28 janeiro 2010

Cães e praia: coisas que não combinam

Aproveitei o feriado de 25/janeiro - aniversário da cidade de São Paulo - para ir à praia com a família. De quebra levei minha mãe para conhecer a cidade de Bertioga. A praia estava bastante agradável, sol na medida certa e muitas crianças brincando na areia. Um fato curioso me chamou a atenção: uma família bastante grande levou para a areia dois cães da raça poodle que não paravam de latir e incomodar as demais pessoas. Inclusive, um deles fez suas necessidades fisiológicas na areia, muito próximo a duas crianças que construíam seus castelinhos. O pai das crianças foi reclamar com o dono dos animais que foi extremamente grosseiro, falando em tom bastante alto que "os incomodados deviam se mudar". O senhor em questão, além de lhe faltar educação, falta conhecimento do risco que tem levar animais à praia. Se você, como ele, leva seus bichinhos fique sabendo que esta é uma prática nada bem vista pelas autoridades sanitárias e pelos veterinários de um modo geral. As razões para tanta preocupação dizem respeito aos acidentes que ocorrem em praias e outros locais públicos envolvendo animais que geralmente passeam soltos e acabam podem ferir alguém; à possibilidade de transmissão de doenças que podem afetar as pessoas e também pelo aspecto da própria saúde do animal, às vezes apresentando problemas pelo excesso de calor, ingestão de restos de peixes e crustáceos, areia ou água salgada. É certo que a praia é um lugar público, no entanto, nem sempre democrático. Não existe uma etiqueta a ser seguida, mas o que vale nesta hora é a educação e o bom senso para que ninguém saia prejudicado. Portanto, se você vai curtir um final de semana na praia, não leve seu bichinho. Deixe-o com alguém de sua confiança ou, se for imprescindível, inclua-o na viagem mas o deixe longe da areia. Seu bichinho e os banhistas agradecem.

11 comentários:

Verônica Cobas disse...

Oi, Rosi

Não sei se você já ouviu falar, mas aqui no Rio, das metas de verão do Prefeito Eduardo Paes, a mais polêmica e, ao mesmo tempo, a que mais recebe verbas no início desse ano é o chamado Choque de Ordem. Na versão praia do Choque de Ordem, os barraqueiros foram obrigados a padronizar suas barracas, estão probidos os alimentos que não estejam industrializados e embalados, o frescobol, o altinho ( uma tradição aqui no Rio) e os cachorros na praia. Na verdade, cachorro na praia é proibido desde sempre, mas agora cabe punição e multa. Se eu acho todas as medidas antipáticas? Sinceramente, não. Algumas delas são meros factoides: como a decisão de proibir a venda de mate e limonada em galão. Aqui no Rio, isso é tão ícone da cidade como o Cristo Redentor e o Pão de Açucar. A pressão foi grande e ele voltou atrás. Existem vários outros exageros limitantes à atividade de quem vive da e para a praia, mas animal da areia - mesmo para mim, que amo o meu cachorro - é prática incivilizada, desrespeita o direito de quem tem medo e ignora o fato de que eles são seres cuja racionalidade não é desenhada no padrão humonoide.
Esse cidadão de quem você fala no texto, merecia uma vaia sonora, daquelas que intimidam e envergonham.

beijo grande, querida

Priscila disse...

Rosi,

Eu não me incomodo com cachorro na praia, exceto se estiver fazendo necessidades na areia ou se estiver incomodando com latido ou solto, sem coleira. Não vejo mal num cachorro que está na coleira, não late nem ameaça ninguém e que está treinado pra não sujar a areia. Mas é difícil separar esses daqueles cujos donos são mal educados. Assim, pra fazer justiça, todos deviam ser proibidos...
Bjs.

Shilola disse...

Lamentável...
Por mais que eu ame meus bichinhos, praia não é lugar pra eles puxa vida!
Bjocas queridona!
Carol

Raquel Cecília disse...

Xiii... Não sei não, acho que vou ser do contra agora.

Sinceramente não acho que praia não seja lugar para cães, mas obviamente que com muitos cuidados sendo adotados.

Primeiramente, se não pode controlar seu cão e se ele não está equilibrado (calmo e submisso ao dono) não se deve leva-lo para não acontecer o que aconteceu com você. Depois, existe o bem estar e saúde do animal, então acho que também passar o dia todo lá com o pobrezinho não tá certo. E um fato que não deveria ser adotado só na praia, mas em qualquer lugar do portão da casa do dono para fora: o cão fez sujeira, recolha e jogue no lixo. Para mim, se isso acontecer na calçada da porta da casa do dono, ele já tem que limpar a partir dali.

Então acredito que se o dono tiver seu cão equilibrado e sob controle (não concordo em libertar da coleira), não passar o dia todo na praia e limpar a sujeira, não tem muito o que incomodar né?

Mas uma medida que acho justa e muito inteligente, é o que se faz nos EUA: praias específicas para a circulação de cães, tipo as de nudismo que temos aqui. Os donos de cães vão para lá e a praia fica cheia de cães. E lá os donos também têm a responsabilidade de limpar a sujeira, porque se não limpar os fiscais da praia o banirão. Isso até apareceu naquele filme Marley e Eu.

Não é uma boa idéia?

Obs.: Você recebeu meu email no final de semana?

Bjinhu

Fla disse...

Ai que delícia Bertioga... quero tentar ir pra colônia do Sesc novamente este ano.

Bom, concordo e assino embaixo. Praia e cachorro (ou qualquer bicho de estimação) não combinam mesmo. Acho que todo proprietário de animal deveria pensar duas vezes antes de levar o pobre do bichinho pra areia.
Bjs

Katia Bonfadini disse...

Rosi, apesar de amar cachorros e de eles terem muita liberdade (muita mesmo!) e circulação livre na casa da minha mãe, acho um absurdo levar cães para a praia por todas as razões que você citou. Vai que um cachorro cisma em morder uma criança? E fazer xixi na areia? Não dá pra controlar isso... acho que é uma falta de respeito com os outros frequentadores. Bjs!

Lidiane Vasconcelos disse...

Eu acho que cachorro na praia é meio nojentinho... todo mundo sabe que o cachorrinho pode passar doença para a gente, né? Falta de consciência de quem leva, eu acho...

Salvo se for um cachorro muuuuuuito bem educado. Será que é possível???!!!

disse...

Rosi, tudo bem?
Deixei um post lá no blog, avisando sobre a nova turma do curso 10.000 Mulheres que será realizado este ano pela FGV.

Depois dá uma olhada, pois talvez seja bacana divulgar para os seguidores aqui do Mundinho também, né?

Super beijo

Luma Rosa disse...

Que povo sem noção! Aqui na minha cidade, os salva-vidas são instruídos a advertir os banhistas que levam os animais à praia a retirá-los e se negarem, multa! Meia salgadinha, por isso ninguém afronta os bombeiros.
Que os animais passam doenças para nós todos sabem, mas alguns proprietários de animais se esquecem que os próprios podem contrair parasitoses e doenças dermatológicas. Eu não levo meu cão à praia de modo algum, nem na baixa temporada.
Susi, obrigada pelo comentário e carinho lá no "Bicha Fêmea"! :=))) Beijus,

Uma Mulher de Fases disse...

Rosi, eu não acho que cachorro e praia combinem, vou até fazer uma comparação absurda: o Gabriel, quando menor era super ativo, não parava um minuto sequer, e eu sabia que com isso eu não ficaria tranquila e nem quem estivesse a minha volta, então eu simplesmente evitava as praias, agora ele já fica mais quieto, brinca, vai na água com supervisão.
Mas cachorro não dá, por mais ensinado que seja, jamais sabemos como o animal vai reagir à algum barulho, estímulo, enfim.
Pra mim este dono é um animal mais irracional que os próprios cachorros.
Eu no lugar do pai que ouviu o dono, chamaria a polícia, ou salva-vidas, qualquer um que pudesse tirar o animal da praia...ou seja, o dono, de preferência com os cachorros!
Ih, eu de TPM sou o cão..rs
Beijos

P.S. Queria depois dar uma sugestão pra entrevista de sexta - puro nepotismo!
Beijos

Casa de Catarina - lelê disse...

Rosi,
concordo com vc... me incomoda um pouco.
Beijos!
lelê