07 maio 2010

Gente que faz

Caminhos do Coração

Nós mulheres somos vocacionadas para a procriação. Nosso corpo, o desenho dele e nossos hormônios foram criados para isso. Será que a generosidade humana só se expresse naquelas pessoas que deram filhos ao mundo? Mas quando isso não acontece? Quando o percurso da nossa existência toma outros rumos? Convidei a querida amiga, Elaine Gaspareto para divagar sobre o assunto e ela nos presenteia com uma bela história de coragem e determinação, características tão comuns nas mães, mesmo sem ter filhos.

*Atualmente, vemos mulheres inteligentes, independentes, profissionais bem-sucedidas e casadas abdicando-se do ato de ser mãe. Isso faz parte da sua vida?
Eu não diria que tenha abdicado. Na verdade não foi bem uma escolha, embora nunca tenha sido muito maternal. Sabe, eu acho que Deus prepara nosso coração para as coisas que virão… Sou casada há quase 15 anos e no começo do namoro não falamos de filhos; parecia coisa natural, que aconteceria e pronto. Quando casamos decidi não tomar pílula mas usar o método Billings. Havíamos acabado de completar dois anos de casados quando perdi o primeiro bebê com cinco semanas de gestação. Amigos e família nem ficaram sabendo...Toda a alegria e toda a expectativa daquela criança, todos os sonhos, todas as perspectivas que uma criança necessariamente traz de repente deixaram de existir. Ambos jovens, o médico disse que uma em cada seis gestações termina em aborto espontâneo. Alguns exames e fomos orientados a "tentar" de novo daí a seis meses. Tentamos. Em um mês veio o 2º aborto e aí já foi realmente alarmante. Mais exames, mais dor, desgaste, incertezas... Então veio, meio sem querer, a 3ª gravidez, três anos após o 1º aborto. E mais uma vez, após quatro semanas, de uma gestação mantida em segredo tanto quanto as anteriores, mais um aborto. E o diagnóstico, enfim: má formação uterina, baixa contagem hormonal e a natureza se encarregando de eliminar um feto que não iria sobreviver. Tratamento, dor, raiva, depressão, e nada de resolver o que, sabemos hoje, não se resolve. Apenas se aceita. Mas o tempo passou. Já foram cinco abortos espontâneos. Até que paramos de tentar. Ninguém agüenta tanto desgaste, tanta dor. Tem idéia do que passava pela minha cabeça quando olhava o marido dormindo ao lado, sabendo que ele nunca seria pai por causa de mim? Tem idéia do que eu sentia quando o via pegar no colo cada criança? Eu sentia como se roubasse algo que é um direito dele... Consegue mensurar a carga de culpa? Como um casamento sobrevive a isso? Só por Deus. Embora varie de mulher para mulher, quem passou por um aborto espontâneo sabe o que é: dor parecida com contração e no fim apenas mais um bebezinho morto. Depois, dependendo do caso, curetagem, antibióticos. Dor no corpo, na alma e no coração. E a tristeza... Talvez lendo isso muitos compreendam porque sou radicalmente contra o aborto provocado. Talvez entendam porque eu nunca falo sobre isso; apenas três amigos sabem. Talvez entendam porque eu amo tanto os animais. Afinal são o receptáculo de tanto amor acumulado... E entendam porque os sobrinhos são tão importantes para mim. E entendam que eu gosto de solidão pois quando se está sozinha não precisamos explicar certas coisas...

Elaine, uma mulher de fibra

*E como essa decisão atingiu sua família?
Desde o começo eu optei por não contar nada a ninguém. Isso faz parte da minha personalidade. Quem lê o blog talvez não faça ideia do quanto eu sou travada e reservada. O blog foi criado para ser terapia, para me fazer falar pois na vida eu jamais falo. Como disse, apenas três amigos e minha irmã sabem. Então é claro que houve perguntas. Mas apenas da parte da família do marido. Muitas perguntas pois meus sogros têm apenas uma neta. Mas um dia, numa festa de aniversário, ao ser firmemente questionada sobre quando havaria um bebê, eu disse que a partir daquele dia era bom que todos soubessem que não haveria bebê. E que esse era o motivo de eu nunca ir às festas e reuniões de família. Levantei e fomos embora. Passei cinco anos sem ir à festa alguma. As perguntas pararam. Mas da parte da minha família jamais houve. Ela nunca confessou, mas desconfio que minha irmã tenha dado a pista sem abrir totalmente. E o fato de eu ter uma tia que é a única dentre sete irmãs que não teve filhos meio que abriu caminho para que não houvesse tanta pergunta e tanta cobrança.

*E o assunto adoção, como você o vê?
Pensei no assunto mas nunca dei um passo concreto na direção de adotar uma criança. O motivo é muito simples: Penso que família não sou apenas eu e o marido. Inclui avós, tios, primos. E minha família jamais trataria uma criança adotada normalmente. Várias vezes ouvi isso. Há um casal de amigos meus que têm um filho adotivo, já adulto inclusive. Faz mais de vinte anos que a adoção aconteceu, mas ainda hoje ouço coisas como: “Nossa, até parece filho deles”. Não quis isso para uma criança minha. Além da minha mãe, os meus cunhados e sogros até aceitariam, mas jamais seria inteiramente. Minha mãe sempre disse que não seria neto de verdade. Parece coisa daquela novela Viver a vida, né? Mas há mais pessoas com esse pensamento do que imaginamos. Mas o motivo principal é que passou. Sabe, aquela vontade morreu. Junto com cada bebê. Sem drama, não quero comover ninguém, mas a verdade é que eu não passei por tanta dor incólume. E hoje em dia sequer falamos disso, o marido e eu. Deixamos onde ficou, no passado. Estamos felizes assim, apesar de tudo. E ele nunca falou claramente em adotar. às vezes comenta que algum conhecido adotou, mas apenas isso. E como ele já sofreu a cota que lhe cabe eu não falo.

Ela e seu xodó

*Você apoia mulheres que decidiram não ter filhos?
Eu apoio quem decidiu. Acho que a cobrança é injusta. Como quase ninguém conhece minha vida, ouvi muitas vezes que sou egoísta, que sou fria. Não acho que alguém que decida não ter filhos seja egoísta ou fria. Assim como não acho toda mãe uma santa. Se é possível escolher, escolha o que é melhor para você. Umas nasceram para ser mãe, outras não. Isso não diminui ninguém, muito pelo contrário. Ter ou não um filho não nos torna melhores ou piores. Mas a pressão social é intensa. Assim, se você sente que sua vocação não é a maternidade, prepare-se, pois as pessoas têm enorme dificuldade em aceitar o diferente. Uma vez eu fui me confessar com um padre que havia chegado há pouco na minha paróquia. Eu tinha na época sete cachorros. Ele foi bem firme ao dizer que a vontade de Deus para um casal era os filhos. Que criar cachorros era um roubo; eu estava roubando o amor e a dedicação devida aos filhos que eu não tinha. Ouvi tudo. Quando ele terminou eu contei a história para ele. Foi muito ruim. Fui embora. Francamente a opinião dos outros não me interessa pois quem sabe de mim sou eu. E eu sei muito bem quem sou. Quero dizer uma última coisa: Muitas mulheres sentem um desejo enorme de terem filhos e por variados motivos não têm. Se isso acontece com você não permita que envenene sua vida. Vá atrás do seu sonho mas saiba que um filho não é a garantia de que tudo será perfeito. E dá sim pra ser feliz sem filhos. Muito feliz, aliás. Eu sei. Eu sou.

Essa forte mulher tem um blog muito badalado. Confira aqui. 

06 maio 2010

Selinho novo

A Amanda, amiga fofa, me deu esse selinho. Obrigada, querida!

A regrinhas são:
- Exibir a imagem do selo em seu blog.

- Linkar o blog que recebeu a indicação.
- Escolher outros dez blogs.
- Avisar os escolhidos.

Deixo o selinho para todas aquelas que desejarem, ok?

05 maio 2010

Mega promoção coletiva - Ajudem o Theo

O mundo se torna melhor quando a palavra SOLIDARIEDADE se transforma em ação.

Theo está precisando de ajuda e várias blogueiras decidiram fazer uma MEGA PROMOÇÃO para ajudá-lo. Conheçam a história dele aqui.


Agora veja se não é legal: Você ajuda o Theo e ainda concorre a este monte de prêmios. São 17 prêmios e 17 sorteios das blogueiras:
Lú Brasil, Margaret e outras pessoas de coração enorme

Como concorrer?
1. Efetue um depósito na conta abaixo, no valor de R$ 5,00 (quem puder pode aumentar o valor)
Dados: Banco Bradesco - Agência 1200 - Conta Corrente 0027462-3
Leonardo Salomão Simões (o papai do Theo)
Quem quiser o CPF para fazer transferência entre bancos solicite por email.
2. Envie o comprovante para este endereço: theovaivencer@gmail.com com seu nome, endereço completo.
Data final da promoção: 12 de maio (quarta-feira).
O sorteio ocorre no dia 15 de maio. Corram!!!

Da série: mistérios que abalam o mundo

Alguém aí me responde:

Onde está a graça, o sentido ou qualquer coisa do gênero em mandar recados animados, musicais purpurinados e enormes como scrap pro Orkut de todos os amigos?

04 maio 2010

A tal da afinidade

No dicionário existe definições como: coincidência, semelhança, proximidade. E todo mundo sabe que afinidade é algo que não se compra, nem se obriga, simplesmente surge sem explicações e é algo bom de ter.
Não é todo mundo que "se encaixa" com nosso jeitinho. Tem gente que faz tudo para nos agradar e" não desce pela garganta." Outras tantas é como passe de mágica. Hoje com esta história de internet, temos afinidades virtuais também. Me surpreendo com algumas pessoas que conheci em outras épocas e tinha mil afinidades, e de repente, descubro que não tem nada mais a ver. E outras parece que o tempo não passou. Afinidade é algo da alma, espiritual. Transcende o entendimento racional. E como diz Arthur de Távola: "Ter afinidade é muito raro"

Comigo o negócio funciona bem ao pé da letra, não rola se for obrigação. E tem uma pessoa de meu convívio diário que realmente me cansa. Vejo e admiro o esforço que essa pessoa faz para se dar bem comigo, mas têm inúmeras coisas nessa pessoa que eu desaprovo, que não parece comigo. Talvez isso seja egoísmo ou qualquer outro sentimento ruim de minha parte, realmente não sei.

Então proponho uma discussão sobre o tema:
A afinidade se forma ou é reconhecida? É construída ou nasce naturalmente? Como ter afinidades se somos únicos?

03 maio 2010

Sobre o final de semana

Confesso que dediquei meu final de semana exclusivamente ao meu vício: seriados americanos. E foi uma temporada inteira nesses três dias regados à refrigerante, batatas fritas e chocolates (esse foi o maridex).
Tô indo alí me associar ao VASA - VICIADOS ANÔNIMOS EM SERIADOS AMERICANOS e já volto. Aff!

Papo de dona de casa

PARA REMOVER CHEIRO DE ALHO NAS MÃOS
Para tirar o cheiro de alho nas mãos, esfregue nelas pó de café usado, lavando-as em seguida, sem esfregar uma mão na outra.

PARA NÃO FICAR COM CHEIRO DE CEBOLA NAS MÃOS
Não cortar a cebola por onde nasce a raiz e na hora de lavar as mãos não esfregar uma na outra.

QUEIMADURA COM GORDURA QUENTE?
Se você se queimou com respingos de gordura, passe no local essência de baunilha. Alivia a dor rapidamente.

SEM CHEIRO DE CLORO NA ROUPA
Para evitar que as roupas lavadas com cloro ou água sanitária fiquem com aquele cheiro característico, coloque na água de enxague algumas pitadas de sal, o cheiro de cloro sumirá na hora.

PARA TIRAR MANCHAS DO TAPETE
Para remover manchas em tapetes, use creme de barbear. Faça espuma com o creme porque a espuma é um bom removedor e age instantaneamente. Lave em seguida com pano úmido e depois seque.

PARA TIRAR MANCHA DE SUOR DA CAMISA
Deixe a camisa de molho em água morna e vinagre. As manchas sumirão rapidamente.

MICRO-ONDAS SEM ODORES
É só colocar uma tigela com água e algumas folhas de louro no interior do aparelho. Ligue a potência alta e deixe ferver. Desligue o micro-ondas e deixe a tigela descançar no interior dele por 10 minutos.

02 maio 2010

Num dia deses

Rock do Ronald, Dance com Ronald, Rock do Ronald, Do Ronald Mc Donalds

30 abril 2010

Vai uma figurinha aí?

Que o ano de 2010 seria agitado todo mundo já sabia, não é mesmo? E para o maridão não seria diferente, afinal ano de Copa do Mundo é ano de montar mais um álbum de figurinhas das seleções.

Então, maridão ficou na expectativa da data de lançamento, que ocorreu num domingo, e foi logo cedinho na banca de jornal garantir o seu exemplar. Ainda levou para cada alguns pacotinhos para iniciar sua coleção. Como se não bastasse nos dias posteriores o assunto principal era comprar novas figurinhas e torcer para que, em cada pacote, não viesse nenhuma repetida, e se isso acontecesse era uma vibração só.

Coisas de criança para alguns, mas para a família do maridão não é. Sogro e cunhado também estão nessa e ficam competindo quem completará seu álbum primeiro. Para garantir o título, o cunhado comprou uma grande quantidade de pacotinhos e, é claro, tem várias repetidas. A solução é trocá-las entre os demais colecionadores da família e aí vira aquela grande confusão quando algum alega que alguma figurinha é mais valiosa que outra porque é de um jogador importante. Hilário.

P.S.: Antigamente completar um álbum era mais difícil, já que sempre ficava uma figurinha faltando. A figurinha rara sempre deixava uma ponta de decepção. Foi assim como meus álbuns do "Amar é..." e "Filhotes Fofinhos". Hoje a tecnologia está a seu favor: não conseguiu completar a coleção, entre em contato com a fabricante e solicite ou troque nos grupos da internet. Fácil, fácil.

29 abril 2010

Saindo do forno

Não é fofo? Ganhei da recém chegada ao meu roll de amigos blogueiros, Marta do Blog Cantinho da Marta. Adorei querida!


Agora vamos as regrinhas:

- Postar o selo no seu blog;
- Citar o blog de quem de indicou;
- Oferecer o selo a 10 blogueiras que você julga serem dedicadas ao seu blog.

Fujo à regra, como sempre, então dedico às queridíssimas:

AlethéiaRejane, YvoneLuci, Nanda e Carol.

28 abril 2010

Da série: pra refletir

Você é um ser insubstituível, de valor absoluto.
Cada pessoa possui valor absoluto e expressa o seu conteúdo peculiar e inestimável em conformidade com a aptidão, a posição e a meta que lhe foram atribuídas.
Ao ser conscientizar disso, a pessoa compreende realmente o valor da própria vida.

27 abril 2010

Tá rolando

Adesivos
Nana, vizinha queridíssima do blog Manga com Pimenta, fez a maior festa no mês de abril. Ela conseguiu realizar vários sorteios e num deles eu, enfim, levei o prêmio, mas conto tudo depois com detalhes, fotos e tudo mais.

Acontece que essa menina inquieta tá com mais um sorteio fofo, e o prêmio é um adesivo especialmente criado pela Luciana do blog Chocolate em Pó. Bora lá conferir? O sorteio vai até 01/maio. Corra.

Presente de bebê
Já a Lidi, Bicha Fêmea querida, tá com tudo num sorteio muito fofo. E para participar não precisar ser somente as grávidas ou mães de bebezinhos. Você, que tem uma amiga grávida ou um bebezinho em seu círculo de amizades ou familiar também pode e deve participar.

Então acesse o Bicha Fêmea até 03/maio e se inscreva. Rápido, fácil e indolor.

25 abril 2010

Scrapbooking at WiddlyTinks.com
Photo Tinks by WiddlyTinks.com

Família eh, família ah


My Stick Family from WiddlyTinks.com

Da série: pra refletir

"Escolha ser uma ponte, nunca um muro
Pontes unem, muros separam
Pontes colocam corações a dialogar
Muros emudecem as intenções e debilitam almas
Escolha ser uma ponte para alcançar o futuro
Uma simples ponte"
Eugênio Mussak

19 abril 2010

Das mazelas de uma mudança

Enroladíssima com o trabalho e com a mudança de residência que, enfim, ocorreu no último sábado. Isso justifica meu sumiço, já que todo mundo sabe que mudança é sinômino de ausência de internet, não é mesmo?

Mas por que a demora em mudar?

Porque existia em meu caminho uma concessionária de energia elétrica, muito da burocrática, que me fez engordar uns quilinhos e dar vazão a algumas rugas de preocupação na minha testa.

Estava tudo pronto para mudarmos há duas três semanas atrás, até pensar na bendita energia elétrica. Falei para o marido verificar com a imobiliária que só então informou que deveríamos entrar com o pedido de reeligação na maldita concessionária. Foi aí que descobri que meu nome estava veinculado ao imóvel que aluguei anteriormente e o morador atual nem se preocupou em trocar o titular. Em contrapartida, descobri que a concessionária não mais faz a suspensão do fornecimento de energia, mas sim retira o relógio medidor como forma de obrigar o proprietário e/ou novo inquilino a trocar a fiação elétrica ou adequá-la, caso seja necessário. Acionei a imobiliária e travou-se uma guerra com o proprietário do imóvel que se recusava a trocar a fiação do imóvel. Como todo brasileiro, a imobiliária e o proprietário resolveram chamar um eletricista para o serviço que simplesmente fez um "gato" na fiação.

A concessionária descobriu o jeitinho brasileiro e se negou a fazer a instalação do relógio. E mesmo tendo orientado o eletricista sobre o serviço adequado, o síndico proibiu a entrada do eletricista no prédio para evitar novos "gatos" na fiação. A briga se pendurou por dias, até que o proprietário aceitou a contratação de um eletricista profissional que cobrou R$ 300,00 reais pelo serviço (feito em poucas horas) e a concessionária finalmente instalou a energia elétrica em meu muquifu. Quanto ao meu nome veiculado a um imóvel que não mais resido, mandei tirar o relógio medidor de lá também. A condição da concessionária é que o morador atual mude a titularidade da conta de consumo ou então fica sem energia elétrica e passa por todo esse perrengue relatado. Talvez seja maldade para alguns, mas já tive dores de cabeça demais sobre o assunto.

E quem disse que os meus problemas terminaram por aqui?

Constatei que meus queridos eletrodomésticos também sofreram por ficar três meses encostados num quartinho qualquer. Havia pontos de mofos e ferrugem, mas dei uma faxinada nos coitados que estão novinhos em folha. Outra triste constatação foi a quase inexistência de tomadas no apartamento. Meu Deus, como isso é um item de extrema necessidade!

E o fogão que foi convertido há menos de um ano para receber gás encanado deverá passar por outra transformação. É que no prédio o sistema é gás de rua, botijão mesmo. Lá vai eu comprar um monte de pecinhas ou chamar um técnico para fazer o serviço e cobrar "o olho da cara" por apenas alguns minutos. Acreditem, mas eu gastei R$ 110,00 na última conversão que durou apenas 15 minutos (de relógio contado, como diz minha mãe). Ainda não resolvi essa pendência, então estamos sem fogão, nada de comida, ponto para o regime forçado.

No esquema de guardar os móveis na casa do sogro provisoriamente tivemos uma bela perda. O box da minha cama não entrava no elevador de jeito nenhum, e como o apartamento do sogro fica no 22º andar, utilizar as escadas estava fora de cogitação. O jeito foi doar o box e ficar apenas com o colchão, portanto pessoas, estou dormindo no chão. Os visitantes que foram na minha casa disseram que ficou legal, é moderno, tipo aquelas camas japas, sabem? Não me convenceram. Ah, nem preciso falar sobre os arranhões, batidas e demais hematonas que meus móveis sofreram nesse vai e vem da mudança.

Como o prédio é antigo, marido quase ficou louco quando viu que o home teather está desligando sozinho. Será que o bichinho adquiriu vida própria ou não contou do novo lar? Mistério...

É isso, tô sobrevivendo, mas tô feliz para caramba de ter novamente um pedacinho de chão (e de teto também) para chamar de meu!

14 abril 2010

Papo de dona de casa

Todo mundo tem um pacote de comida pra ser fechado em casa. É bolacha (ou biscoito), arroz, macarrão, tempero, enfim todos precisam ser fechados pra não perderem o gosto, murchar ou serem comidos por outros bichinhos quando não são utilizados por completo. Certo?

E para evitar usar pregadores horrendos ou mesmo aqueles bonitinhos que custam caro, uma ideia simples é usar aqueles araminhos encapados com plástico que veem em panetones e sacos de pão de forma. Já que os bichinhos são feitos exatamente pra isso, então por que simplesmente não reutilizá-los? Separe um cantinho para eles e coloque todos os araminhos criando um mini estoque. Não esqueça de devolver os que sobram quando os pacotes que eles estavam fechando acabam.

13 abril 2010

Beija, beija, tá calor, tá calor

Alguns defendem que o beijo é o termômetro que informa se o parceiro é bom ou não de cama. Sim. Afinal, é uma das etapas preliminares mais importantes antes do ato sexual. E, por essa razão, existe até um dia para se comemorar. 
 
E o dia é hoje. Bora beijar muiiiiiito.

Eu quero um desse

Necessidade e desejo, tudo junto e misturado.

12 abril 2010

Manual de sobrevivência

Use corretamente o ônibus coletivo

- Embarcando: Você "pega" ônibus no ponto final? E fica naquela fila? Pois é, então enquanto espera, vá pensando em agilizar o processo de embarque. Que tal nunca mais parar na escada, preparar o dinheiro ou qualquer outra forma para pagar e escolher a poltrona que deseja sentar (e ter uma alternativa caso alguém sente primeiro)? Tente.

- Pagar a condução: Se você usa bilhete específico, passe ou mesmo dinheiro, separe-o antes de chegar à catraca e deixe de atrapalhar os demais cidadãos que estão atrás de você. Existem pessoas que acreditam que não há nada demais em parar, falar bom dia ao cobrador/trocador, abrir a bolsa, vasculhar, contar as moedas, deixar cair algo no chão e demorar uma eternidade para passar. Lembre-se do próximo Filho de Deus que também deseja embarcar.

- Veja por onde anda:
Independente da lotação do ônibus tenha o cuidado de andar com calma evitando esbarrar nas pessoas. Se você conhece coisa pior que levar um tapa na cabeça, um pisão de salto agulha no pé ou uma bolsada que leva teu ombro, por favor me conte.

- Veja onde para: Se o ônibus está lotado e você vai ter que enfrentar a viagem em pé, que tal fazer aquela análise prévia do lugar que você vai parar para não atrapalhar a passagem dos demais? Use uma regrinha simples: se o ponto para você descer fica distante, nada de ficar no meio do ônibus. Se vai descer no ponto final então, procure um lugar bem no fundo do ônibus para se acomodar.

- Evite parar na área das portas: Pelo amor de DEUS, se dirija à porta apenas quando for descer. Tem coisa pior que aquelas mulheres com suas bolsas enormes atrapalhando a passagem?

- Lugares reservados: Tá, você está cansado, trabalhou o dia inteiro e o seu sapato está te matando. Tudo bem, mas isso não é motivo para você sentar nos lugares dos idosos, deficientes, gestantes e obesos. Se você não quer passar o “carão” de ser incomodado por alguém desses grupos, nem se atreva a sentar nos lugares, ok?

- Janelas: Não é porque você está sentado e não sente calor, ou o tempo está frio, ou qualquer outro motivo, que as benditas janelas devem ficar fechadas. Depois, por um simples capricho seu (ou preguiça mesmo), você fica reclamando que pegou uma gripe horrorosa.

- Ruídos: A categoria do transporte é “coletivo”. Então, não é porque você encontrou aquela amiga de infância que não vê há tempos que vai conversar em alto e irritante tom. Isso também serve caso você tenha comprado um bendito celular novo com rádio que tem que dispensar o salvador fone de ouvido.

- Pertences: Se você fez algumas comprinhas e está com várias sacolas ou grandes volumes, pense seriamente se não tem outra alternativa para ir ao seu destino. Se negativo, procure “pegar” um ônibus mais vazio, mesmo que para isso você tenha que “pegar” mais de um. Todo mundo sabe que grandes volumes atrapalham o trânsito das pessoas. Ah, se você tá com um guarda-chuva molhado, tenha o cuidado de usar uma sacola plástica para não molhar meio mundo que tá no ônibus.

- Cuide-se: Acho que mencionar que gente fedorenta nos ônibus é intolerável, é totalmente desnecessário, não é mesmo?

09 abril 2010

Gente que faz

Baila comigo

Dançar é bem parecido com o ato de amar. Precisa de parceiros que, até certo ponto, devem conhecer as regras básicas do estilo musical em questão. E quando a dança vira uma paixão?  Aquela que cresce a cada giro, a cada passo novo. Letícia Lodi sabe muito bem o que é isso, afinal a magia da dança faz parte de sua vida desde sempre. Aqui ela conta tudo a respeito. Acompanhe.


Conta pra gente como começou essa paixão pela dança.
A paixão pela dança começou ainda cedo, por volta dos 4 anos. Na escola que fiz pré-primário existia uma turma de baby class e eu não via a hora de começar a praticar. Eis que o "destino" me aprontou uma peça: as professoras exigiam uma avaliação médica, com um ortopedista, para as alunas fazerem parte do grupo e eu fui reprovada. Tinha, quer dizer, tenho um encurtamento nos dois calcanhos (naquela época, eram os calcanhar de aquiles), o que me fazia andar na ponta dos pés. Fiz alguns anos de fisioterapia, mas a dança sempre ficou na minha memória. Assistia os espetáculos das minhas colegas e da minha irmã, morria de inveja de vê-la no palco (ela ganhava fantasias lindas da minha mãe para a apresentação), chegava a chorar ao ver bailarinas, tamanha a frutração. Pratiquei vários esportes: natação, atletismo, basquete, futebol e finalmente a academia (aquele momento fatídico, que toda mulher pensa que não tem outra opção na vida...). Um dia, cerca de 2 anos atrás, procurei no google por aulas de ballet, depois de ter visto uma reportagem de revista sobre aulas de ballet para adulto. Uma esperancinha nasceu e eu encontrei uma escola bem perto do meu trabalho. Era uma escola um pouco cara, mas valia o preço do sonho de me ver como bailarina. Fiz pouco mais de 3 meses de aula nesta escola e não me adaptei. As alunas eram ex-bailarinas, todas em nível intermediário ou avançado, enquanto eu não sabia nem as posições dos pés. Me sentia incapaz o tempo todo. Pensei um pouco e vi que aquilo não era adequado para mim. Nada que faça você se sentir incapaz ou inadequada deve servir para você. Resolvi procurar por outra escola e conversando com uma amiga, cheguei a minha atual escola (que estou a pouco mais de um ano). Muitos me falavam que a minha inadequação era resultado da rigidez do ballet ou dos métodos, mas na verdade, como adulta, vejo que não podemos aceitar "métodos arcáicos e rígidos" só porque falam que é assim. Hoje, me sinto bailarina, de corpo e alma, é parte do meu dia a dia e do que sou.
 
Por que o ballet?
Faço ballet clássico, nunca experimentei outras modalidades (moderno, contemporâneo ou até mesmo jazz). Desde que entrei, me apaixonei por tudo aquilo: a rigidez, a postura, os movimentos leves, porém fortes, a feminilidade, a delicadeza, as fantasias, o tule e o cor de rosa (achava que iria fazer aulas toda de preto, que rosa é cor de criança, quando vi, estava totalmente vestida de rosa! Morri de vergonha, mas amei!). Ele trouxe um lado delicado que eu nem me lembrava que tinha, me deixou em contato com feminilidade também, sem culpas ou preconceitos. Depois vieram as referências, as pesquisas e vi que nem só de princesas e fadas o ballet é feito, tem muita fantasia, mas também tem muito drama, começa a aflorar um lado teatral e artístico, que é fantástico. Do ponto de vista físico, o ballet é diferente de todos os outros exercícios que já fiz. Exige uma força e um preparo físico diferente. Não vou dizer melhor ou pior, como muitos defensores. Não é como uma corrida, mas você precisa ter fôlego para saltar, não é como musculação, mas você precisa ter muita força para fazer os balances (posições estáticas). Já pela ótima emocional, é fantástico para liberar a criatividade, a ansiedade e a timidez, afinal de contas, você pode ser o personagem que você quiser.

Como você consegue conciliar a vida profissional com o ballet?
Realmente é complicado a conciliar isso. Os cursos para adultos normalmente não exigem aulas diárias, se enquadram melhor a duras rotinas de trabalho. A evolução é mais lenta, mas você sempre se dedica o quanto pode. Da minha parte, faço 3 x por semana, que era o volume de treino semanal que tinha na academia. Se pudesse, faria mais dias, mas nem o trabalho, nem as atividades domésticas permitem (rss). Mas já acho fantástico conseguir dedicar um pouco do meu tempo a algo que gosto tanto, as pessoas deveriam se dar esta oportunidade, não no ballet, mas em qualquer atividade física: uma caminhada com alguma colega (faz bem para o corpo, para a cabeça e para a fofoca), um pouco de alongamento na sala de casa, andar de bicicleta no parque com os filhos e outras tantas coisas boas.


E as apresentações?
Este é um capítulo à parte. É um momento único. Para o bailarino e para o ator, passamos tanto tempo fazendo exercícios para um único objetivo: se apresentar. No caso de bailarinas iniciantes, intermediárias até, acho que é o momento que você percebe a sua evolução. Passei por uma única apresentação, no final do ano passado. E posso dizer, que me senti coroada pelo esforço de um ano e pouco de ballet. Vemos falhas, defeitos, mas acima de tudo, superamos o medo de subir no palco e apresentar aos nossos amigos e familiares o nosso esforço. Dá para ver no rosto de cada pai, namorado, filho, o orgulho de ter visto uma pessoa tão querida no palco e isso é gratificante. Ali ninguém almeja ser profissional, dançar em grandes companhias, ser professora no futuro, apenas deseja se sentir bem, feliz consigo mesma e realizada no seu aprendizado. É isso que faz da apresentação um momento de confraternização tão gostoso e feliz.
Os treinos preliminares são duros, exige esforço, muitas vezes chega a dor (algumas colegas se machucam por excessos, até mesmo por pequenos erros), mas tudo isso é recompensado no dia final.

Relate um dos melhores momentos vividos com a dança
Eu diria que tive 3 grandes momentos felizes no ballet: o primeiro dia, quando calçei as sapatilhas e vi que era uma das coisas mais felizes da minha vida; o dia da apresentação, que apesar do nervosismo e da superação, vale a pena e faz toda a diferença na vida (diria uma amiga minha, também bailarina: "as pessoas têm que fazer 4 coisas antes de morrer: plantar uma árvore, escrever um livro, ter um filho e subir ao palco"); a minha primeira aula de pontas, que apesar de difícil, dolorosa e até mesmo boba, tem um signficado além de qualquer explicação para quem faz ballet, é o momento da "maioridade" no ballet.


Lelê é a dona do Casa de Catarina, um blog tudo de bom.  Bora conhecer? Aqui.

07 abril 2010

Por uma alma mais leve

Confesso que manter a esperança, mesmo quando tudo dá errado, é virtude para poucos. Comentei por aqui que passei por uma fase muito ruim nesses últimos meses, mas parece que minhas orações e de pessoas queridas surtiram efeito.

Houve várias perdas que resultaram em boas transformações. Chorei muito, cheguei a me desesperar em diversas vezes. Senti um medo enorme de tal forma que meu corpo tremeu, existia uma aperto enorme em meu coração e o estômago ficou embrulhado. Quis gritar, mas me contive. Tenho a natureza difícil e explosiva, e minha tentativa por toda a vida é controlá-la. Eu já avancei muito nisso, talvez a idade me ajudou, talvez o espiritismo, não sei. Só tenho certeza que isso me faz bem, ser controlada/equilibrada é muito mais benéfico para mim e para o próximo. Engraçado constatar que nesse período até meu corpo sofreu transformações, emagreci e engordei na mesma proporção, tive problemas com menstruação e outros de ordem ginecológica e estou com o cabelo bem ralo, resultado de uma perda de fios que persiste.

Ainda não posso afirmar que tudo está perfeito. Felizmente as coisas estão voltando aos eixos e é bom demais respeirar aliviada. Os dias ficam menos densos e estou me policiando com minhas atitudes de querer descontar minhas frustações em algo como comida e bebida. Percebi que meu consumo de cerveja (coisa que amo) aumentou consideravelmente nesses meses.

Mas meu foco é outro, acabo de alugar um novo apartamento, voltarei a ter minha casinha e morar no bairro que tanto gosto. Estou às voltas com mudanças, compras, cortinas, eletricistas. Voltei a planejar minha vida, o que me deixa muito contente. Vejo meu marido, companheiro e amigo, sorrindo, e isso me alivia muito. Há dias atras, num dos textos que nos faz refletir da Verônica Cobas (amada amiga) questionava qual era a palavra que te encanta. Dentre algumas, escolhi "perseverança" como minha predileta. E sei que essa palavra é perfeita para essa fase. O significado dela eu aprendi muito nova e os encarregados foram as pessoas da catequese. Há adolescentes que dizem que essa fase é um desperdício, mas para mim foi primordial para minha formação.

Acho que amadureci uns dez anos nesses meses que foram intensos por demais, mas a vida é a imprevisibilidade pura e temer isso é covardia demais.

06 abril 2010

Dia Mundial da Conscientização do Autismo - 02 de abril

Mesmo atrasada com essa postagem, não tem como deixar de fazê-la. Até pelo fato de ter um caso em minha família, meu sobrinho Pedro Henrique, o Autismo é algo importante para todos nós e deve ser disseminado para evitar a falta de informação que tanto prejudica os portadores.

Para quem não sabe a síndrome da desordem do autismo não tem cura. Mas, as pessoas podem levar vidas produtivas e completar sua instrução, portanto o Austismo é tratável.

Comentei aqui há uns dias atrás a felicidade que tive ao conhecer as irmãs do Lú, um menininho muito especial lá de Minas Gerais. E elas não perderam tempo, armaram uma ação informativa com um kit de conscientização sobre o tema e distribuíram nos meios de comunicação locais e também do Rio de Janeiro. Sim, a dupla educa, divulga, conscientiza e transforma. Garotas espertas.

Para saber mais sobre o Autismo:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autismo
http://www.autistas.org/
http://www.ama.org.br/html/home.php 

05 abril 2010

Mediunidade


Como se explica que um homem pobre, doente e semi-instruído, nascido mulato no início do século passado, em um rincão distante de Minas Gerais, viesse a se tornar, ao longo de seus 92 anos de vida, e sobretudo depois dela, uma espécie de mito brasileiro – um nome capaz de emocionar, motivar e organizar as pessoas em torno de uma fé e do trabalho filantrópico que ela inspira?

Esse é Chico Xavier, um homem iluminado que veio ao mundo para provar que aceitar a verdade não visivel aos olhos e ouvidos carnais sempre foi o maior motivo de escarnio aos incapazes de tal percepção. Chico não veio ao mundo pregar o espiritismo, veio mostrar que Deus existe e se manifesta em diferentes formas.

Sim, eu acredito, e com certeza verei o filme que fala de sua vida.

04 abril 2010

A justiça foi feita, enfim

Com a condenação dos culpados do caso Isabella Nardoni, parece que eu, você e todo o Brasil respirou mais aliviado depois de dois anos.

Talvez nunca entenderemos o que motivou o crime. Talvez nunca aceitaremos o motivo se realmente teve um.

O que podemos sentir é uma produnda tristeza pelo fato e perceber o dano que tudo isso causou nas famílias dos envolvidos. Lendo a reportagem da revista época que traz os sentimentos da mãe da menina, confesso que me emocionei, realmente é difícil não se comover com suas palavras e sua sereneidade para enfrentar o que aconteceu. Acredito que Deus dá força nessas horas. Quer conferir a reportagem? Clique aqui.

Quanto à vítima, bem, como espírita, acredito que os amigos espirituais estão cuidando daquela pequena. Torço por isso de coração.