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27 fevereiro 2011

Panela de pressão (editado)

A mulher tem que ter parto normal. Mas o que é normal para você? Para mim, parto normal é aquele que mãe e filho ficam bem e saudáveis.

A mulher tem que amamentar exclusivamente. Desde que ficamos grávidas e vamos pesquisar na internet sobre a amamentação somos bombardeadas com 1 milhão de informações. Ouço histórias de mães que quase “morreram” por terem que complementar a mamada de seus bebês. Lemos e ouvimos tanto isso que quando temos que tomar essa atitude, nos parece extremamente frustante como mães. Algumas reagem de maneira normal, outras ficam um pouco chateadas e outras, péssimas. Devo confessar que estou no segundo grupo, tenho chorado muito diante as várias cobranças e palpites que recebo, o que tem me deixado muito mal.

Aquela sensação de estar fracassando como mãe me consome e me deixa muito triste, se não fosse pelo meu marido e seu apoio, talvez eu entrasse numa depressão. Não conseguia tirar da cabeça a imagem daquelas campanhas de amamentação dizendo que meu filho ia ser menos saudável e cada vez que recebemos uma visita ou um telefonema, a pergunta é sempre a mesma: Ele mama só leite do peito, né? Se a resposta é negativa, sempre levo uma "advertência". Isso pra mim é como um soco na boca do estômago que me dá uma revolta enorme. Eu me dediquei de corpo, alma e coração pra que conseguisse amamentar meu filho e ninguém mais do que eu conhece o sofrimento e a frustração de não ter conseguido.

Tomei uma decisão:chega de querer agradar a todos. Tenho que aprender a conviver com isso, aprender a não me culpar e acreditar que tenho feito o meu melhor. Tenho que prestar atenção em como meu filho está crescendo com saúde, engordando e se desenvolvendo como qualquer criança.

Dudu mamando leite materno no conta-gotas

Dudu mamando ainda na maternidade (quando ainda aceitava o peito)

Meu filho recebe leite materno, porque consigo uma produção razoável com a ajuda de medicamentos (para quem não sabe, meu leite demorou a descer e quando aconteceu, a produção era muito pequena) e complemento. No começo ofereci a ele com conta-gotas para que ele não perdesse o movimento de sucção do peito e tentava dar o peito, mas infelizmente ele rejeita o peito com todas as forças, chora, berra até perder o fôlego. Por poucas vezes tive sucesso nas tentativas de dar o peito, mas foram tão rápidas que nem me impolgaram. Li muito, conversei com várias mamães, tentei truques, recebi ajuda de algumas pessoas (Obrigada Tati e Patrícia, blogueiras queridas). O que me resta? É alimentá-lo da melhor maneira. Coloco amor, cumplicidade, carinho e energia mesmo sendo através da mamadeira, que tomei coragem e comprei uma ontem, a mais bonita e eficiente da loja e somente nessa madrugada ofereci ao meu filho. Confesso que foi difícil pra mim, mas não pensei muito no que é certo ou errado de acordo com as regras da sociedade.  

Então, hoje ele toma leite materno na mamadeira e complemento também. Ofereci o famoso NAN 1 durante duas semanas, mas percebi que ao contrário do que dizem, ele teve diárreia. Por orientação da pediatra (aquela general homeopata) mudei hoje para o Similac Advance, vamos ver como o Dudu aceitará tal mudança. Meu filho é guloso, toma 60 ml de leite materno + 60 ml de complemento.

E agora quando alguém me perguntar se ele ainda mama no peito, talvez eu minta, talvez eu diga a verdade, mas sei que estarei com o coração leve depois disso. Sei que meu filho precisa do meu melhor e para isso tenho que estar bem psicologicamente, esse assunto estava me matando de culpa, não quero mais isso para minha vida e do meu filho.

Talvez você que está lendo essa história sobre a amamentação me critique, desculpe eu não sou perfeita, e essa é sim uma história triste. Mas através dela gostaria de dar um ombro amigo às mães que tiveram ou tem o mesmo problema mesmo com muito esforço e total dedicação e que se sentiram tão fracassadas quanto eu.

Adendo: Agradeço todas as pessoas que passaram por aqui leram esse relato, deixaram comentário ou simplesmente entenderam o meu lado. Acredito que não voltarei a falar a respeito, pois ainda não me sinto totalmente forte e esclarecida sobre o assunto. 

21 fevereiro 2011

Retorno com a GO

E hoje tive uma consulta médica com minha GO (queridíssima) para a retirada dos pontos da cirurgia.
Ontem notei que estava saindo sangue e secreção da minha cirurgia, além da dorzinha e pontadas. Mas, graças à Deus, era apenas um alergia que tive do esparadrapo usado no curativo. Então agora é cuidar, passar uma pomadinha que tudo ficará bem.

Mas a melhor parte foi a respeito do meu peso: consegui emagrecer 9k em 10 dias!!!! ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ, parabéns pra mim!!!! Fiquei imensamente feliz com a notícia. Isso não quer dizer que estou fazendo dieta, estou apenas comendo em pequenas quantidades, várias vezes ao dia e alimentos mais saudáveis. Abandonei o refrigerante, presunto e derivados suínos, feijão e qualquer coisa que possa provocar gases no meu bebê. Ah, e para deixar registrado, engordei 12k durante a gravidez, portanto só faltam 4k.

Sobre a amamentação:
Primeiro, quero agradecer profundamente os comentários carinhosos e de apoio que deixaram no post anterior. Obrigada mesmo meninas, as palavras de vocês são importantíssimas nesse momento em que me sinto tão fragilizada sobre esse assunto.

Segundo, voltarei hoje a dar de mamar diretamente no peito. Com os mamilos cicatrizados tenho que tentar amamentar meu pequeno da melhor forma, ou seja, a mais natural. Torçam por mim para que tudo dê certo.

20 novembro 2010

Ser uma mãe vaca

Talvez você já tenha lido essa matéria sobre Amamentação: p://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/11/12971-a+pressao+de+ser+uma+mae+vaca.html

Embora tenha provocado um murmurinho entre as mães, confesso que a achei rica e verdadeira. Somos bombardeadas com campanhas incentivando o Aleitamento Maerno exclusivo, e sou a favor disso. Mas e como ficam aquelas mães que não conseguem amamentar até o tempo ideal - 6 meses?

São tantas as questões, algumas plausíveis, outras nem tanto assim, mas não podemos esquecer que há agravantes como a licença maternidade de 4 meses determinada por lei. Sim, porque muitas empresas, como a que eu trabalho, que não aderiu ao período de 6 meses, simplesmente pelo fato que não é obrigatório. Como eu fico então tendo que voltar a trabalhar quando meu filho tiver apenas 4 meses? Se você pensou na famosa bombinha tira-leite eu concordo que a terei como amiga, mas nada mais justo (para mim e para o bebê) ter outra opção de alimento durante o dia. 

Tenho um amiga que tem o vírus HIV. Infelizmente ela não pode amamentar, sabia dessa condição desde o início, mas decidiu ter o bebê. O filho dela está bem, bastante saudável mesmo não tenho uma mãe vaca. Apoio minha amiga. Quem não merece meu apoio, é uma conhecida que afirma que não vai amamentar porque "os peitos vão cair".

Não estou levantando bandeiras contra a Amamentação Exclusiva. Pelo contrário, digo novamente: sou a favor dela junto com o bom senso. Sou a favor de ajuda e orientação para mães de primeira viagem que, como eu, estão despreparadas para amamentação, e muitas vezes decidem parar de amamentar seus filhos porque "não conseguem"

Creio que as mulheres devem se libertar dos preconceitos da sociedade e das crendices populares para transmitir aos filhos tudo que significa amamentar. Não se trata apenas de alimentação, e isso pra mim é bastante claro. É um laço que transmite segurança, amor, aconchego, proteção, cumplicidade. E, o principal: é a natureza humana, uma das poucas coisas que ainda preservamos de nosso instinto quase extinto.

01 outubro 2010

Assunto sério: Você sabe o que é bisfenol-A?

O que é bisfenol-A (BPA)?
O bisfenol-A é um produto químico usado na fabricação de plásticos. O BPA também é utilizado no revestimento interno de quase todas as latas de alimentos e bebidas, inclusive em latas de fórmula para bebês.

Por que o bisfenol-A é usado em recipientes de comidas e bebidas?
Porque ele é transparente, forte, leve e duradouro e torna o plástico mais resistente a rachaduras. O revestimento de BPA usado no interior de latas de comida e bebida evita que as latas enferrujem.

O contato com o bisfenol-A traz riscos à saúde?
Nos últimos 10 anos, estudos com animais realizados em laboratório sugeriram que quantidades mesmo muito pequenas de bisfenol-A podem ser prejudiciais para a saúde, afetando principalmente o desenvolvimento de bebês e crianças pequenas.

Quais são os possíveis perigos do bisfenol-A para a saúde?
Os perigos incluem alterações no desenvolvimento do sistema nervoso do bebê (função da glândula tiroide e crescimento do cérebro); mudanças no comportamento e no desenvolvimento do intelecto (hiperatividade e agressividade). O bisfenol-A também foi associado à obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer, puberdade precoce e tardia, abortos, infertilidade e anormalidades no fígado. Pesquisas já associaram o químico a problemas sexuais em homens, como a diminuição da qualidade e da quantidade de esperma.

Como estamos expostos ao bisfenol-A?
Bebês e crianças: há duas formas mais comuns de contato com o BPA:
1 – O BPA pode ser transmitido para criança através do consumo de alimentos ou bebidas acondicionadas em plástico, como mamadeiras, copinhos, pratinhos e talheres. É importante salientar que o aquecimento da mamadeira leva a um maior desprendimento do bisfenol-A, no entanto, em mamadeiras de plástico a migração vai acontecer independe dela ser aquecida ou não.
2. O BPA também pode migrar de latas, como as de leite em pó, e assim ser ingerido pela criança. É cientificamente comprovado que o bisfenol-A passa pela placenta e a contaminação do feto ocorre sempre que a mãe ingerir um produto que esteve em contato com o químico.

Adultos: Pela ingestão de alimentos ou bebidas provenientes de latas, recipientes plásticos usados para guardar alimentos na geladeira, garrafas (squeezes) e garrafões.

Como evitar o contato com o bisfenol-A?
- Consuma frutas e hortaliças frescas. Ao comprar conservas prefira as de vidro.
- Não aqueça comidas ou bebidas em recipientes de plástico.
- Rejeite qualquer recipiente de plástico que estiver velho, gastou ou turvo. Isto inclui garrafas d’água. Para acondicionar alimentos prefira os de aço inox, cerâmica ou vidro.

Como proteger o meu bebê do bisfenol-A?
- Evite ingerir bisfenol-A se estiver grávida ou em fase de amamentação;
- Dê leite materno;
- Prefira mamadeiras de vidro ou que tenham o selo BPA free.

Para mais informações, pesquisas e notícias sobre o bisfenol-A: http://www.otaodoconsumo.com.br/

Obs.: O leite materno é sempre a melhor opção e isso não se discute. A mamadeira em questão é a que deve ser usada quando é chegada a hora de suquinhos e outras vitaminas. Mesmo as mães que optam pelo uso de copinhos em substituição da mamadeira devem estar atentas ao bisfenol A, substância utilizada na fabricação de quase todos os produtos de plástico.

26 agosto 2010

Tema importante: amamentação

Por que é bom amamentar depois de um ano de idade?
- Apesar de a criança já estar obtendo a maioria dos nutrientes de que precisa da comida, o leite materno ainda proporciona uma boa quantidade de calorias, vitaminas, enzimas e substâncias que elevam a imunidade. Estudos mostram que crianças de mais de 1 ano que mamam no peito ficam doentes com menos frequência que as que não são amamentadas.

- A amamentação oferece aconchego e segurança à criança. Em vez de ela ficar mais dependente de você, essa proximidade entre vocês dois a ajuda a conquistar uma maior independência, à medida que se sente mais segura de si, em termos emocionais. Desmamar a criança antes da hora pode torná-la mais apegada, justamente o contrário do que seria de imaginar.

- Quando a criança fica doente, o leite materno é muito mais digerível que qualquer outro alimento, e é uma ótima forma de evitar a desidratação em casos de vômitos e diarréia. E você ainda sente que está fazendo alguma coisa concreta para ajudá-la a melhorar. Uma das piores coisas de ver o filho doente é a sensação de impotência.

- Na hora de viajar ou de sair de casa, é bem mais fácil não ter de carregar o leite nem ter de se preocupar em comprá-lo quando chegar. E o aconchego de mamar no peito é excelente para ajudar seu filho a adaptar melhor a um ambiente estranho.

- Talvez você consiga passar mais tempo sem menstruar, livre de cólicas e da famigerada TPM. Mas não se esqueça de que não dá para confiar na amamentação como meio de evitar uma nova gravidez, principalmente quando a criança já tem mais de 6 meses, e já come outros alimentos. É melhor usar algum outro meio de contracepção, como o preservativo ou uma pílula adequada para o período da amamentação, se você não quer outro bebê agora.

- Desmamar seu filho no momento em que ele dá sinais de que está pronto é um processo mais natural, menos arbitrário. Dar de mamar no peito mesmo depois do primeiro aniversário era um hábito comum no mundo antes da invenção dos leites especiais e fórmulas infantis, e em algumas culturas continua. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda oficialmente que o aleitamento seja mantido até 2 anos de idade ou mais.

Por que pode ser difícil amamentar seu filho de mais de um ano?
- Pessoas que consideram "estranho" dar de mamar a uma criança maiorzinha podem ser indiscretas e até fazer comentários grossos para você. Se você quiser evitar que isso aconteça, talvez tenha que acabar evitando amamentar em público. Não dá para evitar os olhares tortos quando seu filho levanta a sua blusa no meio do supermercado porque está com fome.

- Há pessoas que dizem que fica mais difícil desmamar a criança quando ela é mais velha. Crianças de 2 anos são bastante voluntariosas, portanto é difícil não levar em conta potenciais escândalos ou berreiros porque a mãe não quer dar o peito.

- É claro que você vai conseguir desmamar seu filho quando quiser, mas, se for fazer isso, talvez tenha que apelar a truques como distraí-lo com outros lanchinhos ou com alguma atividade interessante na hora em que ele quiser mamar. O processo pode não ser tão simples, em especial quando a criança passa por alguma fase de estresse, como uma doença, o nascimento dos molares ou uma mudança na escola.

- Existe a possibilidade de a criança recorrer ao seio quando na verdade só está entediada, ou então quer chamar sua atenção. Você pode descobrir outras formas de interagir com seu filho. Nessa idade, as crianças estão loucas para explorar o mundo e precisam de muito estímulo para se desenvolver.

- Dar de mamar grávida é possível, mas para algumas mulheres pode ser física ou emocionalmente difícil.

Como amamentar por mais tempo sem estresse?
- Se os comentários maldosos ou olhares tortos a incomodarem, você pode tentar dar de mamar em casa, antes de ir ao parquinho ou ao supermercado. Para algumas mães, o que funciona melhor é determinar horários para as mamadas no peito: de manhã cedinho, antes da soneca de depois do almoço ou na hora de dormir. No resto do tempo, a criança pode beber líquidos em um copo.

- Se você não está nem aí para os outros, aproveite e devolva na lata as perguntas indiscretas que lhe fizerem. "Ela ainda mama no peito?" "Mama." E ponto final. Ou, se alguém perguntar: "Você não vai parar de dar o peito para ele?", responda, por exemplo: "Vou sim, daqui a dez minutos, quando ele estiver satisfeito".

- Você pode criar uma palavra-código, um apelido bonitinho para mamar no peito. Assim vocês não vão chamar tanto a atenção se ele gritar pedindo o "peitinho" ou a "teta" no meio do restaurante.

- Se você está grávida e quer continuar amamentando, prepare-se para enfrentar a redução na sua produção de leite, causada pelas mudanças hormonais do organismo. Mas há mulheres que conseguem dar de mamar tanto ao recém-nascido quanto ao irmão mais velho. Você vai precisar de mais tempo e paciência. E capriche na sua alimentação e no consumo de líquidos.

Extraído do blog: http://umsorrisocomoseu.blogspot.com/