27 novembro 2009

Jogos políticos

No ambiente corporativo, sempre tem alguém abusando da manipulação para levar vantagem. O livro Jogos Políticos nas Empresas (Campus/Elsevier) mapeia os jogos mais comuns e mostra com se livrar deles:

Te peguei
O erro alheio é uma oportunidade para criticar e desqualificar quem o cometeu, a fim de ter o próprio trabalho valorizado e os erros minimizados. Uma vez descoberto, o erro é exposto a uma ou a mais pessoas e tem sua gravidade aumentada. Há maiores chances de isso acontecer em empresas que promovem a competição interna exacerbada e o reconhecimento individual em detrimento do coletivo.

Pré-acordo
É um clássico das reuniões, responsável por parte da má fama atribuída a elas. O jogador convoca uma reunião e simula uma discussão sobre determinados assuntos com os convocados. No entanto, já há um acordo estabelecido previamente com um ou mais participantes. As pessoas passam horas reunidas, mas tudo não passa de encenação.

Fofoca
Um dos jogos mais comuns. Os boatos são usados para se obter vantagem política. Em vez de confrontar alguém diretamente sobre algum problema, as pessoas criticam o colega para terceiros. A ação pode ter um objetivo específico, como denegrir a imagem de alguém, ou apenas como uma forma de se queixar. A fofoca tende a ocorrer em culturas voláteis, na qual há muita mudança e pouca comunicação.

Zona cinza
É um jogo de liderança. O chefe não deixa clara as responsabilidades de cada um na equipe. Isso cria tensão no grupo, que passa a trabalhar mais duramente. O jogo visa aumentar a produtividade, o que beneficia o chefe. Para o mau líder também é uma forma de evitar conversas difíceis e conflitos. No começo, pode funcionar, mas o desgaste emocional prejudica o desempenho das pessoas com o passar do tempo.

Culpa
Em vez de encarar o próprio fracasso e admitir a incapacidade para alguma tarefa, as pessoas buscam culpados. A culpa pode ser atribuída a pessoas, grupos, eventos ou situações. Não é raro ver um profissional que não consegue atingir as metas, por exemplo, responsabilizar a equipe, o mercado e os clientes por isso.

Marginalização
As pessoas são excluídas de equipes ou grupos por ameaçarem o ambiente, por serem diferentes ou por não se enquadrarem à cultura. Esse boicote exclui o profissional dos processos de tomada de decisão e limita seu desempenho. A marginalização pode ser explícita ou algo mais velado, como o gestor que delega ao funcionário uma tarefa que o deixará fora das etapas estratégicas de um projeto.

Erro de cálculo
Muitos jogos envolvem as finanças da empresa: os profissionais jogam para baixo a previsão de vendas ou apresentam um orçamento maior do que o necessário, para obter meta mais fácil de realizar. Se a empresa desconfia do erro, perde a confiança no pessoal e retribui com maior pressão. Se a empresa não desconfia, perde desempenho bruscamente.

Cópia

O jogador envia um e-mail ou documento com cópia a algum chefe, colega ou profissional, com o intuito de demonstrar poder ou intimidar uma terceira pessoa a executar determinada tarefa. Por fugir do padrão normal da comunicação, gera suspeita e desconfiança, já que fica evidente que por trás da cópia há algum tipo de motivação não revelada.

* Revista Você S/A

4 comentários:

Uma Mulher de Fases disse...

Rosi, achei que iria encontrar uma entrevista, rs!!
Hum, e por falar nisso, o meu maridão começou hoje um Blog para falar do cotidiano no trânsito, acho que seria legal entrevistá-lo pra tirar um pouco das suas dúvidas e quem sabe de muitas outras pessoas que leem o seu blog! Beijos e um ótimo final de semana!

P.S. Gostei dos jogos, mas aqui na empresa tá tão ruim que não conseguimos nem pensar em nada que possamos fazer todos juntos :(

Vanessa disse...

É exatamente essas situações que cada vez me deixam mais frustada com o mundo corporativo.

Katia Bonfadini disse...

Concordo com a Vanessa, não gosto de competir e nem de ser estimulada a isso. Acho que não conseguiria trabalhar numa grande empresa onde todo mundo tenta levar vantagem... Prefiro sempre fazer meu trabalho de forma correta e honesta e, se meus chefes estiverem satisfeitos, o reconhecimento virá naturalmente. Beijão!!!!!

Raquel Machado disse...

Ola venho aqui te convidar a prestigiar o contador de histórias de novembro hoje tem história do mico lá no kriativa passa lá para dar umas risadas. Bom Fim de!