de verdade".

* O que compensa o ofício de professor?
Ser professor é um presente. Pra alguns pode ser um presente de grego, mas pra mim é um grande presente, daqueles que vêm embrulhados com laço vermelho e tudo. Não é exagero dizer que cresci dando aula, mas não me arrependo de ter começado tão cedo. Até hoje, quando piso em uma sala de aula, sinto como se estivesse entrando em outro mundo, um mundo só meu. É claro que pra ser um bom professor (como pra ser qualquer coisa na vida) a gente precisa de uma dedicação descomunal. Principalmente quando o tresloucado resolve dar aula em três períodos. Hoje acho que deveria ser proibido um professor trabalhar em sala de aula mais do que 40 horas semanais. Me lembro de sair de casa às 5 e meia da manhã, e só voltar à meia-noite. De segunda a sexta. Só não consigo lembrar como eu conseguia ter pique pra isso. No fundo acho que era a tal "vontade de mudar o mundo". Porque professor que é professor tem em si essa latente vontade de melhorar o mundo, do contrário, não dedicaria sua vida ao ensino. Todo mundo sabe que professor não trabalha apenas quando está em sala. E é raro o governo que paga essas "horas extras", que nos comem os feriados, os fins de semana e as horas de sono. Quem escolhe a profissão, já entra sabendo disso. Por isso acho que existe um dom escondido, bem lá no fundo, que faz com que a gente releve a falta de bons salários e a precariedade do nosso sistema educacional, e se doe de braços e alma abertos pra esse ofício. Além disso, o brilho que eu vejo nos olhos dos meus alunos me faz esquecer qualquer coisa ruim. E tem também o reconhecimento do nosso trabalho por parte do próprio aluno, que é essencial. Esse ano fiz estágio (porque sou bolsista) em uma turma de Design da faculdade. Ao terminar de dar uma aula, muitos alunos vieram me elogiar, e dizer que eu tinha nascido pra ser professora, e que haviam adorado minha aula. Mas eles não sabiam que aquela não era a primeira vez que eu havia dado aula. Pra eles, eu tinha acabado de começar. E acho que isso é uma coisa que o professor deveria conservar: a alegria, a energia e o frio na barriga da primeira aula. Assim, a gente não se deixa abater pelo tempo e mantém o brilho nos nossos olhos e nos olhos dos alunos.

* Como lidar com o fato de seguir uma cartilha? Onde fica a criatividade/autonomia do professor?
Eu sou suspeita pra falar sobre isso porque nunca segui apenas ao livro didático. Sempre criei minhas próprias apostilas. Abusei de recursos como o retroprojetor, o vídeo e o aparelho de som (porque eu sou velha, né. Demorou pra chegar o computador na escola...). E também sempre usei os próprios alunos como instrumento didático. Fazia jogos, teatros, debates, passeios. Mas nunca me prendi à cartilha. A não ser em escolas particulares, nas quais o professor é obrigado a seguir um currículo muito restrito. Aliás, na maioria das escolas particulares autonomia é uma coisa que não existe para o professor. Por isso prefiro as escolas públicas. Pois, apesar da falta de recursos materiais, há um mínimo de autonomia, ou ao menos havia. Quando decidi dar um tempo do magistério, em 2007, o fiz porque percebi que a educação havia se tornado, de uma vez por todas, apenas mais uma peça do jogo político. E que o ensino havia sido posto de lado em favor dos números vazios e das verbas destinadas às escolas.

* Sabemos que educação e violência infelizmente resolveram andam juntas. Como mudar essa situação?
Essa é uma questão que assombra todos aqueles que trabalham com educação. É muito complicado saber o que fazer porque hoje em dia existem tantas leis a favor de alunos, que é capaz de o professor querer ajudar e acabar sendo preso. Na maior parte do tempo em que dei aula, trabalhei em escolas de periferia. Já tive revólver apontado pra minha cabeça. Já vi aluna quase ser morta na porrada por outra. Já enfrentei uma rebelião na escola, em que os alunos queimaram as cortinas e quebraram tudo. Já separei briga. Já fui buscar aluno sentado em cadeira de boteco. Já ouvi mãe reclamando que apanhava do filho de 14 anos. Já tirei aluno bêbado e drogado de sala de aula. Coisa que a maioria acha que só acontece em filme americano. Mas eu sempre fui muito linha dura. E ao mesmo tempo muito amiga. Não era raro eu sair puxando um adolescente de 15, 16 anos pela orelha, do corredor até a sala de aula. E eles nunca reclamavam, ao contrário, abaixavam a cabeça quando eu falava. Sempre ouvi que eles me respeitavam porque eu os respeitava. Pra mim, há três coisas das quais os jovens precisam muito e em doses iguais: carinho, respeito e autoridade. Acho que os professores perderam o respeito por si mesmos e pelos próprios alunos (claro que aqui falo daqueles professores que conheci, sem nenhum tipo de generalização). Se você não respeitar o aluno como pessoa, mostrando que ele tem valor, e que ele tem sim um bom motivo pra ir à escola, ele vai acabar degringolando. No mundo ideal, os alunos deveriam aprender os valores em casa. Mas, infelizmente, nosso país está longe de ser ideal. Então acho que o professor tem que ter consciência daquilo que acontece fora da escola, pra então dar um jeito dentro dela. E acredito piamente que o respeito é aquilo que pode salvar a maioria dos alunos e diminuir consideravelmente a violência dentro da escola. Não só o respeito de professor para aluno, mas de pessoa para pessoa. A violência começa quando o aluno não tem mais nada a perder, pois ele já perdeu o respeito por si próprio. E acredito que uma das funções do professor é ajudar o aluno a se (re)construir como cidadão, e não só ensinar a ler e fazer conta.

* Por que fazer um mestrado?
Quando entrei na faculdade fiz planos de fazer mestrado, doutorado e Phd seguidos. Mas, infelizmente, não havia mestrado, na minha área, na cidade onde eu morava, e não tinha condições financeiras de me manter em outra cidade. Passei no concurso e acabei me acomodando. Quando tive a crise e desisti de dar aula, voltei a pensar em continuar estudando. Num plano mirabolante com um amigo de infância, escolhemos Curitiba, e viemos pra cá, com uma mão na frente e outra atrás. Ao pesquisar sobre os cursos disponíveis, encontrei o Mestrado em Tecnologia da UTFPR. Como a maioria das pessoas, eu associava tecnologia com inovações técnicas. Mas depois de ver o currículo deles, e descobrir que aquela que é minha orientadora hoje trabalhava com história em quadrinhos, me encantei. Participei do processo seletivo e tive o prazer de entrar. O Mestrado mudou muito minha visão acadêmica. Aprendi a ser pesquisadora, coisa que, infelizmente, não se ensina tanto quanto se deveria na universidade. Além disso, a convivência com outros pesquisadores é extremamente enriquecedora. Mas descobri que o Mestrado rende frutos diferentes das Especializações ou MBAs. O Mestrado tem como objetivo formar pesquisadores, desenvolver os estudos da academia. Enquanto que as especializações são voltadas para o mercado de trabalho, para o desenvolvimento da prática profissional. Mas eu acredito que o profissional tem que escolher um caminho, e baseado nele escolher a melhor Pós-Graduação. Eu prefiro o Mestrado porque quero ser pesquisadora e incentivar a pesquisa. Não quero aplicar a teoria na prática. Minha dissertação é sobre as adaptações para os quadrinhos feitas com base no conto "O Alienista", de Machado de Assis. Eu procuro, através da análise da Literatura e da História em Quadrinhos, criar um diálogo entre o passado e o presente, como forma de discutir sobre as tecnologias do corpo, a apropriação do espaço, o sistema psiquiátrico, a linguagem dos quadrinhos. Minha pesquisa não tem influência direta sobre meu ofício de professora. Mas descobri que a minha paixão pela pesquisa está no mesmo patamar que minha paixão pelo magistério. E uma coisa que deve ser ressaltada é o apoio da CAPES e de outras instituições que fomentam a pesquisa, como o CNPQ. Não fosse a bolsa de estudos que recebo da CAPES, eu não teria condições de fazer o mestrado. Além disso, poder ser estudante como profissão remunerada é uma delícia!

* E os planos para o futuro?
Não tenho certeza de muita coisa, mas tenho cá pra mim que não vou nem casar nem comprar uma bicicleta. Pretendo terminar o mestrado e fazer doutorado. Quero passar o resto da vida pesquisando e escrevendo. Por falar em escrever, estou escrevendo um livro, que fala sobre relacionamentos entre família, amigos, amores, mudanças. E enquanto não termino, acendo uma vela pra cada santo pra encontrar uma editora que o publique. Se pudesse, também viveria como escritora, pois foi o modo que encontrei pra me comunicar com o mundo. Cada palavra minha é como se fosse uma filha, e quando elas criam vida, fico faceira como mãe que vê o filho aprendendo a andar. Além disso, tem o meu blog, que considero uma extensão de mim, e ao qual quero dar mais atenção. É quase certo que eu volte pra sala de aula no ano que vem, pra poder dar um tempo e escolher bem onde vou fazer o doutorado. E pra ganhar dinheiro também, porque sou filha de Deus. Além disso, tenho planos de fazer projetos de educação e cultura pra ajudar os jovens carentes. Sinto que preciso ajudar de forma mais concreta na melhoria do mundo. No mais, quero ser feliz. Espalhar minhas palavras e meus sorrisos pelo mundo. E fazer minha vida valer a pena.

Patrícia tem um blog ótimo com histórias e impressões suas da vida cotidiana. Bora conhecer? Aqui.

21 comentários:

Fabiana disse...

Olá Rosi, mais uma entrevista fantástica né?
Já conhecia a Patrícia, visito o blog dela e sou seguidora, gosto dos textos, suas idéias e seu modo criativo e espontâneo de escrever.

--
E Patrícia, que o mundo dá voltas dá né? fico feliz quando vejo pessoas que dão o sangue no que gostam e sentem prazer. Estudam sempre para não parar no tempo.
E escrever um livro? Sabia que acho o máximo?

Tens muito futuro e és muito simpática.

Bjs

Jane Murback disse...

Adorei a entrevista da Patrícia , e queria destacar a última parte onde ela fala que terá que batalhar bastante pra ver o livro publicado. Calhou com uma conversa que tive ontem, porque recebi um convite pra ir num lançamento de um livro nada a ver, numa livraria bam bam aqui de sampa. O dinheiro compra tudo mesmo, confirmei o que eu já sabia!
Porque o que tem de gente boa escrevendo e que sofre pra publicar e lançar, só por Deus!

Bjo

Estúdio de Design disse...

Rosi, adorei a entrevista! Ótimo escolha, não só pela entrevistas, mas pelo tema!

Patrícia,
Parabéns pela coragem! Sou filha de uma educadora (deu aula a vida inteira no ensino público também) e sei como é difícil este dia a dia, precisa ter dom, vontade e coragem. Sobre o mestrado, passei por isso também, a quatro anos atrás. Tive um momento de inquietação e como sempre soube que este era o meu caminho, fui fazer mestrado. Sempre amei pesquisar, ler, mas queria aprender a traduzir isso em produção. Estudei muito, escrevi também, chorei muito (nos atendimentos com meu orientador) e o mestrado saiu em três anos. No limite. Fiz trabalhando em uma empresa, então escrevia e lia nas madrugadas... Não me arrependo em nenhum minuto dos momentos difíceis. Agora quero começar a dar aulas (filha de peixe, peixinho é), mas também quero continuar com a minha prática profissional.
Vou começar a acompanhar o seu blog... gostei muito de como você escreve!
Parabéns!
Beijos,

Patrícia Pirota disse...

Rosi!
Muito obrigada mais uma vez pelo convite, minha querida!
Estou muito orgulhosa de estar aqui, em seu Mundão =)

Às meninas que comentaram, agradeço imensamente! Vou responder a cada uma em seu devido cantinho.

Beijão pra todas vocês!!!

Fla disse...

Oi Rosi, oi Patrícia.

Puxa que história legal a sua Patrícia. Eu sou apaixonada por educação, e sempre digo que se o bichinho da sala de aula te morde, você dificilmente conseguirá viver sem aquilo.

Acho que ser professor ou trabalhar com educação, é exercer antes de tudo a sua capacidade de se doar e de se abrir para aprender.

Parabéns Patrícia.
Beijos,
Fla

Cláudia Ramalho disse...

Que entrevistada ilustre!
Amei saber um pouco mais da história da Paty... A acompanho pelo blog, há alguns meses, mas parece que a conheço há anos!
Quem dera todos os professores fossem apaixonados e talentosos como ela!

Um abraço, Rosi e Paty.

Cláudia.

Ciça Freire disse...

Vc guarda um segredo? Ultimamente tenho uma vontade secreta da dar aula. sei lá, já tive tantas vontades que dão e passam que essa aqui fica em segredo. E ler sobre essa paixão só aumentou minha vonyade. Quem sabe essa não é uma daquelas que vem, ficam e mudam o curso da nossa vida?
Bjo, Bjo!!!
Ü

Debbys disse...

adoro a Patrícia!! isso que é exemplo!! muito legal sua iniciativa de fazer a entrevista! adorei!!
bjin

Lucia Laureano disse...

Meninas,

Amei a entrevista! Ambas estão de parabéns!

beijos,

Denise disse...

Parabéns, Patrícia!

Também dou aulas e adoro! Sinto-me feliz quando estou em sala de aula, parece que é um encontro comigo mesma.
Sem dúvida, é preciso muita vocação pra exercer uma profissão tão bonita.

Beijos

Santinha disse...

Rosi a entrevista foi show e acho que vc. fez muito bem em convidar a Patrícia.
É de pessoas como ela que nossas crianças precisam... Gente que realmente ama o que faz!
Não sou professora, mas convivi durante anos ao lado da minha ex sogra que era dessas professoras que não existem mais (agora soh sei da Patrícia).
Ela costuma ser procurada com freqüência pelos seus alunos e ex alunos e atendia a todos como se fossem seus filhos. Falavam de tudo.
Quando era dia do professor ou mesmo seu aniversário, ex alunos, hoje alguns doutores, ligavam para ela e alguns continuam ligando até hoje.
Vivia sendo convidada por colégios renomados aqui em São Paulo, mas dizia ser mais útil ensinando em escolas de pessoas mais pobres.
É professora de Geografia e História. Teve uma carreira brilhante já aposentou, mas continua trabalhando e inventando coisas para a área.
Agora nesse instante escrevendo aqui para vocês, acabo de perceber o quão fundamental foi para o meu filho do meio aquela convivência tão especial.
Hoje o garoto manda super bem na carreira de jornalista, e ama o que faz.
Acredito em pessoas de talento verdadeiro, nato. Ensinar é um dom mesmo!
Parabéns!

Priscila disse...

Oi, Rosi!
Adorei a entrevista. É uma pena que os professores tenham que passar por situações tão arriscadas quanto as que a Patricia descreveu.
Bjs.
Pri

Fabi Carvalhos disse...

Oi, Rosi! Que ótima surpresa! Ando sumida da web e hj ao vir te visitar me deparo com este rostinho sonhador e um texto tão maduro, cheio de coragem e amor, sim pq sem ele a gente não chega à lugar nenhum, né? Tem q ter paixão, tesão, vontade de mudar, ser persistente e decidido. Qualidades que não faltam neste minina super boa! :) Por falar em super, a Pati não está parecendo o Clark Kent de saias? :) Tá liiiinda! Beijão, Fabi.

Elaine disse...

Sempre me arrepio ao ver (neste caso, ler) pessoas que simplemente amam o que fazem e o fazem com a maior dedicação do mundo.
No começo deste ano, a professora do Gabriel se apresentou a nós e me emocionei com suas palavras, porque pude sentir que eram sinceras, quado ela dizia o quanto ama o que faz. O mesmo sento na entrevista da Patrícia. Achei interessantíssimo o que explicou sobre Mestrado, nunca poderia imaginar...

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Rosi, estou em falta. Passo por aqui todos os dias, mas nos últimos dois dias estive trabalhando em uma encomenda, que se der tudo certo, terei uma surpresa super legal para contar à todas.
Vou agora ler o que perdi nestes dias que não te visitei.

Bjs, Elaine

Nana disse...

Uma das profissões que eu quis ser... mas não consigo escrever na louça e naquela época não existia nada para ajudar como hj rs
Rosi, fiz um blog novo http://vovomocinha.blogspot.com/
Espero vc lá!
Bjss

Uma Mulher de Fases disse...

Oi Rosi, adorei a entrevista, não consegui ler ontem, pois estava atribulada pra sair de férias!
Recebeu meu e-mail?
Bem, eu acho que ser professor é realmente um desafio, hoje não são tão respeitados como deveriam e o sentimento que a Patrícia demonstra é de emocionar!
Vou passar no blog dela e deixar meu comentário!!

Beijos!!!

Cláudia Ramalho disse...

Rosi, Sampa seria uma das cidades em que eu viveria muito bem, por causa de suas comodidades... amo todas as opções culturais, de lazer e compras que a cidade oferece. Mas eu morreria de saudades daqui. O trânsito é ruim mesmo, mas pelo menos vcs têm o metrô, né?

Beta Bernardo disse...

Muito, muito boa a entrevista!
Patricia é mulher com conteúdo, né???
Gosto muito do blog dela e acho que vc acertou na mosca mais uma entrevista. Muito bom saber que ás sextas tem gente boa passando por aqui.
Tô meio sem tempo de blogar, por isso tô sumida dos comments... mas assim que a rotina se ajustar tô de volta.
Bjks, Beta

Luma disse...

Patrícia, gostei de saber mais um tanto sobre você e parabéns Rosi, pela iniciativa!

Sou filha de educadora e também fiz magistério, mas a minha vocação não é para salas de aulas, mas compreendo quem tem a força, a aura divina de doar o sangue para ensinar.

Quanto a publicar o livro, as coisas mudaram, viu? Uma editora não vai te achar, porque ela está com filas para análise e é melhor procurar uma editora independente. E respondendo para a Jane, sim, o dinheiro abre portas, mas não só portas! Dinheiro é tudo quando se quer realizar sonhos! (pegou mal isso? ohohoh bem-vinda realidade!) O que tem que achar é uma editora idonea e fazer um orçamento, só!

Parabéns pela entrevista e por ser quem você é! Beijus

Luci disse...

Pela manhã enquanto tomava meu café, li a entrevista e voltei agora para comentar.

Patrícia, que lindo esse seu amor e dedicação pelo magistério. Pela entrevista a gente conhece a pessoa maravilhosa que vc é. Parabéns e muito sucesso e alegrias na sua vida.
bjuss

Rosi, obrigada pela linda entrevista.

bejão

Ana Carolina Peixoto disse...

Amiga, já te falei que eu amo essa série, né? Muito legal conhecer a história da Patricia!

Bjs,
tô em falat com vc! Mas tá muito hard o trabalho...