18 setembro 2009

Da série: Gente que faz

UMA SEGUNDA CHANCE

Num mundo perfeito, homens e mulheres se casariam e viveriam felizes para sempre. Porém vivemos num mundo que está longe da perfeição. Muitos casamentos simplesmente não duram por uma infinidade de motivos e acabam em divórcio. Ambos, em sua maioria, saem desse relacionamento machucados e decididos a não se relacionar novamente. Sheila Rufato pensou diferente, não generalizou o fracasso de seu primeiro relacionamento, foi à luta, encontrou o amor da sua vida e construiu uma família feliz. Aqui ela nos conta de onde veio tanta determinação.


Sheila e sua linda família: o marido Carlinhos e as crianças Raphaela e Gabriel


*Conta pra gente como foi seu primeiro casamento?
Quando conheci o meu ex-marido, acreditei que tinha encontrado o meu príncipe encantado, era exatamente como eu tinha sonhado, o estereótipo que eu julgava perfeito pra mim. Nos conhecemos num chat e poucos dias depois pessoalmente, terminei um namoro de 1 ano e meio pra ficar com ele, achando que tinha encontrado a felicidade. Nos casamos um ano e três meses depois do começo do namoro, cedo confesso, mas era o que queríamos, pra mim foi uma chance de viver a vida longe dos olhos atentos dos meus pais, de viver aquele amor que parecia eterno. O casamento foi lindo, o vestido era o dos meus sonhos, a cerimônia foi breve, a festa divertidíssima. Adorei o fato das “tias” ficarem procurando uma possível barriga na minha cintura de boneca! Afinal, quem hoje em dia se casa aos 17 anos por amor? Eu casei.

*Como se sentiu quando percebeu que tudo havia terminado? Quais decisões tomou?
Eu não senti que as coisas tinham terminado, sabe quando a gente se acostuma com a vida que leva? Pois é, nos acostumamos a companhia um do outro, tínhamos nossa vida apartada e não mais fazíamos as coisas cotidianas juntos, tinha dia que mal nos víamos por causa do trabalho, sofri um aborto, isso também nos abalou muito. Ele achou que devíamos ter um casamento mais “moderno”. No medo de fracassar e dar razão à todos que diziam que não ia durar, concordei com esta falsa liberdade que teríamos, não sabia, mas naquele dia, assinei o meu divórcio.

*Nessa fase, você contou com qual ajuda?
Não tive ajuda de ninguém, nunca contei à ninguém sobre nada disso, eu não queria que as pessoas pensassem que eu não estava feliz, que a minha decisão tinha sido errada e que meu sonho estava acabado. Decidi por conta buscar novos caminhos, minha independência, ganhava razoavelmente bem, tinha um carro no meu nome e decidi então tirar a carteira de motorista, desta forma eu achava que precisaria ainda menos dele pra poder fazer coisas simples, como ir ao mercado, shopping ou mesmo visitar minha mãe.

*E como conheceu o seu marido atual?
No Réveillon de 2002/2003, tivemos (eu e o ex) uma discussão, exatamente sobre eu dirigir, e foi aí que decidi entrar numa autoescola, me matriculei dia 06 de Janeiro de 2003, comecei as aulas teóricas em 08 de Janeiro. Cheguei cedo, empolgada, sentei na última fileira, olhei pro lado e vi um cara normal, mais velho, com uma roupa despojada, um jeans surrado, ele entrou mancando na sala, nossos olhares se cruzaram e fomos nos acompanhando até ele ficar de frente pra mim, ficamos sem jeito, mas nos olhávamos durante toda a aula. No terceiro dia de curso, estávamos conversando entre alunos e ele chegou, não me lembro o porquê, mas ele disse que havia falado de mim pra recepcionista do local, e eu perguntei o que havia falado, ele me disse: “Eu disse à ela que havia uma mulher linda na sala de aula” e a recepcionista cogitou: “Carlos, já pensou em passar uma noite com esta mulher?” E ele devolveu: “Ela não é mulher pra uma noite, ela é mulher pra vida inteira”. E ele foi contando isso com a maior naturalidade, na frente de todo mundo pra quem quisesse ouvir, eu fiquei morrendo de vergonha, nunca tinha ouvido nada tão lindo, sem jeito, dei um beijo no rosto dele e agradeci. Fui pra casa pensando nele, naquele homem que não era loiro (na época era o meu fraco), não era muito preocupado com as roupas, tinha até um semblante sofrido, mas era lindo, tinha uma beleza que me atraía. Sonhei com ele, pensei nele o dia todo no trabalho. Três dias depois acabou o curso, hora de nos despedirmos. Foi difícil, achei que não fosse mais vê-lo, apesar de morarmos no mesmo bairro.

*Quando descobriu seus sentimentos por ele?
Recebi um telefonema no trabalho, que eu havia passado no exame escrito e já poderia marcar as aulas, eu reconheci a voz dele, avisei que iria no final do dia marcar as aulas. Qual a minha surpresa quando cheguei e ele estava lá (pois a Autoescola era de um amigo dele que o chamou pra dar umas aulas enquanto não contratava outro instrutor)? Marquei minhas aulas, nelas, chorei, desabafei e contei todas as minhas mágoas, ele no começo, me incentivou a ter uma conversa franca com o meu então marido, eu o fiz, mas as coisas já tinham acabado. Contei a ele que não tinha mais jeito, ele então decidiu me contar os sentimentos dele e aconteceu naturalmente, saímos um dia com um pessoal do Curso, fomos numa pizzaria e nada aconteceu, na volta, estávamos conversando e ele disse que tinha muita vontade de me beijar, e eu perguntei por que ele nunca tinha me beijado e ele respondeu: “Eu estou te respeitando”. Sabe qual foi a minha resposta? “Talvez eu não tenha pedido pra ser respeitada!” Nos beijamos. Ali eu já o amava, ele soube antes de mim. A partir daquele momento, resolvemos ficar juntos, me separei, foi difícil, enfrentei a minha família, fiquei sem contato eles por dois meses, perdi o estágio, tranquei a faculdade, larguei um marido de 22 anos pra ficar com um homem de 35, que não tinha nada, casa, carro, salário bom, nada disso, era um cara simples, mas que fazia eu me sentir mais mulher segurando a minha mão e andando pela rua, do que o ex, nos momentos mais íntimos que tivemos. Não consigo responder quando decidimos nos casar, tem que ser na próxima pergunta! (risos)

*E os frutos desse amor?
Num feriado de Páscoa, estávamos juntos, vendo TV, as coisas começaram a esquentar quando eu interrompi e disse à ele que não era um dia propício, estava fértil e não estava tomando medicação, sem proteção ao alcance das mãos, ali, cinco minutos antes, decidimos correr o risco, e naquele dia 18 de abril, 2 anos depois de eu perder um bebê no mesmo dia, o Gabriel foi concebido, com muito amor e carinho (e planejado sim, com cinco minutos de antecedência!!!). O Gabriel nos uniu, pois com tantas coisas indo contra nós, sem ver minha família, desempregada, sem estudar, vivendo na casa do Carlinhos, com a família dele, sob o olhar hostil e as palavras duras da mãe dele, eu chorava, chorava muito, mas vencemos os obstáculos, fomos morar com aminha avó, o Gabriel nasceu, trouxe vida pra nós, toda a magia, todo o sentimento de plenitude. E assim, no dia 26 de Dezembro de 2003, viramos uma família. (Fez as contas?). A Raphaela veio num momento delicado, eu que queria muito ser mãe já estava realizada com o Gabriel, mas sempre sonhei em ter uma menina, queria esperar o final da faculdade, mas no último ano....ela veio, cheia de graça e ternura, novamente o desemprego assolou nosso casamento, mas o Carlinhos é daqueles pais de família que saem e não voltam sem ter o básico pros seus, quantas vezes o vi sair às 06h30 e voltar às 23h30, dando aula direto pra garantir que tudo corresse bem e eu pudesse ficar o tempo mínimo em casa com nossos filhos. Ele ainda faz este horário às vezes. Foi difícil, mas superamos muitos obstáculos com amor, carinho, cumplicidade e lealdade. O Gabriel hoje é o sol da nossa vida, nos irradia com sua inteligência, sua perspicácia, seu sorriso safado e seu jeito carinhoso, só de lembrar do meu alemãozinho, meus olhos enchem d’água. A Raphaela é a lua lá de casa, calma, tranquila, nos transmite paz, seu jeitinho doce, meigo, aquele sorriso angelical, a menina dos olhos do papai. (Pronto, chorei!).Eles são a continuação do nosso amor, a perpetuação de um sentimento lindo que através dos filhos e netos que terão, será eterno. Costumamos dizer que filho não segura casamento, mas se feito com amor é uma aliança eterna entre o casal.Não nos amamos porque tivemos nossos filhos, tivemos nossos filhos, porque nos amamos (muito).

*Quais são os planos para o futuro?
Agora é focar na casa própria, saldar as dívidas que o primeiro casamento me deixou e ainda não consegui acertar. Após isso, fazermos uma cerimônia espírita para consagrarmos a nossa união diante de Deus e dos que nos querem bem, somos casados legalmente, mas sentimos falta de ter este momento, o bom é que vamos esperar a Raphaela crescer pra levar o pai até o altar, acho que vai ser bem legal, nossos filhos, nossas reais alianças vão participar do nosso casamento, da benção sobre nosso amor. A única coisa que posso adiantar é que no convite, não terá o nome dos nossos pais convidando para o nosso casamento, serão nossos filhos, convidando para o casamento dos pais, original não é?

*Pra você casamento é...
Pra mim é o cotidiano, é saber que não estou sozinha, que tenho alguém pra cuidar de mim e que eu posso cuidar também. É olhar todos os dias pra mesma pessoa e ter a certeza que fez a escolha certa. Se apaixonar é fácil, mas se apaixonar todos os dias pela mesma pessoa exige dedicação, conivência, compreensão, aceitação e doação. Eu ainda olho pro Carlinhos às vezes e penso que não mereço, que sou chata demais pra ele, mas já que Deus assim quis, me esforço todos os dias pra continuar merecendo a família linda que construímos e este amor que ainda me faz chorar quando falo, ainda me faz sentir frio na barriga quando ele está chegando, que faz o meu coração ficar apertado até ver que ele chegou em casa bem, que me faz estender o braço à noite e sentir que do meu lado, dorme, todos os dias, o homem da minha vida. Eu me casaria milhões de vezes novamente, desde que fosse todas com o Carlinhos, meu instrutor, meu amigo, meu namorado, meu marido, meu companheiro, meu amante e meu cúmplice. Eu o amo de uma maneira imensurável, ele é definitivamente o grande amor “das minhas vidas”.

Sheila é uma Mulher de Fases e nos mostra cada uma delas em seu blog. Quer conhecer? Corre lá.

32 comentários:

Cadinho RoCo disse...

Na dinâmica do amor a vida assume outra dimensão.
Cadinho RoCo

Nana disse...

Que fofo!!!
Concordo que casar cedo não é o ideal, a mulher precisa curtir o tempo que tem para assumir uma família.
Bjss para família linda!

Ana Carolina Peixoto disse...

Rosi, vc sabe que amo esse espaço de sexta, né? Adorei a história da Sheila! Tô aqui com os olhos cheios d'água!
Sheila, que família linda! Que amor! Torcemos por vcs e tenho certeza que a casa própria vem em breve! e não teria graça se fosse fácil, né?
Beijão, meninas!
Ótimo fds!
Carol

Elaine disse...

Rosi,
Já conheço a Sheila e posso dizer que ela me fez chorar com as palavras tão sinceras.
Vida longa ao casal. E parabéns a você pela ótima entrevista.
Beijos.

Priscila disse...

Linda entrevista! Bela história de amor. Inspiradora.
Bjs.
Pri

Fabiana disse...

Oi Rosi, que linda entrevista. Passar por cima de tudo e de todos por amor é maravilhoso. Adorei conhecer um pouco mais da Sheila.

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Pois pode tentar novamente tirar a carteira, eu não sou boa nisso não, mas sou enxerida. rsrs!

Elaine disse...

Fiquei aqui admirada com a coragem da Sheila e com seu poder de decisão.
Todos sabemos a cobrança que existe sobre nossas vidas: temos a tal idade certa para se casar, se for nova as pessoas pensam que estamos grávidas (como no caso da Sheila), se esperamos somos consideradas encalhadas. Quando casamos, logo vem a cobrança sobre filhos como se fosse uma obrigação, e logo depois que vem o primeiro já começam a cobrar o segundo...entre tantas outras coisas.
Decidir por nossa felicidade e ir contra as expectativas das pessoas ao nosso redor parece ser fácil à primeira vista, mas definitivamente não é, requer muita coragem.
Parabéns Sheila pela família linda!
Bjs, Elaine

Cláudia Ramalho disse...

Faço minhas as palavras de Elaine. A vida às vezes toma alguns caminhos tortos para nos levar à felicidade. Vida longa ao casal Sheila e Carlinhos.

O amor está no ar. Eu completo hoje 10 anos de casamento e fiz um post sobre isso.

O amor é lindo!

Beta Bernardo disse...

Ahhh... adoro a Sheila!!! Vou passar com calma mais tarde pra ler tudinho!!!!
Ótima escolha!
Bjks, Beta

Katia Bonfadini disse...

Rosi, mais uma vez uma ótima entrevista! Acho que você tem o dom de deixar as pessoas bem à vontade pra compartilhar suas vidas conosco. A Sheila parece uma mulher decidida que não pensou duas vezes em correr atrás da própria felicidade. Espero que esse relacionamento dure pra sempre! Biejos!

Raquel disse...

Ola, adorei...primeiro queria cumprimentar a dona do blog pela ideia da entrevista muito legal segunda a sheila pela sua historia de vida e muito linda parece aqueles filmes de cinema onde o final e feliz, desejo que realmente encontre a felicidade de agora em diante flor e que tudo de certo na sua vida pois voce pelo que consegui ver e uma pessoa que merece.
Blog: http://kriativa.zip.net
Bjosssss

Alethéa Casal disse...

Adoro as entrevistas!

Abraços, bom final de semana.

Aline França disse...

Conheço essa história meio de perto, mas fiquei sabendo de coisas que eu não sabia, e estou muito emocionada...adorei.

Sheila e Carlinhos só merecem o melhor...

Creuza Moura disse...

ADOREI!

Rosi, que familia linda, que história maravilhosa. parabéns pela publicação. parabéns a Sheila.

to sumida mas tô voltando.

beijos

Uma Mulher de Fases disse...

Rosi, fiquei super feliz com os comentários que "tivemos" até agora, me senti muito confortável com as perguntas e contei coisas que nem meus pais sabiam (risos), mas acho que já era hora de tirar algumas coisas debaixo do tapete e varrer pra sempre da minha vida!

Fiquei feliz em ver que todo mundo gostou da história, eu fiquei muito feliz em compartilhá-la, o Carlinhos leu e chorou muito, teve que parar várias vezes pra enxugar as lágrimas, creio que ele passa aqui pra deixar o comentário dele quando voltar pra casa!

Ah, eu vou viajar a semana que vem, mas deixei programado alguns posts e o de segunda-feira, falará sobre dirigir, é pra você mesmo, viu!

Mais uma vez, obrigada por ter me escolhido pra entrevista, você fez uma leonina feliz!! hahaha..

Beijocas!

Carlinhos disse...

Olá,

eu sou o Carlinhos marido da Sheila, tive muita sorte de Deus ter colocado uma pessoa tão especial no meu caminho e com certeza por ela lutaria a vida toda para poder ter um instante ao seu lado.
Não foi fácil para nenhum dos dois, mas com certeza foi muito compensador, temos um amor lindo um pelo outro e dois filhos que são a razão das nossas vidas.
Queria agradecer a Rosi por ter dado a oportunidade da nossa história fazer parte da vida de outras pessoas.
Só queria deixar um recado à todos, sempre vale à pena lutar por uma amor.

Claudia de Paula disse...

Muito linda essa historia de amor. Obrigada por compartilhar !


Bjs !

Estúdio de Design disse...

Rosi e Sheila,
Estou com lágrimas nos olhos... caramba! Me emocionou muito.
Acho lindo histórias de amor que superam as dificildades.
Fiquei também com frio na barriga quando você contou sobre como vocês se apaixonaram... coisa mais linda!
Parabéns!!
Beijos
Lele

Lucia Laureano disse...

Rosi,

A entrevista de hoje foi a melhor de todas que já li aqui no mundinho!!! Adoro histórias de amor e esta da mulher de fases é linda de morrer!!!
Parabéns a Rosi pela idéia da entrevista e a Sheila, pela linda história de amor e pela família encantadora.

Verônica Cobas disse...

Rosi e Sheila,

Também gosto muito de histórias de amor porque são histórias que contam dos sonhos que sonhamos e que fazemos acontecer. Porque ainda que coincidências e encontros inusitados marquem essas histórias, elas serão sempre o momento em que nosso olhar, mais iluminado, viu além do que nos é comum. Curioso como isso acontece e não apenas com os amores, mas também com os encontros fraternais.
Linda história, Sheila. Siga em frente e sempre da forma positiva, embora consciente, com que você optou cumprir seu caminho. Claro que de vez em quando o trajeto encontra dificuldades, mas o importante é para onde vamos e do qual não desistimos.

bjsssss

Casa Corpo e Cia. disse...

Que história bonita!
A vida dá voltas e nunca está tudo perdido.

Um ótimo fim de semana Rosi.

BjOs.

Re.

Fabi Carvalhos disse...

Eita, Sheila, que você e o Carlinhos, com seu comentário, me deixaram com lágrimas nos olhos. Que história linda!As dificuldades sempre existiram e algum momento de nossas vidas, cabe a nós enfrentarmos de cabeça erguida, levantarmos a poeira, e darmos a volta por cima, né, não?
Parabéns, Sheila e Carlinhos! Pelo amor dos dois, pela coragem, pelos filhotes, e pelas conquistas! Beijão, Fabi

Ah! Rosi! Parabéns pela entrevista! Linda, linda, linda! Beijão!

Fla disse...

Que lindo.
Muito emocionante sua história com certeza.
Que Deus abençoe a família de vocês!
Bjs

Santinha disse...

Sheila
Assim como você, respeitando aqui nossa diferença de idade e geração (Nós mulheres da minha geração, fomos pioneiras em nossas próprias vidas), também me casei pela primeira vez por amor, tinha 18 anos. Dessa relação que durou sete anos nasceram dois filhos.
muita água rolou por debaixo dessa ponte...

Aos 26, casei-me pela segunda vez achando que finalmente tinha encontrado o amor da minha vida. Dessa relação nasceu minha filha Ana Maria, tinha dois meninos e me senti a mulher mais feliz desse mundo.
Mas o destino mais uma vez me pregou uma peça e acabamos nos separando.
Achei que nunca mais fosse me interessar por ninguém, e para falar a verdade fiquei muito traumatizada, além dos três filhos para criar sozinha.

Mais água debaixo da ponte.

Apesar das desventuras, jamais deixei de acreditar no amor e na família.

Hoje estou casada com um homem maravilhoso por 17 anos e confesso ter encontrado o homem da minha vida.
Ele é o grande amor da minha vida, o homem com que gostaria de viver eternamente.
Diante do tribunal, eu teria que dizer que embora este seja o verdadeiro e definitivo, este é meu terceiro casamento.
Mas não posso negar tudo o que fui ou fiz e se eu o encontrei e fui feliz, devo confessar que o método usado foi o da tentativa e erro.

A vida é muito curta para gastarmos o tempo precioso nos enganando, permanecendo deliberadamente cegos com relação à nossa realidade, sem sequer jamais tentar questionar sobre o que REALMENTE, lá no fundo, nos faz ou nos faria felizes.
Ir à luta sempre e desistir jamais.

Adorei conhecer um pouquinho da sua linha história de amor.
Parabéns Rosi adorei!

Elaine disse...

Olá!
Este é um comentário-lembrete:
Amanhã, dia 20 de setembro, é o dia da Blogagem Coletiva em comemoração ao 1º aniversário do meu blog: Uma carta para mim.
Como seu blog é um dos inscritos estou passando para lembrar.
Espero por você!
Elaine

:: Nanda :: disse...

Estou emocionada. Já conheço a história da She e continuo me emocionando cada vez que leio sobre ela.
Parabéns pela escolha Rosi...ela é mesmo demais..;Adoroooo muito..bjos

Juh disse...

Ameeeeii.. Tem que ser assim mesmo!! Ir em busca da real felicidade!!!

Bom fds flor ;*

Suzana Mattos disse...

Uauuuu Rose...
Você transformou seu blog em uma verdadeira revista!
Adorei!
Saudades!

Uma Mulher de Fases disse...

Rosi, este é um comentário-agradecimento!

Adorei a quantidade de comentários que apareceram lá no Mulher de Fases, adorei mesmo, acho que foi um record!

Sabe que ainda me emociono lendo a entrevista? Pois é, e fora os comentários de blogeiras que eu admiro muuuito me elogiando, dizendo que as emocionei, nossa, como leonina assumidíssima, tenho que dizer que "tô me achando"...hahaha!

Mais uma vez queria, muito obrigada!!

Beijos

Helinha disse...

Rosi...

Amo suas entrevistas!!

E adorei a história da Sheila! Incrível como uma pessoa pode viver tanta coisa ainda com tão pouca idade, ne??

Engraçado que ela achou que casou muito rápido com o primeiro marido, namoro de1 ano e meio... E já com o segundo, que foi muito mais rápido, ela não achou que foi apressada, não!!

rsrs

È porque era A PESSOA, ne?? E com a pessoa certa a gente já percebe logo que dessa vez vai dar certo! Mesmo com todas as dificuldades...

Vou conhecer o blog da Sheila, claro!!

Beijos!!

^^

Luci disse...

LInda história de amor! Aliás toda história de amor tem seu lado belo.

beijos e felicidades prá vc e a Sheila :)

Beta Bernardo disse...

Sheila! Que história maravilhosa!!!
Tô emocionada aqui!!!
Demorei, mas cheguei e li com calma!
Só posso desejar que o amor e a garra estejam sempre presentes em sua vida!!! Já vi que com isso você vai longe!!

Rosi, bela entrevista!
E a nossa vai sair!!! Vou me dedicar a ela nas próximas semanas!

Bjks prasduas, com atraso, mas valendo.
Beta